Cara Delevingne foi vista ao lado de seu pai, Charles Delevingne, sua suporta atual namorada Paris Jackson e da atriz Ashley Benson enquanto caminhavam no bairro Meatpacking District em Nova York neste sábado (05/05)

O grupo estava a caminho da festa de aniversário de Poppy Delevingne, quem completou 32 anos na última semana. Claro que a irmã mais velha de Cara, Chloe Delevingne chegou a publicar uma foto das irmãs na festa, confira:

Após uma noite de festa a atriz foi fotografada deixando a Milk Studio ao lado de um grupo que incluía a modelo Adwoa Adoah e a atriz Ashley Benson na manhã de domingo (06/06).

Confira todas as imagens sincronizando nos álbuns abaixo:

05/05  – Cara Delevingne no Meatpacking District em Nova York

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06/06 – Cara Delevingne deixando a Milk Studio em Nova York

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As imparáveis irmãs Delevingne, rainhas de tudo que tocam – da moda e de Hollywod até filantropia e redes sociais – tem uma nova HQ. Vassi Chamberlain conversa com o extraordinário trio britânico, no novo e elegante apartamento em Londres da irmã do meio, Poppy, para conversar sobre crescer juntas, serem melhores amigas e sobre aquele gene de festeiras.
Poppy Delevingne abre a porta de entrada da sua nova casa em Londres e me deixa entrar por um corredor escuro cujo as paredes são tão envernizadas que elas chegam a cintilar. Essa é a primeira “casa de adulta” dela desde que ela saiu da majestosa casa de seus pais Charles e Pandora alguns meses atrás; a primeira vez em que ela não mora com suas duas irmãs, Chloe e Cara. Ah sim, as garotas Delevingne, ou “Deles”, como o fenômeno social é conhecido – três, muito amigas e igualmente encantadoras, mas muito diferentes, que se tornaram quase que como uma marca global por acidente, na qual nascimento, beleza e personalidade têm desempenhado um papel. “Meus três anjos”, como o pai delas as chama – isso é, quando elas não estão fazendo travessuras, coisa da qual as três são muito boas.
Hoje, Poppy está vestida para um “dia de edredom” com leggings, uma camiseta de manga comprida, meias, seu cabelo em um rabo de cavalo e seu rosto sem maquiagem. Ela parece jovem e vulnerável, cabelo liso e branco acentuando a palidez de sua bonita pele britânica.
Ela me leva para baixo por um lance de escadas, até chegarmos em uma cozinha comprida e iluminada, que encosta em um jardim. Um episódio de Sex and the City está pausado na TV, revistas, um diário e um caderno aberto estão jogados no carpete e uma coleção de 20 estranhas obras de arte de Hugo Guinness preenchem as paredes. “Cada uma conta uma história diferente sobre meu relacionamento com Cookie”, ela docemente diz, se referindo à James Cook, seu marido de quase três anos.
A garota, cuja tia Melinda Stevens descreve como tendo tanto um “extremo carisma” quanto um “gene de festeira”, como ela mesma admite. “Ah meu Deus, eu sou tão rude”, ela diz de repente, enquanto levanta do grande e aveludado sofá no qual ela acabou de sentar. “O que posso te servir? Cookie e eu,” ela diz, pegando na chaleira com um sorrisinho, “estamos sem cafeína.” Dirty martinis, a bebida preferida dela, ainda não estão na sua lista do não.
Poppy, 30, é principalmente conhecida como modelo e aspirante a atriz, que já foi escolhida para um elenco, ela prontamente admite, por causa de seu nascimento privilegiado, que aparentemente fez pouco além de ir a shows e festas da moda. Mas ela sempre foi levada por seu senso de moda e elegância, tanto como pelo seu maravilhoso comportamento a moda antiga, e ela está agora com papéis em dois filmes de grande espera que sairão mais tarde nesse ano – o primeiro, em maio, Rei Arthur: a Lenda da Espada, e o segundo, em outubro, Kingsman: o Círculo Dourado.

Eu conheci Poppy e sua irmã mais velha Chloe, mais ou menos no final de 1990 na França. Elas eram adolescentes fofas e magras (“Todas elas são incrivelmente magras,” diz o pai delas, “embora façam as coisas elas mesmas”) usando biquínis. Elas passaram o dia todo pulando e saindo da piscina, os narizes com sardas delas ficando rosa na luz do sol. Ocasionalmente elas paravam para dar um abraço e um beijo no avô querido delas, o editor Sir Jocelyn Stevens, e também roubando goles do seu rosé quando ele não estava olhando. A cena não poderia ser mais paradisíaca.
Um ano depois, num domingo de almoço na casa dos pais delas em Londres, eu conheci Cara. Ela tinha oito anos, vestida com um uniforme de futebol azul e branco do Chelsea, seu cabelo loiro enquadrando o que já era naquela época um rosto extraordinariamente bonito e cativadoramente estranho. Ela cantou consigo mesma, jogou em seu Gameboy e sentou na cadeira de sua bateria, afastando-se, perdida na ilha de Cara. Tinha algo que te movia até ela. Eu lembro de saber com uma convicção absoluta de que ela seria famosa algum dia.
Superficialmente falando, você pode pensar que essas garotas são como uma versão britânica das Kardashians: três irmãs maravilhosas, amigas da mídia, nascidas para o privilégio, que aparentemente amam a atenção e apenar por serem, bem, populares e bonitas, e por conhecerem todo mundo, de Prince Charles à Taylor Swift. Eu imagino que a comparação provavelmente as diverte e as horroriza ao mesmo tempo. Mas enquanto a existência das Kardashians é baseada nos comerciais cuidadosamente orquestrados de uma senhora Bennet do século 21 – matriarca Kris Jenner – o sucesso das Delevingners evoluiu organicamente sem nenhuma força orientadora dizendo-lhes o que fazer, como se vestir ou de quem serem amigas. Elas são suas próprias pessoas. Cada uma delas canta de um jeito diferente, e acharam, por tentativa e erro, sua própria voz individual.
“Elas são irmãs excepcionais, o trio mais maravilhoso,” diz o pai delas, rindo consigo mesmo quando eu peço a ele para descrever as filhas dele. “Elas não tem ciúmes uma das outras e isso é tão atraente. Eu tenho tantas histórias de infância que eu poderia contar à você – Poppy afogando o hamster da Chloe, Chloe balançando o braço da Poppy com tanta força que ela deslocou ele. Chloe era mais tímida e retraída, apesar de se interessar por meninos quando bem nova. Poppy era sociável e Cara, invés de ser minha pequena princesa, era meu pequeno príncipe, sempre se vestindo com uniformes de futebol. Ela era a coisa mais fofa.” Como a irmã do meio, Poppy pensa dela mesma como “a cola no sanduíche”. É uma boa analogia para ela, enquanto você a vê mover de um mundo para o outro, igualmente em casa em Mustique socializando com as crianças do Jagger como quando está em Nova Iorque, com grandes personalidades do mundo da arte como Dasha Zhukova e Larry Gagosian; em Los Angeles com sua melhor amiga Sienna Miller; e é claro, no mundo da moda, onde ela é amiga dos designers Karl Lagerfeld e Peter Dundas. “Ela é a mesma palhaça engraçada, simpática e louca que eu comecei a amar quando nos conhecemos,” diz Dundas, que fez o vestido de casamento de Poppy. “Ela nunca levou ela mesma muito seriamente. Eu a vi recentemente fazendo flexões na pista de dança do bar Basil’s em Mustique, com um vestido de lamé prata e ela me fez gargalhar muito.” Embora quintessencialmente britânica com seu humor indecente e seu amor descarado pelo hedonismo, os americanos, provavelmente porque ela parece e soa tão refinada, gostaram dela também; ela é mais moderna; uma versão melhorada da tradicional It Girl, com demanda tanto para sua beleza quanto para sua inteligência. E mais, com elas não tem falsidade, sem olhares sobre o ombro, sem se afastar dos amigos. Ela, e suas duas irmãs, são quase que patologicamente fiel à seus amigos de infância.
Ser modelo não veio facilmente para Poppy, uma batalhadora que quase saiu do mundo da moda. Anya Hindmarch eventualmente a colocou em uma campanha. “Eu estava quase desistindo,”Poppy diz. “Eu estive tentando por 6 meses e nada, e aí isso veio.” Ela trabalhou com muitas marcas desde então, incluindo Louis Vuitton e Versace. Ela tem certeza de que sua carreira é diferente da de Cara(“Sim, eu modelei por anos mas eu não era realmente uma modelo”), que ela é vista mais como uma modelo “social”, da qual o nome e presença em festas e shows são tão importantes quanto seu look. Lagerfeld entendeu a sua importância e a tornou embaixadora da Chanel. Ela também colaborou em coleções para a marca de sapatos Aquazzurra e para os biquínis Solid & Striped. Mas o que é interessante, e o que a faz única, é como pelo trabalho duro e perseverança ela conseguiu alterar a percepção inicial que outros tiveram dela. A marca de high-fashion LOVE a colocou em sua capa em 2015 e agora, ainda mais significante, ela foi contratada pela agência de talentos de Hollywood de Ari Emanuel, WME. Quando eu a pergunto que tipo de atuação ela tem interesse em, a resposta dela é surpreendente. “Charlize Theron em Monster,” ela diz. “Eu quero desaparecer completamente na pele de outra pessoa.”
Cara, 24, a mais nova, é claro, a mais conhecida; uma modelo de sucesso global, como Kate Moss e Cindy Crawford, exceto que com um poder maior por causa de seu colossal número de seguidores no Instagram (36 milhões). Seu primeiro ensaio foi com 10 anos, com Bruce Weber para a Italian Vogue, modelando para um chapéu de Philip Treacy; com 16, ela estava na campanha da Burberry; com 18, ela era um fenômeno global, simplesmente conhecida como “Cara”, perseguida nas ruas por paparazzis. Ela apareceu na cena da atuação alguns anos atrás com Cidades de Papel, e mais recentemente em Esquadrão Suicida. Este ano, ela vai aparecer perto dos vencedores do Oscar, Alicia Vikander e Christoph Waltz em Tulip Fever e no filme de Luc Besson, Valerian. Mas o que a define – mais do que sua beleza de outro mundo, suas milhares de capas de revista e campanhas de moda, a voz angélica dela (assista aos dois vídeos do YouTube dela, cantando com William Heard e Pharrell Williams) – é o jeito com que ela fala para gerações sobre saúde mental e sexualidade. Ela fala abertamente e emocionalmente sobre seus problemas pessoais, o quão difícil ela ás vezes acha a vida, e sobre se apaixonar por mulheres. O movimento de gêneros sem dúvidas deve a ela.
Chloe, 32, a mais velha, é naturalmente quieta e menos teatral, embora seu humor seja sofisticado e enérgico. “Nós todas temos as mesmas regras de moral,”Chloe diz. “Eu faria qualquer coisa por elas. Nós somos muito sortudas, a química entre a gente é quase perfeita. Nós temos um grupo no WhatsApp que não para um minuto.” As três recentemente passaram o Natal juntas (com a sua avó Janie Stevens, dama de companhia da princesa Margaret) na casa de Chloe em Oxfordshire onde ela agora vive com seu segundo marido, o imobiliário Ed Grant, e suas duas crianças, Atticus, 3, e Juno, 18 meses.
O pai delas chama a Chloe de “a acadêmica”. Ela queria fazer algo na área de ciências (ela tem um diploma em ciência biomédica e biologia humana e está querendo fazer um doutorado ou mestrado), mas por agora ela está focada em ser mãe e filantropia; ela é cofundadora do Lady Garden, uma caridade para o câncer.
Enquanto a mídia britânica a considera uma celebridade, internacionalmente ela é a menos visível. Mas ela tem um papel crucial no ecossistema das irmãs Delevingne – ela é a figura de mãe, aquela que as outras chamam quando precisam de ajuda, quando precisam ser trazidas de volta pra Terra. “Ser em três é muito importante pra dinâmica delas,” diz a tia delas. “As vidas de Cara e Poppy são similares, mas a razão das três juntas ser tão fundamental para o relacionamento delas é porque Chloe pode aparecer e ser aquela voz calma quando as coisas estão para explodir. Ela é o tigre, muito protetora.” Eu vi essa proteção no Glastonbury, dois anos atrás. Os Rolling Stones estavam tocando no palco Pyramid e nós estávamos em um grupo assistindo ao show. Chloe de repente pediu para nós fecharmos um círculo em volta da Cara. Pessoas no festival estavam tentando tirar fotos da irmã dela. Ela educadamente os pediu para parar.
“Minhas irmãs são minhas melhores amigas,” diz uma Cara com sono, no telefone diretamente de Los Angeles. “Ah meu Deus, é incrível ter aquelas duas. Eu não sei o que faria sem elas, seria aterrorizante. Nós passamos por tudo juntas. Elas me ajudaram a me levantar. Elas me ensinaram o amor que eu tenho pela música. Nós costumávamos fazer danças para músicas das Spice Girls, o que ainda fazemos. É a coisa mais purificante do mundo. Eu nunca iria querer imaginar um mundo sem Poppy e Chloe. Coloque deste jeito, se alguma delas matasse alguém, eu ajudaria a esconder o corpo.”
A dinâmica entre as três no dia do ensaio foi de negócios, como sempre. Cara chegou de um voo de Los Angeles. Mesmo se ela estivesse se sentindo cansada, as outras duas não estavam ligando pra isso, cutucando, abraçando e beijando ela. Para elas, ela é a “irmãzinha menor”. “Elas sempre foram muito boas com conselhos”, diz Cara, “sendo para carreira ou relacionamentos. Conselho de irmã é sempre o melhor porque elas te conhecem melhor do que qualquer um. A melhor coisa sobre estar com elas é ESTAR com elas.” Em um momento, as três deitaram na cama juntas e enquanto o fotógrafo estava arrumando a iluminação, elas examinaram a boca uma das outras. “Você tem um bigode”, uma delas disse. “Você também”, disse outra. Quando tudo ficou quieto, Cara cantarolou as letras da música Closer (“We ain’t never getting older”) do The Chainsmokers ou falou em uma voz de criança. “De onde veio isso?”Chloe perguntou, fazendo uma careta. “Não sei”, disse Cara, continuando, claramente se relembrando de uma tática de irritação de irmãs bem sucedida, possivelmente uma ressaca do tempo em que Chloe e Poppy começaram a ignorá-la, quando chegaram na puberdade. “Alguma coisa mudou muito rapidamente e eu comecei a vê-las bem menos,” ela diz. “Elas tinham esse quarto rosa e roxo onde elas costumavam ficar com os amigos dela. Eu tinha muito medo dele porque nunca me permitiam entrar.”
Poppy diz que a coisa que as une agora é a infância maravilhosa delas. Elas vieram de famílias cheias de personalidade dos dois lados. O pai delas, Charles, aka Chucky D (até as garotas o chamam assim), é um investidor muito bem sucedido, amado por todos, a alma e vida de todas as festas. (“Chucky D é o meu herói”, diz Poppy. “Quando James me pediu em casamento, eu disse que uma coisa que ele tinha que saber era que meu pai sempre seria o número 1.”)
Mesmo elas sendo discretas sobre isso, o que as faz ser quem são, é o fato de que elas nasceram em uma família onde saúde mental e vícios eram coisas que elas viram desde pequenas. A mãe delas, Pandora, é de uma beleza renomada, muito sagaz e elegante, que uma vez apareceu na capa da Tatler de biquíni. Ela se rendeu ao vicio quando as duas mais velhas estavam chegando na adolescência, uma batalha que ela tentou muito ganhar, mas ainda não venceu. Mesmo assim, as três são extremamente fiéis a mãe. “Houveram momentos complicados,”Poppy diz quietamente. “Eu tinha 12 anos quando tudo começou a acontecer, que é a época em que você mais precisa de uma mãe – menstruação, querer saber o que é sexo. Cara tinha seis anos de idade. Ela literalmente se abraçava a mim para dormir. Ter uma a outra era muito importante.”
Isso tudo inevitavelmente marcou elas (todas as três deixam transparecer suas emoções), mas enquanto que o compartilhamento de experiências traumáticas afastam alguns, nesse caso só reforçou a ligação delas. Elas parecem intrinsecamente certas de que passar tempo com elas às vezes pode parecer que você está preso em um campo de força emocional. Mas o que as faz tão atraentes é o quão empáticas elas são, um traço de personalidade que é normalmente perdido quando a fama entra na equação. “Nós todos aprendemos que doenças mentais e vícios são doenças e eu acho que muitas pessoas deixam isso passar,” diz Poppy. “O que as pessoas não entendem é que é um desequilíbrio químico; é como o câncer, uma doença, e as pessoas precisam ver como isso. Então quando as pessoas me perguntam, ‘você está brava com a sua mãe?’ eu fico tipo, ‘não, não tem nada para se ficar brava.’ Nós todas só queremos estar ali para ela. Nós vimos a sua luta, ela é tão forte por nós, adora dar amor e só quer ser amada de volta, e nós todas damos isso à ela, esse é o porquê de meus pais ainda estarem juntos e felizes.”
Eu me pergunto se a razão das garotas Delevingne brilharem em situações sociais é pelo fato de suas vidas, e as vidas das pessoas à sua volta, serem tão estruturadas por festas, proporcionando uma espécie de superficialidade forçada, mas necessária. “Nós temos um grande gene de festeiras,” diz Stevens. “Nós somos pessoas extremas, muito disso vem do meu pai (Jocelyn Stevens). Ele estava sempre dançando e festejando, uma grande energia criativa. Nós somos todas possuídas por essa extravagância, o desejo de dançar em cima das mesas. Mas nós todas também temos o lado B, o outro lado, que é olhar para o abismo e vê-lo olhar de volta para nós. Mas você não consegue nos colocar para baixo por causa dessa alegria, dessa vontade de viver a vida ao máximo.”
Poppy, apesar da sua exuberante personalidade, é também bem caseira. O casamento a deu conforto e estabilidade. Ajuda também que James conhece sua esposa muito bem; ele nunca foge de mostrar sua opinião e nunca hesita em tirá-la de situações (festas, festivais, etc…), frequentemente vocalmente, para a diversão dos seus amigos.
No dia do ensaio eu perguntei à ele se ele tinha discordado com os planos da esposa dele (e a decoradora Joanna Plant e o arquiteto Alex Tart) para a casa? “Err, sim,” ele respondeu. Enquanto os andares superiores são iluminados, o térreo é escuro e emocional “como o Hotel Costes”, diz Poppy. “Eu peguei a ideia da parede envernizada da maravilhosa Christine d’Ornano. E eu tinha que ter um bar. Eu estava tipo, ‘eu preciso de uma casa com um bar!'”. Uma placa de neon fica acima dele, escrito “one for the road” (feita para a estrada). Mas é o quarto deles – tudo numa cor rosa meio “sujo”, das paredes ao carpete, cortinas, cama e dossel – que o James pode ter discordado. Poppy ri. “Ele me disse ‘isso vai ser um desastre’. E agora ele absolutamente ama.”
A pergunta que não param de perguntar à eles desde que se casaram é quando eles terão uma criança. “Sabe quando você tem um banquete de domingo e você deixa as batatas pro final?” ela diz. “Bem, bebês serão minhas batatas e eu vou tê-los por último.” O pai dela vai um pouco mais longe. “Poppy não quer ter filhos por algum tempo porque ela está aproveitando muito a vida; ela casou com James porque percebeu que achou alguém para a vida toda.”
É essa segurança conjugal que a deu a liberdade de se mudar para LA, como ela está fazendo, mesmo que temporariamente, para os primeiros meses de 2017, para se concentrar em testes para filmes. Atuar não é sempre algo que te conduz a ter relações duradouras e fortes. Ela se preocupa em como isso vai afetar a dela? “A coisa maravilhosa sobre meu marido é que somos muito bons em sermos independentes,” ela diz. “Nós estivemos juntos por 9 anos e pelos 12 primeiros meses, eu morava em Nova Iorque. Eu acho que muitas pessoas acham isso bizarro mas realmente funciona para nós. Nós meio que nos aproveitamos muito quando estamos juntos, esses momentos são muito especiais.” Ela diz que não há uma noite na qual eles não vão para a cama rindo. “Eu não conseguiria ficar com outro lunático,” ela diz, se referindo à ela mesma.
James, um antigo ator ele mesmo, é o maior campeão de sua esposa. “Ele sabe o quanto eu quero isso,” ela diz. Tanto que ele regularmente filma Poppy ensaiando para os testes em um quarto de visitas. Quando ela recebeu a ligação que ela conseguiu um papel em Kingsman: o círculo dourado, ela começou a chorar e ele disse à ela, “Baby, vá e conquiste, é o que você está aqui para fazer.”
No meio tempo, o casal toma café da manhã juntos toda manhã às 7h antes de James ir para o trabalho de MD da agência de aviação de sua família. Eles sentam em uma pequena mesa da cozinha, os dois em pantufas monocromáticas e roupões iguais (um presente do amigo deles André Balazs). Quando eles se mudaram seis meses atrás, eles planejaram dar festas de jantas todas as quintas, mas só conseguiram fazer duas até agora. Poppy diz que gosta de cozinhar, na maioria da vezes um frango assado e espaguete a bolonhesa. James sempre me fala, ‘você trabalha bem com carne moída’, o que seja que isso signifique.”
Ela diz que levou algum tempo pra ela escolher sua vocação, ao contrário de Cara, que sabia o que queria ser desde pequena. “Ela é muito ambiciosa, a Cara. Ela sempre soube o que queria e ela é uma pessoa muito ativa. Ás vezes eu ligo pra ela e eu fico tipo, você precisa me ajudar a ser ativa, e ela fica tipo, ‘Vamos lá!'”. Enquanto em LA, Poppy terá Cara como companhia; o par está pensando em comprar uma casa juntas enquanto elas correm atrás de seus sonhos de atriz. Poppy diz que ela não é uma artista natural, mas diz que gosta do desaio de se expor, e que atuar a faz se sentir incomfortável e ela gosta disso. Ela tem o que chama de “Harlem shakes”, o que ela recentemente teve quando deu um discurso no evento de arrecadação Save the Children em Londres, o qual ela apoia. “Mas eu dei essa voz,” ela diz rindo. “Eu acho que soou boa em ser a má. Eu não acho que eu poderia fazer a garota ingênua, minha voz conta uma história diferente!”
Eu a deixo para uma rara noite de assistir mais Sex and the City. Uma escolha estranha para alguém tão jovem mas ela diz que a conforta, como ver velhos amigos. Ela pede uma pizza e, como sempre faz, vai deixar um pedaço para o café da manhã de amanhã. Mas antes de dormir, ela vai ligar para Cara e Chloe no FaceTime e dizer à elas o que ela sempre diz, que ela ama elas “até a lua e as estrelas”.
“Elas são meu tudo, sabe,” ela diz enquanto estamos na porta dizendo nossos tchaus, “minhas ervilhas em uma vagem. Eu não conseguiria viver sem elas.”

Fonte: Revista Porter

Entrevista traduzida por Natasha Campi da equipe do CDBR

Cara Delevingne, Poppy Delevingne e Chloe Delevingne concederam a primeira entrevista juntas para a revista Porter. A entrevista completa sairá na edição 19 da revista, edição de primavera, na qual a capa será com Natalia Vodianova.

Confira parte da entrevista já divulgada abaixo:

Em sua primeira entrevista como um trio, modelo e atriz Cara brinca que se umas de suas irmãs, Poppy e Chloe, matasse alguém “Eu ajudaria a enterrar o corpo”.

As irmãs falaram com a revista Porter sobre as dificuldades que enfrentaram quanto mais jovens. Pandora, mãe delas, sofreu com vicio em heroína antes mesmo delas nascerem e mais tarde foi diagnosticada como bipolar.

Cara, 24, dormiu no quarto de sua irmã Poppy por anos e disse que ambas a ajudaram a se reerguer.

Poppy, 30, quem também é modelo disse “Nós todas aprendemos que vicio e doença mental são doenças e eu acho que muitas pessoas vem como um desequilíbrio químico, é como um câncer,  uma doença e as pessoas precisam ver isso. Então quando alguém me pergunta ‘Você está brava com a sua mãe?’ eu respondo “Não tem nada com o que estar brava.'”

Ela adicionou: “Teve momentos difíceis. Eu tinha 12 anos quando tudo começou a acontecer, e esse é um momento no qual você realmente precisa de uma mãe – tendo sua primeira menstruação, querendo saber o que é o sexo. Cara era seis anos mais nova. Ela dormiu na minha cama por anos. Ela realmente se entrelaçava ao meu corpo quando eu ia tentar dormir. Ter umas as outras foi vital.”

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Cara, que se concentrou em atuar em cima de uma carreira de modelagem extremamente bem sucedida, disse de suas irmãs: “Oh meu Deus, é incrível ter essas duas. Eu não sei o que faria sem elas, seria horrível.”

“Nós passamos por tudo juntas. Elas me ajudaram a levantar. Elas me ensinaram meu amor pela música. Nós acostumávamos dançar músicas da Spice Girls, o que ainda fazemos.”

“Eu nunca imaginaria um mundo sem Poppy e Chloe. Coloque assim, caso alguma delas matassem alguém, eu ajudaria enterrar.”

A irmã mais velha, Chloe, 32, ajudante em campanhas de caridade, quem também tem dois filhos acrescentou: “Nós somos muito sortudas, a química entre nós é quase perfeita.”

Poppy irá seguir o caminho de Cara e irá atuar esse ano com papeis em “King Arthur: Legend Of The Sword and Kingsman The Golden Circle”.

Ela muitas vezes procura o conselho de sua irmã mais nova, dizendo: “Ela é tão atleta, Cara, ela é tão ambiciosa. Ela sempre soube o que ela queria e ela é uma pessoa ativa. Às vezes eu chamo ela e eu sou como, você precisa me ajudar a me animar, e ela é como, ‘Vamos!’ “

A revista estará nas bancas de todo o mundo na sexta-feira dia 10/02. 

Fonte: Standard

Depois de passar um fim de semana ao lado da namorada Annie Clark (St. Vincent) e amigos na casa de Taylor Swift, Cara Delevingne voou para Londres para voltar ao trabalho.

A modelo voltou para sua cidade natal para poder fazer uma gravação para a Lady Garden, uma campanha na qual Cara e sua família vem apoiando desde o começo deste ano.

Lady Garden é a primeira campanha de caridade para Fundo do Câncer Ginecológico – é um grupo de mulheres em uma missão para mudar o futuro dos cancros femininos que até o momento são conhecido como assassinos silenciosos. A Lady Garden ajuda as mulheres a lutar e denunciar os seus problemas relacionados ao câncer ginecológico

Nesta quarta-feira (06/07) Cara esteve ao lado de suas irmãs Poppy e Chloe realizando a gravação para a campanha em Londres.

Edward Grant, marido de Chloe Delevingne, postou durante a tarde uma foto das irmãs Delevingne almoçando durante as gravações, confira:

What a surprise the sisters and pizza. Leading my children astray

Uma foto publicada por Eddy Grant (@edwardajgrant) em

 

Confira fotos sincronizando nas miniaturas abaixo:

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Pandora Delevingne, 53, acaba de escrever um livro contanto sua batalha contra o vício em heroína , no momento o livro está sendo editado. A mãe de Cara Delevingne concedeu recentemente uma entrevista ao The Times no qual fala um pouco de sua luta e como o vício afetou sua vida e o da sua família, por isso acaba citando Cara Delevingne diversas vezes, confira a entrevista completa abaixo:

Pandora Delevingne, mãe das supermodelos Cara e Poppy, conta à Lucy Cavendish como a sua luta com o vício afetou sua família

Pandora Delevingne está andando pela sala do porão de sua gigantesca casa em Pimlico. Ela está exoticamente vestida, com um vestido de camponesa ucraniana meio vermelho feito por Vita Kin com mangas bufantes, borlas e muitos bordados, e com sapatilhas vermelhas de estilo oriental.

Ela é elegante e loira com uma boa estrutura óssea, com as maçãs do rosto altas e pernas tonificadas, e cada pedaço dela parece com uma fashionista. Ex-personal shopper da Selfridges, Delevingne, 56, não é só uma muito bem conectada aristocrata, mas também dizem que ela esteve aconselhando a Duquesa de Cambridge em suas escolhas de roupa. “Bem, eu acho que “aconselhamento” é uma palavra muito forte para isso”, diz ela. “Eu apenas sugeri algumas peças mais interessantes para ela usar.”

O olho de Delevingne para o eclético e o seu senso de estilo é o porquê de ela ter recém-aberto uma inesperada loja Pandora em sua casa. O seu porão está cheio de peças “boho-chic” como os vestidos de Vita Kin – “Eles são vendidos por mais de mil dólares na Net-a-Porter, os meus são muito mais baratos” – e gigantescos colares da África do Sul.

Mas ela é muito reconhecida mesmo por ser a mãe de duas supermodelos: Cara Delevinge, 23 – possivelmente a modelo mais famosa no universo – e Poppy, 30, que apesar de estar casada e aparentemente bem resolvida, é uma das marcas mais famosas do planeta e embaixadora da Chanel.

“Eu tenho que me beliscar ás vezes”, diz Pandora. “Eu penso nelas como sendo crianças pequenas bagunçando no jardim. Eu não olhei para elas e pensei ‘Uau, vocês duas serão supermodelos’. Eu não consigo ver elas desse jeito. Eu sou a mãe delas.”

Eu pergunto para ela como é ver elas caminhando por volta do mundo da moda. “Bem, é um pouco estranho”, ela diz. “Quando elas eram menores nunca me ocorreu que elas iriam ser tão bem sucedidas. Cara sempre foi uma pequena garota engraçada. Ela nunca usava nada a não ser o seu kit de futebol. Quando ela ia à festas, todo mundo estaria usando sapatos de couro e vestidos no estilo “pinafore” mas Cara estava sempre em roupas de menino. Ela era uma coisa engraçada de se olhar.”

Ela diz que Poppy era a mais “girlie” das duas. “Ela tinha estilo mas Cara era peculiar. Você não podia contar nada à Cara. Ela é assim agora. Ela tem uma grande força de vontade, mas ela é calorosa, generosa e honesta. Eu me sinto muito triste de não poder vê-las tanto quanto eu gostaria.”

Ela me diz que Poppy e seu marido, James Cook, acabaram de sair de sua casa. “Eles estavam morando aqui até ontem. Eu tenho uma terrível síndrome do ninho vazio. É uma coisa estranha, não é mesmo? Poppy é tão bem sucedida e focada e ainda assim ela e o James adoravam viver aqui comigo e com o Charles. Eu sentirei falta de cuidar dela.”

Charles Delevingne, um promotor imobiliário, é seu marido por mais de duas décadas. “Eu conheci ele quando eu tinha 22 anos. Eu era jovem e um pouco louca e eu nunca chegava à lugar algum na hora certa. Minha mãe nos mandou para Ascot – ele estava irritado porque eu estava atrasada mas eu me apaixonei, ou me encantei, imediatamente. Eu achava que ele era o homem mais bonito que eu já havia visto. Ainda acho isso.”

Se você olhar para as fotografias da família nas paredes, pode ver que a mistura genética dos fortes traços de Charles e Pandora é responsável por produzir três belezas. A outra filha deles, Chloe, 32, está trazendo suas duas crianças, Juno e Atticus, com seu marido para o país. “Chloe é muito inteligente, mas ela queria dar um tempo na sua carreira de cientista para criar seus filhos. Ela não é tão sociável quanto as duas outras.”

Ela puxa a sua ética de trabalho de seu pai, o publicitário magnata Sir Jocelyn Stevens, que morreu há um ano e meio atrás. “Ele tinha demência e era horrível. Eu não conseguia suportar.” Ela diz que até ele ficar doente, ele estava trabalhando duro. “Ele era viciado em trabalho. Ele era um homem muito dinâmico mas eu tinha medo dele porque ele era bravo. Ele deixava minha mãe louca.”

Sua mãe é Jane Sheffield, uma ex-dama de companhia da Princesa Margaret e uma it girl de seu tempo. “As pessoas me perguntam sobre a vida da minha mãe, mas quando criança, o jeito que vivíamos me parecia normal. Eu sei que eu tinha uma babá e tudo isso, mas eu pensava que todo mundo vivia assim. Agora eu percebo que eu era imensamente privilegiada.” A mãe de Delevingne era melhor amiga da Princesa Margaret, e seus pais frequentemente saiam em feriados com ela e com seu marido Anthony, Lorde Snowdon. “Esse era o papel da minha mãe. Ela era a mão direita da Princesa. Mas não era fácil porque eu acho que a Princesa Margaret era complicada.”

Delevingne descreve a sua vida em casa como complicada também: sua mãe, de uma beleza esplêndida, e seu pai atraente mas arrogante. “Eu estava no internato a maior parte do tempo. Meus pais não cuidavam muito de mim. Eles eram de uma classe em que isso era esperado deles. Eu não suportaria ser assim com as minhas crianças.”

Pandora também era de uma beleza esplêndida quando era uma jovem mulher e, como sua mãe, era uma debutante. “Eu odeio a palavra ‘debutante'”, ela diz, de repente parecendo meio brava e acendendo um de vários cigarros. “Eu odeio que você tenha até mesmo falado essa palavra. Eu tive uma festa de debutante mas eu coloquei licor no bule de chá e me recusei a me comportar. Eu nunca me comportei e acho que esse é meu problema.”

O jeito de não se comportar de Pandora Delevinge tem sido muito bem documentado. Ano passado Cara falou sobre a batalha de sua mãe com a heroína, e sobre como ela saía de casa quando atingia um ponto fraco. Cara também revelou que sofreu de depressão, e acredita que isso veio parcialmente de sua mãe. Como Delevingne se sente sobre isso?

“Eu acho que a Cara tem sido honesta. Não era muito um segredo mesmo. Meu pai passou metade da vida dele tentando achar as pessoas que me vendiam e me tirando de enrascadas. Ele não entendia o porquê de eu ser uma viciada e era difícil de explicar porque eu mesma não sabia.”

Ela diz que acha que se viciou porque estava entediada. “Eu não quero ser a coitada garota rica, mas eu estava triste por muito tempo na minha vida.” Ela acha que isso tinha a ver com a sua condição bipolar, que não foi diagnosticada até ela ter 30 anos. “Eu tinha esses grandes altos e depois horríveis pontos baixos, onde tudo parecia tão sem vida. Os altos eram intensos e os baixos eram mais que terríveis. Eu queria escapar da dor.”

Seus baixos, ela me diz, tem sido pecaminosos. “Um ano atrás eu estava deitada em um colchão em um quarto com uma lâmpada oscilante em cima de mim e eu só queria morrer.” Por que ela queria morrer? Ela aparentemente tem tudo – três filhas que a amam, um marido que continua a seu lado.

“Eu sei, é terrível, não é mesmo? Mas eu não estava bem emocionalmente, e queria que a dor se fosse. Eu não consigo descrever à você o quão horrível e desesperador é estar assim. A morte parece preferível.” Ela tem escrito isso tudo em um livro que ela chamou de “Sombras na Minha Parede” (Shadows on My Wall). “Está sendo editado e eu espero achar uma publicadora”, ela diz.

Ela acredita que sua depressão e bipolaridade começaram quando ela era uma criança. “Eu tenho sentido vergonha e culpa desde que eu era criança.” Ao longo dos anos ela tem um tipo de culpa de sobrevivente. “Meu irmão mais novo Rupert tinha o que seria chamado de paralisia cerebral hoje em dia. Naquela época, ele só era chamado de deficiente.” A vida dele era muito difícil, ela diz. Ele deitava acordado a noite toda gritando de dor. “Eu ouvia ele em agonia. E tudo que eu conseguia pensar era ‘por que ele? Por que não eu? Deveria ser eu sofrendo e aí Rupert poderia ser saudável.’ Ele morreu quando tinha 23 anos. Ele teve uma vida terrível mas a sua doença dividiu a nossa família e nós nunca nos recuperamos.”

Mesmo assim o vício de Delevingne não dividiu a sua família. Eu me pergunto por que? A Cara fala sobre ter tido que cuidar de sua mãe e do efeito que isso teve nela. Nada disso parece fácil. “Não é”, Delevingne diz.“Eu levo cada dia à seu tempo.” Ainda assim suas crianças a adoram, e seu marido também. “Charles é um santo. Ele não entende a minha condição. Ele nunca entenderá. Ele é como o meu pai nisso, mas ele nunca me deixou.”

Charles Delevingne frequentemente aparece no circuito social sozinho. “Isso é porque eu não gosto muito de sair”, diz Pandora. “Charles é muito sociável e eu realmente gosto de ficar em casa e assistir televisão. Na verdade, eu amo. Quando nós somos convidados para sair, meu coração afunda, mas Charles tem sido tão bom para mim, que direito tenho eu de não o deixar aproveitar a sua vida? Eu confio nele. Eu posso ser idiota de o fazer, mas eu confio.”

Delevingne diz que tudo mudou para ela quando ela fez 50 anos. “Eu parei de ter a energia que eu tinha. Eu festejava todas as noites da semana. Agora se eu festejar duas noites, eu fico exausta.”

Ainda assim suas filhas levam vidas tão corridas. Como ela as acompanha? “Eu não acompanho”, diz ela. Ela parece extremamente triste. “Ás vezes eu queria que minha pequena garota viesse para casa. E aí eu me lembro de que ela não é minha pequena garota mais. Ela é a sua própria mulher, Cara, e eu a respeito por isso. Ela tem uma vida muito estranha. Em um minuto, ela está rodeada de amigos, e no próximo ela está viajando o mundo. Eu não acho que eu conseguiria lidar com isso. Todos pensam que a conhecem mas eles não a conhecem, e é uma vida meio sozinha.”

Ela diz estar feliz que Cara está em uma relação estável e amorosa com a cantora St Vincent, a qual tem o nome real de Anne Clark. “Ela é amável e elas estão muito felizes. Eu acho que foi tão corajoso da Cara de mostrar a sua sexualidade. Eu acho que ela é surpreendente.”

Ela é uma mulher engraçada, Pandora Delevingne. Ela é obviamente ainda muito frágil. Ela fuma e toma infinitas garrafas de Lucozade e frequentemente perde sua linha de raciocínio. Mas ela também é muito calorosa, e Chloe já a chamou de “o ser humano mais corajoso que eu já vi”. Poppy já disse: “A melhor coisa da minha mãe é a sua honestidade.”

“Elas são tolerantes”, Delevingne diz. “Elas podem não me adorar totalmente mas elas me entendem.”

Antes de eu ir, digo para ela que estou desesperada para perguntá-la, por causa de suas conexões da realeza, se a Kate irá a sua inesperada loja no porão? Ela ri. “Ela é mais do que bem-vinda. Eu amo ela e o Wills. Nós fomos ao casamento deles e foi maravilhoso. Eles são pé no chão e muito divertidos”. Então ela faria a Kate colocar um dos vestidos da Vita Kin talvez? A Pandora levanta uma sobrancelha. “Eu acho que já falei o bastante”, ela diz. E então ela toma mais um gole de Lucozade e sorri.

 

Entrevista traduzida por Natasha Camila Campi da equipe do CDBR

Fonte: The Times





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