CARA DELEVINGNE REFLETE O ESPORTE, O EMPODERAMENTO E SEU INCRÍVEL GRUPO DOS AMIGOS MULHERES

 

A atriz, modelo e defensora está empenhada no empoderamento feminino

 

Cara Delevingne é a milenar multi-tarefa de sucesso que ninguém consegue obter o suficiente.

Agora com 25 anos de idade, o mundo assistiu a garota inglesa evoluir de um camaleão fashionista, a uma atriz e ativista de pleno direito.

Ela estrelou o filme de ficção científica Valerian e a Cidade dos Mil Planetas e o blockbuster de quadrinhos Suicide Squad, ao mesmo tempo em que declarava suas opiniões, por vezes controversas, em sua página no Instagram.

Como uma das embaixadoras premiadas da PUMA, ela se afastou ainda mais de ser apenas uma “cara bonita”, ajudando a liderar sua campanha #DoYou, que incentiva o empoderamento feminino por meio do esporte e do ativismo.

Sentados em uma varanda veneziana com a ELLE UK no PUMA Suede Bow Launch, no entanto, são as amigas de Delevingne que estão no centro das atenções. Vestindo um top de culturas e tomando um suco de pêssego, a estrela do Paper Towns reflete sobre o esporte, o empoderamento e as mulheres que a rodeiam …

Cara D puma shoes

ELLE: Por que você acha que as pessoas se sentem tão fortalecidas emocionalmente movendo seus corpos?

CD: A dopamina na sua cabeça – é esse sucesso!
É sobre se sentir forte e se sentir bem consigo mesmo. Não deve ser apenas sobre vaidade ou tentar parecer bom em um vestido. É realmente sobre a força disso.
Quando eu estava trabalhando muito, era legal sentir que eu podia me comportar e me proteger, e como eu poderia salvar outras pessoas também.

ELLE: Quando as mulheres estão empoderadas, elas usam isso para ajudar outras pessoas, não?

CD: Exatamente, e acho que as mulheres dão os melhores conselhos do mundo.
Infelizmente, há tantas mulheres que conheço que dão conselhos incríveis, mas não escutam elas mesmas, e eu sou uma delas.
As mulheres são as criaturas mais carinhosas do planeta, as mulheres criam vida, então você consegue mulheres que estão tentando ajudar muitas outras pessoas, mas elas mesmas não têm ajuda.

Adwoa Aboah and Cara Delevingne

ELLE: Mas como as mulheres podem se ajudar, o autocuidado funciona para você?

CD: É só ter esse momento para refletir e ter tempo para você.
E isso não significa fazer uma massagem ou fazer um tratamento facial – não é disso que eu estou falando. Você pode esfregar tanto creme quanto quiser, mas não faz nada. Você precisa realmente verificar a si mesmo.
Faça algo pela sua alma. Faça algo para se lembrar do amor e da vida. Amor próprio.

ELLE: Mas é mais fácil falar do que fazer certo?

CD: Muitas mulheres que eu conheço, que estão vivendo seus sonhos, não foram apoiadas fazendo isso.
Eu amo tanto meu pai, mas quando eu disse a ele que queria atuar ele disse: “Não tente, é muito difícil. Você já está ganhando dinheiro e sabe o quanto é difícil?”
Qualquer coisa que seu filho queira fazer – não importa o que seja, você precisa apoiá-lo.

ELLE: Estamos sentindo falta de modelos femininos para as meninas, quem você colocaria no comando, digamos, como primeiro-ministro, para ajudar a mudar isso?

CD: Adwoa Aboah! Ela é muito organizada. Ela está bem atrasada – desculpe Adwoa. Eu digo isso porque geralmente eu estou atrasada, mas eu comecei a filmar um pouquinho antes dela recentemente e eu literalmente sentei seu regozijo.

ELLE: Alguém como Adwoa seria o tipo de pessoa com quem você pode competir por papéis de modelo, mas isso não afetou sua amizade, como isso funciona?

CD: Esse tipo de atitude, competindo, é uma coisa muito masculina para se fazer. É uma maneira agressiva de ver a vida e acho que ela foi colocada em mulheres. Eu não acho que é da natureza natural das mulheres competir em tudo.
Para as mulheres, é sobre o espaço que nos foi dado. Porque, historicamente, só houve espaço para um. É besteira, mas isso é literalmente o que tem sido.
Quanto mais espaço é permitido, menos mulheres precisam competir. Pelo menos quatro das minhas amigas são atrizes e nós saímos para os mesmos trabalhos e estou muito feliz se uma delas conseguir o emprego.

 

ELLE: A irmandade sente-se forte no momento, quem é a mulher mais surpreendente que te inspirou?

CD: Alguém que eu realmente achei que não seria assim, era Margot Robbie. Eu a vi em Wolf of Wall Street, e eu não gosto de fazer julgamentos sobre as pessoas, mas eu não presumi que ela seria a mais incrível, realista, histericamente engraçada do mundo. Como literalmente, iria chutar com ela 24/7 para sempre.
Ela é a maior gata, tão doce, super talentosa e tem tantas dimensões para ela.

ELLE: Então se você fosse um super-herói, e você tivesse uma dama IRL para ser seu chute lateral e ajudá-la a salvar o mundo, seria Margot?

CD: Você está brincando? Você está louco? Eu seria seu chute lateral. Ela está salvando o mundo e eu serei o homem dos gadgets.

 

Fonte: ELLE UK

Cara Delevingne é capa da revista ELLE UK do més de Agosto. A atriz, modelo e escritora concedeu uma entrevista para a revista onde fala principalmente do seu primeiro romance “Mirror, Mirror” que irá lançar no dia 05 de Outubro, em sua versão original (Em inglês).

A entrevista foi feita pela autora Best-Seller Jennifer Niver, confira a entrevista completa e traduzida abaixo:

Uma hora antes de eu sair para encontrar Cara há uma mudança de planos. Um carro irá me pegar e me levar até o local onde ela está fazendo o ensaio fotográfico, mas ao invés de eu conduzir a entrevista no local, Cara e eu iremos pegar outro carro e iremos conversar durante o caminho para seu próximo compromisso. E então eu serei deixada em algum local que eu desconheço, onde um terceiro carro irá aparecer e me levar para casa. É tudo muito Hollywood. Eu vivi em Los Angeles por 20 anos, e esse é o tipo de coisa que pode acontecer quando se trabalha com celebridades.

Aqueles olhos são mais impressionantes pessoalmente. Ela parece uma guerreira.

Na hora do primeiro motorista eu cheguei em algum lugar montanhoso e cheio de poeira em Shadow Hills, eu irei igualar o lugar com o Australian Outback. Nós passamos por um grande portão, e voltamos a subir por uma rua feita por cobras, onde a vista e a casa são de palpitar o coração, onde o céu parece mais azul em contraste com todo o branco.

Eu sou informada de que Cara esta dentro do castelo – como se sabe – ainda tirando fotos para a capa da ELLE, então eu sento do lado de fora no sol e aguardo por ela.

Eu sou uma autora de livros para jovens adultos, incluindo os livros “Holding Up The Universe” e “All The Bright Places”, e todo o momento que eu aguardo por Cara, quem acabou de escrever seu primeiro livro (ela descreve como ‘uma historia sobre crescimento dos amigos de 16 anos, Red, Leo, Naima e Rose, onde todos estão tentando descobrir quem são e navegar entre a escola e os relacionamentos’), eu fico imaginando como muitos dos meus leitores gostariam de estar aqui agora. Com 25 anos, Cara é um exemplo. Ela é um ídolo e uma defensora. Ela é conhecida pela sua honestidade. Ela é famosa por odiar ser rotulada, tanto quanto a sua carreira quanto a sua sexualidade. Ela fala o que pensa sobre os problemas que afetam os jovens atualmente – saúde mental, suicídio, auto-mutilação, corpo, identidade sexual, bullyng – e ela deixa eles saberem que não estão sozinhos. É a mesma mensagem que eu venho dividindo com os meus leitores ao redor do mundo, então é em quem eu devo investir. Eu sei como essa mensagem é importante para os adolescentes. Eu sei o quanto eles precisam e merecem ouvir isso.
Eu sento no sol e espero que Cara seja tão pura quanto aparece. Como quem passa sua vida dando sua voz para os jovens, que estão sofrendo, autenticidade é importante para mim. Trinta minutos depois eu sou convidada para encontrar com ela dentro do castelo.

“Eu sempre tive essa conexão com os adolescentes”

“Eu peço desculpas pela mudança de planos” diz ela. Ela me abraça forte, e meu primeiro pensamento é de que ela é pequena. Delicada. Ossos finos. Amável. Aqueles olhos são mais impressionantes pessoalmente. Ela parece uma guerreira, como Joana Darc, seu cabelo curto, mas tem uma fragilidade sobre ela – talvez seja seu tamanho – que me faça querer protege-la. Tem mais alguma coisa sobre ela, entretanto. Ela está em casa sozinha, com o seu arredor, e tem algo nisso que me faz instantaneamente sentir em casa.

Seu motorista trouce para ela comida do In-N-Out Burger, uma cadeia de fast-food da cultura californiana. Nós o seguimos até o carro e entramos no banco de trás. Cara teve um longo dia e ainda tem horas para acabar. Ela boceja e pede desculpas por seu cérebro, que está danificado pelas viagens e em necessidade de comida. Eu falo para ela comer. Ela abre o pacote, cheira, fecha e diz que irá comer depois. Ela quer focar na entrevista, e a comida irá distrair ela.

Por um quilometro ou dois, nós conversarmos sobre a gloria que é o In-N-Out Burger, sobre a historia do Furst Castle, e sobre o calor que é Los Angeles contra o gelo de sua nativa Inglaterra.

Nesse ponto eu percebo, passando por uma rua e outra, que eu não estou prestando atenção para a minha lista de perguntas. Nós estamos apenas conversando e rindo, o que é fácil de se fazer com Cara. Você esquece que esta com uma celebridade. Você sente que esta se divertindo com uma amiga inteligente e engraçada. Uma amiga que vê e sente o mundo intensamente. Mas, como estamos limitadas a essa viagem de carro, eu preciso fazer minhas perguntas.

Primeiras coisas primeiro, seu romance, “Mirror, Mirror”, um romance misterioso para jovens adultos que ela co-escreveu com o autor britânico Rowan Coleman. Eu digo a ela que li o livro, e que ele é bom. “O que? Você leu ele?” ela pergunta surpresa. Seus olhos aumentam. “Por favor me diga, porque eu não falei com basicamente ninguém mais que leu o livro.” Ela parece exitada, ansiosa, e genuinamente lisonjeada. Eu digo a ela o que eu amei no livro – os relatos dos personagens, especialmente o principal, Red. Você pode sentir a animação dela. Olhos brilhando, mãos abanando, ela fala rápido e com uma paixão obvia por Red, que foi o primeiro a levar ela para a historia. “Red foi o personagem inicial, depois os outros apareceram por consequência. É o núcleo do grupo de amigos que temos quando jovens, que nós queremos explorar, e a essência de crescer em Londres. A ideia foi primeiramente baseada – como é chamado – Alice…’Go Ask Alice?’ ‘Beatrice Sparks’ Go Ask Alice! Obrigada. Não tão obscuro quanto isso, mas obviamente nos dias modernos, mas as mesmas inseguranças de não saber quem você é.” O tipo de livro que você leva com você. Eu digo a ela que eu sinto que “Mirror, Mirror” é um desses. “Isso é tudo que eu mais sonhei para esse livro”.

“Eu tenho a oportunidade de ser honesta, sobre o quanto eu sofri”

Eu não digo isso a ela, mas antes de ler “Mirror, Mirror”, eu estava cética. Muitos livros de celebridade são escritos por outras pessoas, muitas celebridades dizem ser apaixonados por uma causa, mas na realidade, não são. Como essa modelo internacional, atriz e músico teve a vontade de escrever um romance? “Eu sempre tive essa conexão incrível com adolescentes, desde que comecei com a mídia social. Apenas tendo garotas me enviando mensagens como, ‘Eu estou lidando com a pressão dos meus pensamentos, dos meus amigos, distúrbios alimentares.’ Esse tipo de coisa, onde eu estava como, eu tenho uma oportunidade de estar realmente lá por eles e ajudar. Você sabe, ser uma voz para os adolescentes e ser honesta sobre como eu sofri como uma adolescente.”

Tem algo em sua voz que eu reconheço: paixão e empatia. Eu posso ver em seu rosto – ela sente o que eu sinto. Ela sabe a responsabilidade que ela tem. Você não pode fingir isso. Eu quero saber como ela era quando adolescente, e se tem algum livro ou música que fez ela se sentir menos sozinha enquanto crescia.

“Eu escutava muito Fiona Apple. Ela tem uma maneira incrível de articular como sua mente e emoções funcionam. Eu acho que um problema para mim foi que eu não descobri o incrível poder dos livros até estar mais velha. Apenas porque livros, para mim, parecia como escola. E eu tinha um grande medo da escola e das provas porque eu não era boa – meu cérebro não trabalha daquela maneira. Demorei um tempo para estar como ‘Wow, livros são a coisa mais incrível'” Tem um livro que ela lembra ter descoberto enquanto ficava mais velha? O primeiro livro que fez ela sentir: “Oh! Sabe de uma coisa? Isso não é apenas sobre provas e escola”?

Ela encara para fora da janela, claramente pensando sobre minha pergunta. Depois de vários segundos, ela volta novamente para mim, com o rosto para cima. “O livro que eu provavelmente mais li é de Lena Dunham (Not That Kinf Of Girl). Um milhão de vezes, porque eu amo esse livro; a honestidade e seu humor cru. Eu realmente gosto do obscuro porque é maluco de ver a dor e as coisas que as pessoas passam sem contar para ninguém.”

Ela sabe a responsabilidade que ela tem. Você não pode fingir isso.

Quando eu questiono se ela já tinha feito algum tipo de escrita criativa quando estava na escola, ela diz “Eu digo, nós todos temos que fazer escrita criativa e inglês, mas eu não gostava muito porque eu me sentia forçada a fazer. Enquanto agora, é tudo que eu faço. Eu acabei de passar uma semana sozinha na Alemanha. Andando pelos Alpes, escrevendo e sentando no topo de alguma montanha. Isso é quando eu sinto que consegui atingir o objetivo dos meus dias.

Nós concordamos: Escapar para a natureza da a você o que você precisa para criar.

Eu pergunto a ela se a atuação foi algo influenciado pela sua necessidade de criar suas próprias historias. É claro que ela é uma contadora de historias – através da música, atuação e até mesmo da modelagem, e agora pela via de palavras escritas. Ela confirma com a cabeça. “Claro. Se eu não tivesse ido para a atuação, eu gostaria de ser uma psicologa de crianças ou terapeuta. A maneira que as pessoas tem relações com as outras – eu acho isso muito interessante. Quando eu comecei a atuar e me coloquei na vida de outras pessoas, isso me fez muito mais atenta. Contar historia junta as pessoas. Todos os filmes que eu fiz me fizeram perceber coisas sobre mim mesma e a maneira que eu posso me conectar com o personagem.”

Então como foi o processo de escrever o livro? No momento em que ela decidiu escrever um romance, ela se encontrou com diferentes possíveis co-escritores. E quando ela conheceu Rowan, ela soube. Como ela disse, foi como fogos de artifícios. “Foi como uma reação química.” ela me disse, “Eu não sabia o quão boa você seria com isso, mas estou impressionada.” Vindo de uma escritória incrível, isso é incrível de ouvir.

“Meus amigos mais próximos são como família. Eles me ajudam a me levantar.”

Então, “Mirror, Mirror”. Tem um personagem que ela se identifica mais? “Red; ela toca bateria, é uma garota-moleque. Para ser honesta, eu sinto que coloquei um pouco de mim em cada um deles.” Ela continua: “Quando eu era adolescente, eu estava em uma banda. Isso é tão importante, que os adolescentes tenham algo assim fora da escola, onde possa se conectar com os amigos, se expressar ou conhecer pessoas que não estão no mesmo circulo social, ou que não são ‘as crianças legais’, tanto faz. Porque esses são os amigos que você acaba tendo para a vida.”

“Quão importante é a amizade na sua vida?” Eu questiono. “Muito importante. Uma das razões de eu ter escrito esse livro, porque eu não estaria aqui hoje se não fosse pelos meus amigos e família. Meus amigos mais próximos, pessoas que eu chamo de meus melhores amigos, são como família. Eles me ajudam a me levantar.”

Eu perco a noção de que falta apenas alguns quilômetros para a entrevista terminar. Eu perco a noção porque eu estou adorando conversar com Cara. Essa pessoa fascinante, complexa e real. “O que você acha que foi o aspecto mais difícil de crescer, de ir de uma garota para adolescente para mulher?” eu pergunto. “Qual você acha ser o pior estagio, se existe um?” ela responde: “Quando você esta vivendo, todos os momentos parecem ser o mais difícil. E quando você olha para trás, parece que foi mais fácil. É difícil de apreciar, porque tem tanta coisa acontecendo, em termo dos hormônios e pressão, quando adolescente. Tanta pressão! E isso foi o que eu quis mostrar nesse livro. Com a mídia social, e a pressão de ter que ser ‘perfeita’ – você está apenas tentando encontrar sua identidade. A pressão disso já é muito grande.”

Eu me questiono qual foi a fase mais difícil de ela navegar. Ela exala, como se estivesse segurando o ar a muito tempo. Mexe a cabeça. “Quer dizer, eu sou tão sortuda. Eu estou vivendo meu sonho agora. Eu tenho uma vida incrível, podendo experimentar tanto. Eu não sei. Provavelmente a adolescência, especialmente com a escola e não ter um tempo para mim. E não pedir ajuda, ou falando ‘olha, eu estou sofrendo.’ Essa foi a maior lição que eu tive que aprender: expressar minhas emoções. Eu ainda estou aprendendo como fazer isso.” Não existia ninguém com quem ela conseguisse conversar? “Parecia como se eu estivesse completamente sozinha e eu não podia me expressar porque eu sentia vergonha das minhas emoções. Eu quero ter certeza de que as crianças saibam que emoções e vulnerabilidade são coisas importantes e que devem ser faladas. Nós estamos sozinhos, mas estamos nessa juntos. Nós todos somos humanos, passamos pelas mesmas coisas.”

Essa é a mulher que passa muito tempo nos olhos do público. Eu quero saber qual foi a experiencia que ajudou ela a entender o que essas crianças estão passando. Ela leva o próprio tempo para responder, suas sobrancelhas se juntam.

“Quando você é um adolescente, você está procurando alguém para idolatrar. Ver o efeito que pessoas como eu tem sobre os adolescentes agora me fez consciente de que se eles precisam de modelos fortes e positivas que estão tentando fazer o bem fora de si mesmas.”

Eu penso sobre os jovens que eu escuto na mídia social, aqueles que estão passando por algo em silencio, e eu suspeito de que Cara também passe. Depois eu pergunto a ela o que faz ela se sentir empoderada. Pode ser qualquer coisa – grande, pequeno, insignificante, profundo. “Estar sozinha ou sair caminhar, escrever ou apenas fazer coisas pelas outras pessoas. Ajudar pessoas. Você pode encontrar coisas que te empodere em qualquer coisa. É apenas sobre estar no momento e ser você mesma. Você não pode pensar sobre isso – é um sentimento que vem de dentro.”

Cara diz que esta confortável em sua própria pele. “Aceitar isso é um processo diário,” ela diz. “É sobre amar a si mesmo, ter certeza de que tirou um tempo para se respeitar. É sobre não se culpar sobre tudo.”

Qual a mensagem que ela quer que os leitores tirem de “Mirror, Mirror”? “Que a vida é uma mistura de desastres maravilhosos. Algumas vezes, você não estará habilitado para ir até alguém, então você precisa dessa força em você para que você saiba que você consegue e que tudo ficará bem. Saber que você pode conversar com outras pessoas. Tem mal entendidos e coisas dão errado, mas não julgue as pessoas. Tente entender os outros, e tente ver de onde as pessoas estão vindo.”

E é nesse momento que nós paramos o carro na Laurel Canyon Store. É aqui que Cara e eu iremos nos despedir. Essa viagem foi rapido demais, mas eu tenho apenas mais uma pergunta. Eu tiro meu cinto e me viro para ela. “Essa experiencia de inspirou a escrever mais?”

Uma expressão intensa surge. Seu rosto fica claro como o céu da Califórnia. “Sim. Tem muito mais que eu quero escrever. Isso é algo que eu quero fazer pelas outras pessoas, mas honestamente para mim também. Eu queria saber se eu poderia. E se apenas uma pessoa tirar algo positivo do meu livro, é tudo que eu me importo.”

Fonte: ELLE UK

 

Cara Delevingne é o rosto da capa de setembro da revista ELLE UK.

A revista contará com nada menos do que três capas alternativas que você poderá escolher no ato da compra.

A modelo e atriz foi fotografada por Kai Z Feng, roupas por Charlotte Stockdale.

Confira as três capas disponíveis:

Confira parte da entrevista contida na revista abaixo:

Modelo, ativista, atriz e agora autora, Cara Delevingne é a estrela de capa da edição de setembro da ELLE, que tem um visual completamente novo.

Como Cara está preparada para lançar seu primeiro romance “Mirror, Mirror”, ela se senta com a estimada autora Jennifer Niven em Los Angeles para falar sobre as dificuldades que ela experimentou em sua adolescência e como ela quer ser uma modelo positiva.

Quando as duas se encontram, Cara está exausta depois de um dia no set fotografando a capa.

Ela pede comida (da In-N-Out Burger, a rede culta de fast food da Califórnia), mas decide esperar para comer, ao invés de conversar com Jennifer Niven, uma autora que já vendeu milhões de cópias em todo o mundo.

Cara no momento mais difícil da vida até agora:

“Provavelmente [como] uma adolescente, especialmente com a escola e não ter uma pausa … Essa foi a maior lição que tive de aprender: comunicar minhas emoções corretamente. Ainda estou aprendendo a fazer isso.”

“Parecia que estava completamente sozinha e não conseguiria me expressar porque me sentia envergonhada de minhas emoções. Quero garantir que as crianças percebam que as emoções e a vulnerabilidade são importantes e devem ser faladas”.

Ao sentir-se capacitado:

“É sobre estar no momento e ser você mesmo. Você não pode pensar em ser autorizado. É um sentimento que vem de dentro.”

Sobre o que a levou a escrever um romance para adolescentes:

“Eu sempre tive essa maravilhosa conexão com os adolescentes… Meninas me enviam mensagens como:”Estou realmente lidando com a pressão de meus pensamentos, meus amigos, transtornos alimentares”. Esse tipo de coisa, onde eu era, tenho a oportunidade de estar realmente lá para ajudar… ser uma voz para os adolescentes e ser honesta sobre como eu sofri como adolescente”.

Na mensagem, ela quer que os leitores tirem do “Mirror, Mirror”:

“Essa vida é uma bela mistura de desastre maravilhoso, mas realmente amar a si mesmo é tão importante”.

Sobre ser uma modela positiva:

“Quando você é adolescente, você está procurando alguém para idolatrar. Ver o efeito que pessoas como eu tem nos adolescentes agora me fizeram ser consciente de que as crianças têm modelos fortes e positivos que estão tentando fazer o bem fora de si mesmos.”

Sobre se ela vai escrever mais livros:

“Sim. Tenho tantas coisas mais que eu quero escrever. Isso é algo que eu queria fazer para outras pessoas, mas honestamente também era para mim. Eu precisava ver se eu poderia.”

“Todos nós precisamos fazer escrita criativa e inglês, mas não gostei tanto porque me senti forçada. Enquanto agora, é tudo o que eu faço. Acabei de passar uma semana sozinha na Alemanha, andando pelos Alpes, escrevendo sentada no topo de uma colina. É quando eu sinto que aproveito ao máximo os meus dias.”

Leia a entrevista completa na edição de setembro de ELLE UK, em venda nas bancas no dia 15 de agosto.

“Mirror, Mirror” por Cara Delevingne estará nas livrarias em 5 de outubro. Jennifer Niven é a autora de nove livros, incluindo os best-sellers “All The Bright Places” e “Holding Up the Universe”

Confira todas as imagens sincronizando no álbum abaixo:

Cara Delevingne para ELLE UK

Deixando claro que essa data para o lançamento do primeiro livro escrito por Cara Delevingne é válido para a Europa, não sabemos se o livro será lançado na mesma data no Brasil e se o nome dele permanecerá como “Mirror, Mirror”. Fiquem ligados para mais informações sobre o livro no Brasil. 

 

Fonte: ELLE UK

 

 





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