Cara Delevingne está na capa de mais uma revista!

Desta vez da revista Style Weekend com a manchete “De super modelo para super vilã, Cara Delevingne é a Magia em Esquadrão Suicida.”

Na capa Cara Delevingne foi fotografada por Lorenzo Agius, teve sua roupa decidida por Leslie Fremar, maquiagem por Molly Stern e cabelo por Mara Roszak.

A revista já está nas bancas dos Estados Unidos, para conferir a capa basta sincronizar na miniatura abaixo:

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Cara Delevingne estampa a ELLE US na edição de Setembro e a atriz concedeu uma entrevista para a revista, confira tudo que a revista já divulgou abaixo:

A vida secreta de Cara Delevingne

“Se eu não chorar quase todo dia isso vai se manter em mim, e uma hora eu vou manifestar.”

Cara Delevingne não é mais apenas a maior modelo do mundo e a garota mais legal na moda (mas ela ainda é essas coisas). Ela é agora uma das atrizes de Hollywood. E ela é um ícone para legiões de fãs adoradores que reverenciam sua extrema honestidade sobre si mesma, fazendo dela a única mulher que poderia adequadamente resumir uma temporada que é tudo sobre mais, mais mais personalidade.

Jessica Pressler se encontrou com a estrela em sua própria casa, e falou sobre tudo, desde os maiores pontos de sua vida até o que ela acha mais desafiador como atriz, se ela lamenta os erros que ela cometeu, e quão longe Jared Leto foi para realmente entrar no personagem de Coringa em Esquadrão Suicida.

Como a Yoga salvou a vida dela e a ajudou com tudo:

“Para mim, a Yoga é a única coisa que me realmente me faz sentir coisas e saber como eu estou. Por que sempre tem dor em algum lugar, mesmo que seja uma dor completamente irracional, e é sempre bom encontra-la e conseguir manda-la embora. Se eu não chorar praticamente todos os dias isso vai se manter mim, e uma hora eu vou manifestar de alguma forma destrutiva, como em minha pele.”

Sobre o porquê de ela abriu o jogo sobre suas próprias lutas nas redes sociais e em entrevistas após jovens fãs terem começado a compartilhar  a deles com ela: 

“Eu não podia simplesmente sentar e ouvir aquelas garotas, e garotos, também, mas normalmente garotas, dizem coisas sobre isso, Bullying, sexualidade, depressão, e culpa e pensamentos suicidas, e tudo essas coisas sem ficar como ‘Eu tenho passado por isso, e vai ficar tudo bem’ se eu posso ajudar um adolescente a ter uma vida melhor então eu vou fazer isso. Eu digo, ser um adolescente é uma merda. E eu de alguma maneira fui para o outro lado.

Em Esquadrão Suicida a estrela Will Smith coloca “emoções em primeiro lugar” e porque ela acha que choro é a parte mais desafiadora de atuar:

“Eu acredito que nunca tinha chorado na frente de mais de uma pessoa, nunca.” ela diz, “por que eu cresci nessa coisa de ‘sentimentos são para os fracos, cabeça erguida, siga em frente, para frente e para cima’, o que não é saudável”

Fonte: ELLE US

 

Cara Delevingne é o rosto na capa do mês de Setembro da revista Esquire e a atriz concedeu uma entrevista a Alex Bilmes, confira a entrevista completa e traduzida abaixo:

Cara Delevingne é mais do que uma série de rosto bonito.

Ela diz que sempre se sentiu um “pouco demônio” do que uma grande beleza. Se ela fosse um animal, ela seria um macaco ao invés de um cisne ou um cavalo de corrida, ou qualquer um desses animais elegantes que modelos são supostas a se assemelhar. Uma olhada no Instagram dela sugere que passar um tempo com ela seria como sair com um emoji: Cara com língua para fora e olho piscando. Karl Lagerfeld chamou dela “O Charlie Chaplin da moda”, o que é a coisa mais esperta que alguém já disse sobre ela, não porque ela é um pouco vagabunda, mas porque ela é adorável, engraçada e triste.

De relance ela tem a aparência de uma bonita mulher jovem enquanto se apressa para um compromisso. Como uma roupa artisticamente sem combinação, o dela é um exemplo de partes do corpo que não deveriam trabalhar juntas mas de alguma maneira trabalham. O mais impressionante, a princípio, são seus membros. E depois há o rosto: a fofura da Disney em seu nariz arrebitado; o deslumbramento delineado de gatinho nos olhos; os lábios, com sua onda de comédia; boca, constantemente em movimento; as sobrancelhas mais assertivas como uma lagarta em seu caminho na consciência pública.

É um daqueles rostos que parecem requintados em um momento, mas depois, quando sua cabeça gira devagar, ou a luz cai de forma diferente em suas características, ela consegue aparecer desinteressante. Não simples, mas comum: Qualquer garota. Na historia de James Salter “My Lord You”, ele descreve uma mulher que as faces “era como uma série de fotografias, e algumas deveriam ser jogadas fora.” Isso é cruel porque era pra ser. Você sabe o que ele quis dizer.

Numa tarde de sabado no começo de Maio, na entrada do hotel Bulgari, Knightsbridge. Cara Delevingne está deitada em um sofá, ao lado de azeitonas e baguetes, ignorando um copo de chá verde, e dedilhando um ukulele. Essa visão não é absurdo como soa. Ela é alguém que tem a habilidade de parecer estar em casa, e ela mesma, não importa onde, não importa como ela se sinta.

O ukulele, que ela segura com alguma habilidade, foi um presente de sua namorada, Annie Clark, a cantora e compositora conhecida como St. vincent. Clark, uma americana pálida, de cabelos negros em óculos grandes e em um casaco legal, acaba de desaparecer, para esperar por Cara em algum lugar do prédio. Seus encontros tem sido apaixonados e conscientes das pressões do trabalho e então elas estão aproveitando seus momentos juntas como uma conquista, e eu acabei fazendo Cara perder seu horário no SPA (Ela leva isso na boa), estou me sentindo um pouco culpada por manter elas separadas.

Eu não deveria estar. Cara tem muito para dizer, palavras voam para fora como os flashes dos paparazzi, e então fechamos depois de duas horas de conversa, Eu ofereço-lhe uma chance de recorrer a um impasse, pelo menos por agora, ela balança a cabeça e continua a falar: sobre sua privilegiada e dolorosa infância, seus anos de tortura na adolescência, sua subida rápida e acentuada na industria da moda, e sua desilusão com o mundo, suas redes digitais entontecedora; sua batalha com a depressão; e, brevemente, sua nova carreira como atriz em filmes.

Alguns dias antes do nosso encontro, ela me diz, ela estava em Paris, sua casa pelos próximos seis meses. Isso por causa de seu papel como Laureline, uma heroína que viaja no tempo em “Valerian and the City of a Thousand Planets”, uma adaptação dos livros de quadrinho do diretor francês Luc Besson. Antes da estreia desse filme teremos um pouco dessa mulher em Esquadrão suicida, com Will Smith, Jared Leto e Margot Robbie. Pelos julgamentos dos publicitário é algo como um anti-vingadores ou vingadores emo, no qual Cara interpreta as personagens June Moon e Magia, uma meio bruxa gótico louca em um top de couro, possivelmente parte da coleção de Marilyn Manson. sua preparação, ela fiz, envolve muita pesquisa sobre doença mentam e vicio, o que ela amou, como passar uma noite nua e sozinha na floresta próximo a casa de sua irmã Poppy na área rural, se comunicando com o mundo dos espíritos.

Entrevistador: O que? Você quis dizer que realmente andou pelada em uma floresta a noite, sozinha?

Cara Delevingne: Eu não andei por lá pelada. Eu antei com minhas roupas, e quando eu cheguei lá eu as tirei.

Entrevistador: e você não ficou com frio?

CD: Na verdade não. Era verão.

E isso foi o mais longe que fomos com a conversa sobre filmes. Porque ela não é – ou ainda não – conhecida pelos seus personagens em filmes, e de qualquer maneira ela tem outras coisas em sua mente. Conversa com Cara não é dominada por algo promocional como de costume para um entrevistador de pessoas famosas, mas é uma conversa sobre memorias de eventos angustiantes e revelações de sentimentos tristes.

Eu não tinha a intenção de que minha conversa com Cara fosse ser como um transporte da carga, mas acabou sendo. Talvez eu devesse ter esperado por isso. Pois ela se recusa a jogar pelas regras do mundo da moda quando se trata de publicidade – “nunca reclamar, não explicar”, como Kate Moss gosta de dizer (no privada) – tudo isso são partes essenciais de sua enorme lista de admiradores: 31 milhões de seguidores no Instagram.

“Tem algumas garotas que são bonitas o tempo todo, isso é apenas quem elas não. Eu não. Sou estranha, sou uma bobona.”

Em 2016, tal presente aos comentaristas culturais foram os meios de comunicação social das celebridades e que o The New York Times criou uma coluna regular chamado “Social Capital”, dedicado a analisar as mensagens dos posts feito pelas celebridades: “Terça-feira é o dia-óleos essenciais sobre Instagram de Alanis Morissette.”

você vai ficar arrasado ao ouvir que eu não farei uma crítica detalhada aqui sobre os posts de Cara – sem dúvida “Social Capital” fará isso com o tempo – exceto para observar que do meu levantamento exaustivo das suas mensagens (vídeos bobos, poses desajeitado, cabelo bagunçado, sem maquiagem) e das mensagens de outros modelos (corpos perfeitos, sol lindo, poses de ioga, minúsculos trajes de banho, pequenos-almoços de quinoa), a diferença é clara. Assim como Kate Moss foi a modelo de outra geração, Cara é a menina de agora. Ela é, em sua forma caótica, em conflito, o rosto de sua geração e do espírito da época.

Se ela fosse um super-herói de quadrinhos que ela seria “Millennial Girl”. Isso é um pássaro? É um avião? Não! É uma amável, confusa vinte e poucos anos em um onesie fofo de animal e um chapéu!

“Abrace sua estranheza.” Isso é um de seus mantras online. “Pare de rotulagem, começar a viver”. Essa é outra. “Não se preocupe, seja feliz”. Um terceiro. Sim, essa última é a partir da música de Bobby McFerrin, uma de suas favoritas. Ela tem a letra tatuada em seu peito. “em baixo dos meus peitos”, ela esclarece.

Ao contrário dela, elevando-se, antecessores retocadas, ou suas estridentes, amigas dominadoras – as ícones pop do dia, Taylor Swift e Rihanna e o resto – Cara se apresenta como doce, vulnerável e danificada.

Muitas vezes, ela é referida como “a nova Kate Moss”. Ele funciona até certo ponto: ambos são britânica; ambos desfrutam festas; diferentemente da maioria dos modelos, nenhuma é especialmente escultural (Cara é uma polegada mais alta do que Kate). Elas foram descobertas pela pela mesma pessoa: Sarah Doukas, da Storm Model Management. Mas aqui terminam as semelhanças. Notoriamente, Kate é enigmática, inescrutável. Ela não dá entrevistas. Ela encarna celebridade da idade antes do digital, do brilho elitista da moda e da fama antes que ele fosse forçado a se envolver com a mídia social. Cara é uma filha da era digital, em que o mundano é processado fascinante, onde “real” bate o artificial. A geração selfie tem duas faces: o falso, absurdo cheio de photoshoop de Kim Kardashian, e o confuso, sem filtro e a realidade cotidiana de Cara Delevingne.

Ela se descreveu no passado como uma anti-modelo. “A indústria da moda”, ela me diz, “é sobre a superfície, não é sobre o que está por baixo, não é sobre ser você mesmo. Você não sente que importa como pessoa. Você se sente como se fosse apenas sobre sua aparência – e é “.

Ao contrario de Kate – e Kim – Cara nem é interessante pelas roupas. “Eu quero dizer, em uma lista do que é importante para mim,” ela diz, “roupas estão bem em baixo.”

“Eu nunca tive muitas roupas exclusivas,” ela diz. “Eu nunca gastaria tanto dinheiro em uma coisa. Eu apenas acho isso ridículo. Eu prefiro gastar menos dinheiro e estar mais confortável.”

Hoje, no Bulgari, ela está usando casaco preto e branco Chanel, um colete branco decotado com uma renda insignificante, leggings Chanel preto e tênis Chanel preto. “Um monte de Chanel”, diz ela, em tom de desculpa. Ela parece embaraçada. “É estranho para mim.”

Não tão estranho né? Ela modela para Chanel. Ela está nas propagandas. Ela é a garota da Chanel. Presume que ela não pagou por essas roupas? É verdade, ela confirma. Mas as roupas de graça são um fenômeno novo. E ela não tem certeza se está bem com isso.  Eu sinto que ela acha que essas roupas não se dão bem com sua marca.

Além, não é como se ela não conseguisse pagar por isso caso ela quisesse. De acordo com a Forbes, Cara tem o segundo “salário” mais alto de modelo. Ganhando 9 milhões de dólares, uma soma batido apenas por Gisele Bündchen, a brasileira, 12 anos mais velha que Cara.

Isso porque, no momento, Cara é a garota que consegue vender qualquer coisa.  Ela pode vender relógios (Tag Heuer), óculos (Chanel), perfume (Tom Ford), maquiagem (Rimmel), casacos (Burberry), bolsas (Fendi), lingerie (La Perla). Ela pode representar marcas da alta costura (Saint Laurent) e marcas de rua (H&M).

E ela pode ser qualquer coisa que eles queiram que ela seja. Para Saint Laurent ela é sofisticada. Para Alexander Wang ela é uma gata sexy. Para DKNY ela é uma criança na rua. Para Chanel ela é uma herdeira. Para Mulberry ela é uma dona rural. Para Tom Ford ela é uma ninfa nua. Para Fendi ela é uma criança rica emburrada. Para Burberry ela é a melhor amiga de Kate Moss. Ela pode ter um olhar enigmático, pensativo, inocente, experiente, clássico, contemporâneo. “Eu sei que posso parecer bonita em maneiras diferentes”, diz ela. “Não na vida real. Mas, em frente a uma câmera eu consigo me transformar muito facilmente. Eu não sei por quê.”

Do jeito que ela fala isso, ela se transformou em uma modelo por acidente. Ela preferia ser uma atriz, ou cantora ou terapeuta (Isso ela me diz que são seus três planos de saída, em ordem). Ela ainda pega trabalhos de modelo, mas ela sente como se tivesse feito uma parada definitiva do mundo da moda. Nas lacunas de “Ocupação” ela escreve oficialmente em documentos a palavra “atriz.”

“Modelagem não é algo que eu amo,” ela diz. “Isso sempre pareceu um trabalho. Nunca foi uma paixão. Era mais como uma personagem que eu interpretava.”

“Tem algumas garotas que são bonitas o tempo todo, isso é apenas quem elas não. Eu não. Sou estranha, sou uma bobona. Eu não sinto que eu pareço assim tão bonita. Então quando eu faço todas as poses, só parece estupido para mim.” Principalmente no começo, “Depois de uns cinco minutos, eu tenho que fazer alguma cara engraçada, só para não me sentir idiota. Eu me sento como um idiota.”

Ela tem um sentido, não é desconhecido para outros seres humanos (ou assim me disseram), que o mundo da moda é muito auto-envolvidos. De seus dias anteriores, ela diz, “Eu só me lembro de estar como, ‘Isso é loucura. As pessoas precisam ser mais leves. Nós não estamos mudando o mundo. Eu sinto muito. Então, todos deveriam parar de levar tudo tão a sério e rir'”

É provável que Cara não teria tido uma vida convencional independente do que ela tenha feito. Ela nunca foi destinada a conformidade suburbana monótona. Não é como se sua fama tenha dado a ela acesso a um mundo que de outra maneira estaria fechado para ela. Ela cresceu em um conjunto rápido, a mais nova de três irmãs, depois de Chloe, a convencional, e Poppy, a das festas. (Tem também um meio irmão, Alex Jaffe, 10 anos mais velho que Cara, e vive na América)

Nascida há 23 anos no oeste de Londres, ela foi criada em Wandsworth e depois, a partir de 10 anos, na esquina de onde ela e eu estamos sentados, em Belgravia. Ela foi para a escola de dia em Sloane Square, em seguida, brevemente para Bedales.

Seu pai, Charles Delevingne, um promotor imobiliário, é descendente de uma linhagem de políticos intitulados. Sua tia, Doris Delevingne, era da sociedade e íntima de Winston Churchill. De acordo com Tatler, Charles “possui grandes ganhos das propriedades ao redor de Brompton Cross.” Ele é, “absurdamente bonito…ama meninas bonitas, qualquer vinho de primeira e muitas risadas.
A mãe de Cara, Pandora, vem de um fundo que faz o som da infância Charles parecer desfavorecido. Sua mãe, Janie Sheffield, foi dama em espera da princesa Margaret e um membro do conjunto de Mustique. Seu pai, Sir Jocelyn Stevens, avô de Cara (Jocelyn é seu nome do meio), foi uma figura de reputação estrondosa, um playboy milionário virou dono da revista e jornal executivo. Private Eyea pelidaram de “dentes de piranha”.
Pandora não é uma estranha para as páginas sociais da Tatler. Mas ela não teve uma existência fácil. Uma maníaca-depressiva, ela tem lutado grande parte da sua vida adulta com vícios crônicos em heroína e medicamentos prescritos, que frequentemente significava que ela não poderia estar em casa com seus filhos. “Às vezes, eles tem de viver comigo muito doente demais para ser a mãe deles, e isso que tem sido uma agonia para mim”, ela disse.

Cara e Pandora sempre foram excepcionalmente próximas. As ocasiões durante sua infância, quando sua mãe estava fora, ela achou extremamente difícil. “Ela estava muito doente, ficava muito no hospital,” Cara diz, “e houve momentos saia por muito tempo e eu não sabia onde ela estava.”

Quando Cara tinha cerca de oito anos, ela parou de comer. “Eu não sentia como se eu tivesse qualquer controle da minha vida, então eu meio que entrei em greve de comida. Eu era como, ‘Eu não vou comer até alguém me diz onde ela está.'”

Cara não descobriu até um tempo depois o que estava errado com a sua mãe. “Eu me lembro da minha irmã Poppy dizendo algo como ‘mamãe costumava usar heroína’ e eu estava ‘que merda é essa? É como heróis e heroínas?’ eu era uma criança, era ‘não faço ideia do que você está falando'”.

Foi depois, perto da sua adolescência que tudo começou a fazer sentido. E depois disso o mundo de Cara desabou. “Eu acho que comecei a lidar com a depressão com uns 16 anos.” ela diz, “quando todas as coisas da minha família começaram a fazer sentido e tudo veio a tona. Eu sou muito boa em reprimir sentimentos e parecer bem. Como uma criança parecia que eu precisa estar bem e forte porque minha mãe não estava. Então, quando eu cheguei na adolescência, com todos os hormônios e a pressão e ter que ir bem na escola – para meus pais, não por mim – eu tive um colapso mental.”

Isso não parece ser exagero. “Eu era suicida” ela diz. “Eu não conseguia lidar com isso. Eu percebi quão privilegiada e sortuda eu era, mas tudo que eu queria era morrer. Eu me sentia tão culpada por causa disso e me odiava por isso e então se tornou um ciclo. Eu não queria existir mais. Eu queria que cada célula do meu corpo se desintegrasse. Eu queria morrer.”

Ela tentou parar sua dor batendo a cabeça em vários tipos de superfície duras. “Eu corria para a floresta e fumava um maço de cigarros e então eu batia minha cabeça com força na arvore porque eu só queria colocar meu corpo para dormir.”

Minha resposta irremediavelmente inadequada para isso foi murmurar a seguinte banalidade: “Foda, Cara, isso é realmente extremo.”

Sua resposta: “Bem, eu não acho que é tão extremo como…Quer dizer, eu nunca me cortei.”

Uma pausa.

“Mas, novamente, naquele momento eu iria arranhar minhas pernas até sangrarem.”

Acho que muito disso pode vir transversalmente como algo histérico de adolescente, mas Cara conta sua história com naturalidade, sem melodrama ou elaboração. Ela senta-se no sofá de frente para mim, mantém contato com os olhos por todo o tempo, não levanta a voz ou procura simpatia. Não há lágrimas.

“Minha mãe sente muita culpa por tudo”, diz Cara. “Ela era uma mãe incrível, ela sempre teve tanto amor. E eu me senti como quando eu era criança, eu era como sua confidente. Eu realmente senti que eu a entendia e sabia como ela estava se sentindo e por quê”.

“Eu não sei lidar com autoridade. Eu não gosto que me digam o que fazer.”

Ela ficou fora da escola por 6 meses aos 16 anos e só não foi hospitalizada porque concordou em tomar remédios. “Depois disso,” ela diz, “até os 18 anos, eu era uma idiota. Eu não sentia nada. Era horrível. Eu era como uma sociopata. Quando algo era engraçado eu iria ‘HA-HA’, apenas porque as outras pessoas riram, mas dai eu parava de repente porque eu não era muito boa em fingir. E eu era uma adolescente bem exitada, até os 16 anos quando parei de sentir qualquer sentimento sexual por alguém. Eu perdi muito entre meus 16 aos 18 anos.”

“Eu odeio remédios,” ela conclui. “Eu acho que eles provavelmente salvaram a minha vida e a vida da minha mãe mas eu não concordo com eles. É muito fácil abusar deles.”

Um dia, quando ela tinha 18 anos, ela parou de tomar os remédios. “E nessa semana, eu perdi minha virgindade, eu entrei em brigas, eu chorei, eu ri. Era a melhor coisa do mundo poder sentir de novo. E eu fico depressiva ainda mas eu prefiro descobrir como ligar com isso do que depender de remédios.”

No último outono, em um palco em Londres, Cara foi entrevistada pelo ator Rupert Everett. Ela leu um poema que ela escreveu em 2014, quando ela estava sobre outra onda de depressão. Ele começa “Quem eu sou? Quem eu estou tentando ser?/Não eu, ninguém além de mim.” E piora a partir dai, descrevendo a miséria que ela marca com sua autoconfiança falsa e a dor que ela guarda para si.

“Eu cortei várias partes do poema, muito das coisas mais obscura,” ela diz, para minha surpresa. “Se eu estou depressiva, eu escrevo as piores coisas sobre mim, como sobre o monstro que eu sou, esse tipo de coisa.”

Eu me questiono o por que ela escolheu ler o poema em público? E por que ela está sendo tão aberta sobre seus sentimentos?

“Eu poderia fingir ser outra pessoa,” ela diz, “mas dai eu sinto que estou apenas fugindo de novo.” Ela fica em silêncio por um momento. “Em certo sentido, quando eu fico depressiva, é algo muito narcisista, certo? Porque você não para de pensar sobre seus próprios problemas.”

Sim, eu digo á ela, é verdade.

“Certo, mas ao mesmo tempo não é. Porque você se odeia. Então é um sentimento muito estranho de se sentir…Especialmente quando eu comecei a ter sucesso, obviamente meu ego começou a crescer, mas então (ao mesmo tempo) a ideia que eu tinha de mim mesma começou a cair. Então eu gostava da pessoa que outros pensavam que eu era, mas o real eu, eu odiava muito.”

Ela usa o trabalho, como um escape: “Se eu parar, eu fico louca. Eu me perco. Eu meio que tenho um colapso.”

“Para (Valerian) no começo, era cinco dias na semana, super focada, e então eu tinha o fim de semana de folga. E eu estou morando em Paris, então todo fim de semana eu fico com meu cachorro e assisto televisão, leio o roteiro e parece que estou tendo uma vida normal de novo. E então alguma coisa pessoal acontece, eu me reprimo. Então eu comecei a aceitar todos os trabalhos de modelagem que eu não devia. Eu voltei a fugir para o trabalho.”

“Normalmente,” ela fiz, “eu não sinto que sou alguém que anseia por atenção, mas se eu me sentir em um lugar muito vazio eu vou ficar ‘OK, pessoas me querem então eu vou dar a eles o que eles querem.’ Eu fico ‘Vou dar a eles tudo que eu odeio.” E então eu começo a ficar meio maniaca e louca. E seu ficar muito mal eu vou beber todos os dias e então eu fico como…” ela fica em silêncio.

“Eu sinto que tenho um vazio que eu sempre preciso preencher.” ela diz. “Neste mundo de acesso muito rápido em excesso, eu sempre fui muito consciente de como…” Ela fica em silêncio de novo. Eu penso em dizer que é melhor que ela seja um viciada em trabalho, em vez de um alcoólatra ou viciada em drogas.

Apesar da evidência convincente ao contrário, ela diz que não é bom em falar sobre tudo isso. Ela acha difícil dizer às pessoas como ela está se sentindo, mesmo aqueles mais próximos a ela: “Se eu estou passando por algo ruim eu não chamo ninguém. Meus amigos não sabem quando as coisas estão ruins comigo, não realmente. Eu sou tão boa em parecer bem e sorrir. Isso é a coisa mais fácil.”

Longe de mim a estourar ainda mais a bolha, mas há uma manifestação visível de desconforto no interior de Cara. Quando, um mês antes de nossa entrevista, ela foi fotografar para Esquire, em uma casa modernista em Los Angeles, ela foi com uma folgada camisola azul e folgadas calças compridas que ela removeu para revelar suas erupções cutâneas que eclodiu em seus braços, suas pernas, até mesmo em sua testa. Foi doloroso de olhar, só assim pode-se imaginar como ela se sente. Esta é a psoríase, uma condição da qual ela sofreu desde que ela explodiu como um modelo, em 2012.

Hoje, em Bulgari, ela coça as pernas repetidamente. “É muito ruim agora”, diz ela. Ela acredita que é psicossomática, relacionados ao estresse. “Ela nunca realmente começou a aparecer até que eu estar trabalhando muito e provavelmente não estava cuidando de mim mesma. Minha pele ficou muito ruim. Meu corpo estava me dizendo para parar.”

“Foi horrível,” ela diz. “Eu olhava no espelho e odiava a pessoa que eu via. Meu Deus, eu apenas queria muito estar fora do meu corpo. Eu ficava olhando para o meu corpo e pensando, “Tão nojento.” Eu ainda meio que sinto isso mas isso agora é parte de mim e eu aceito.”

Ela é, naturalmente, sensível à ironia cruel de que uma jovem vista como uma das mais belas do mundo odeia se olhar no espelho. Independentemente da condição da pele, ela diz, “modelagem apenas não é muito bom para a sua auto-imagem. Você é julgado apenas pela maneira que você aparenta, e você nunca sente que é boa o suficiente.”

Mas ela sente que não está sozinha nisso. Uma das primeiras coisas que ela descobriu no início de sua carreira é que as mulheres mais bonitas do mundo “são também algumas das mais inseguras.”

Várias atrizes altamente respeitadas também trabalham como modelos. Kate Winslet tem um contrato com a Lancôme. Como Julia Roberts e Penélope Cruz. Jennifer Lawrence, Charlize Theron e Natalie Portman são todas rostos da Dior.

Nem sempre é verdade dizer queda certo, uma modelo iniciante tentar romper os muros altos de Hollywood. Charlize Theron, por exemplo, era uma modelo antes de ser uma estrela de cinema premiada com o Oscar, e ninguém ri dela. Mas Charlize nunca foi uma supermodelo, e a história dessas mulheres na tela grande é pequeno. Seria cruel lembrar de Cindy Crawford no papel principal, no thriller policial “Fair Game”, de 1995? (Billy Baldwin atuou como o policial.) É deselegante mencionar a comédia Táxi  de 2004 com Gisele Bündchen?

Claramente Cara foi, em um estágio, desaconselhada a atuar. “Eu não sei lidar com autoridade”, diz ela. “Eu não gosto que me digam o que fazer.” Ainda assim, “eu sabia que era um risco.” Sabiamente, ela começou com papeis menores do que Cindy e Gisele, e só agora está construindo papéis maiores na telona. Seu primeiro trabalho em um filme foi uma parte sem falas em Anna Karenina (2012), adaptação de Tolstoy do diretor Joe Wright, estrelado por Keira Knightley. “Eu meio que estava ali”, lembra ela, “pensar em ficar bonita.”

Um papel com falas apareceu em 2014 com o filme “The Face of an Angel”, filme de ficção de Michael Winterbottom sobre a realização de um filme de ficção sobre um assassinato fictício, na Itália, de uma estudante britâniao fictício que não é (repito, não é) Meredith Kercher. Cara atuou como uma garçonete britânica de espírito livre – ela abre garrafas de cerveja com os dentes – que atua como um guia para o um cineasta alemão triste.

Seu primeiro filme americano foi Cidades de Papel (2015), adaptado de um romance adolescente, no qual ela interpretou a garota espírito livre da paixão de um geek da escola. O personagem, novamente, foi uma cifra – a garota fora de alcance.

Kids in Love, lançado neste mês, é um drama ritos de passagem, situado em Notting Hill, que poderia muito bem ter sido intitulado “First World Problem”. Suspeitas de que não poderíamos estar desfrutando de uma versão teatral, se não fosse a presença de nossa Cara. Ela interpreta Viola, que é – vejam só – uma garota de espírito livre e que adora uma festa.

Em “Timeless”, um curta-metragem feito para Sky Artes e o melhor projeto que ela está envolvida até agora, ela estrelou ao lado de Sylvia Syms, a famosa estrela dos anos cinquenta e sessenta, como uma jovem mulher cujo marido está lutando com o Exército britânico no Iraque. Há outros, ainda a ser lançado: ela é Kath Talent, esposa do Keith notório, em uma adaptação chamada “London Fields”, de Martin Amis, e ela está em “Tulip Fever”, do bestseller de Deborah Moggach.

Esquadrão Suicida é de uma ordem diferente, um filme de Hollywood que tem o potencial para lançar-la como uma estrela de cinema. E em “Valerian” onde ela toma o centro do palco para o diretor Luc Besson, célebre por seus muitos retratos de heroínas de ação, como a de Milla Jovovich em O Quinto Elemento (1997) para Scarlett Johansson em Lucy (2014).

Cara não teve nenhum treinamento formal para ser atriz e ela teve de aprender os aspectos técnicos da tela para o trabalho. Ao mesmo tempo, ela teve que desaprender algumas das habilidades que ela pegou como uma modelo. “Quando eu ia tirar fotos eu colocava um rosto”, diz ela. “Eu faço as coisas para o meu rosto para torná-lo melhor. Mesmo quando eu estou andando por uma passarela chupo minha bochecha para dentro e faço as poses. [Como ums modelo] você está sempre ciente de onde a câmera está. Quando você está fazendo um filme, a menos que a parte é colocar a personagem em algum tipo de sedução, você está realmente tentando não estar ciente de qualquer coisa, exceto o que o personagem está sentindo. ”

Ela não é um ator de método, diz ela, mas ela gosta de desaparecer em seus personagens, para conseguir entrar na pele de outra pessoa. “A pressa disso, a sensação de perder-se em um momento, eu amo isso. Há algo sobre isso que me assusta e eu amo as coisas que me assustam”.

“Quando você encontra o amor verdadeiro, você olha para os amores do passado e pensa ‘Isso foi um pouco destrutivo'”

Bem, nem tudo. A possibilidade de que haja um aumento no seu nível como celebridade com o  estrelato em um filme traria traria circunstancias sobre seus movimentos não é algo que ela aprecia. No momento, por toda a sua fama, ela pode ainda ir aos lugares relativamente sem ser molestada.

“Eu tenho um monte de amigos que não podem deixar lugares sem um guarda-costas. E isso me assusta muito. Eu não quero isso”, diz ela. “Isso seria um saco.”

Até agora ela procura um pouco desesperadamente por aspectos positivos, menciono Annie, sua namorada. Ela está apaixonada, ela diz. Este não é o seu primeiro romance, mas é forte o suficiente para fazê-la reconsiderar relacionamentos anteriores. “Esse parece diferente”, diz ela. “É como se, quando você encontra um verdadeiro amor, você olha para os amores do passado e pensa, ‘Ooh, isso foi um pouco destrutivo.”

Suas esperanças são as mesmas esperanças, como qualquer menina que falta pouco para completar 24 anos: “Espero ser feliz e me sentir conteúdo e preenchida.”

No passado, ela diz, “Foi como, ‘OK, se eu conseguir um trabalho de modelagem, eu vou ser feliz.” Eu tenho um trabalho de modelagem, eu ainda não estava feliz. ‘OK, eu quero um papel de atuar.’ Eu tenho um trabalho de atuar. ‘OK, eu ainda não estou feliz’, então eu preciso de outra.” Ela está constantemente à procura de felicidade fora de si mesmo, que simplesmente não funciona. “Como, toda a minha felicidade foi baseada em quanto eu estava trabalhando e que é apenas um lugar tão vazio para ser porque é apenas realmente nada a ver com isso.”

Como para as coisas da vida cotidiana, ela sabe que tem expectativas para um jovem londrina, mesmo sendo de uma família rica ela se superou. “Eu comprei uma casa do caralho com apenas 23 anos. Isso é loucura! Isso faz-me sentir como um adulto, embora eu ainda sou uma criança.”

Pergunto-me sobre sua mãe. Ela está bem? “Ela está agora. Mas é uma constante para cima e para baixo. Ela nunca vai estar curada, ela nunca vai ser corrigida. É sobre todos nós aprendermos a se comunicar sobre isso e constantemente apoiar uns aos outros.”

Eu aprendi outras coisas sobre Cara durante o nosso tempo juntas. Ela pode ser a única vegetariana “wanna be” no mundo, para além das muitas tatuagens que ela lista para mim, a palavra “bacon” está em seu corpo, porque ela realmente gosta de bacon; ela também tem “Made in England” na parte de baixo de um pé, porque a modelagem fez sentir-se “como uma boneca de plástico”; um dia ela gostaria de ter filhos; ela está prestes a comprar um Shelby Mustang 1968, para manter na casa de Annie em LA, mesmo que ela não tenha passado em seu teste de condução ainda; ela é a favor da eutanásia voluntária; ela não pode resistir a um desafio; ela ama as Spice Girls, e “Fix You” do Coldplay.

Mas no momento em que chegamos nas coisas mais triviais, os nossos corações não estão na mesma. Cara está ansiosa para encontrar Annie, e estou sobrecarregado pela necessidade urgente de me deitar. Então, nós apertamos as mãos e ela vai embora, deixando-me com uma tigela de sementes de azeitona, um bule de chá verde frio e a suspeita de que ela é ao mesmo tempo a personificação perfeita de sua geração em conflito, e da nossa cultura pop em confusão, bem como a pessoa menos adequado para o trabalho de porta-estandarte para qualquer coisa.

“A mídia me assusta demais”, diz ela. “Há muitas meninas que estão crescendo rápido demais, sexualizar-se em uma idade tão precoce. Todo mundo quer ser famoso simplesmente para ser famoso. Todo mundo gasta muito tempo em seus telefones. Ele só me deprime pra caralho, ele realmente me deprime. Tantas crianças agora, eles não querem falar com você. Eles são como, ‘Eu quero uma foto de você para mostrar às pessoas.'”

“Eles vem, literalmente, vêm até você e pega o seu rosto, tira uma foto de você. Tipo, ‘Cara, que porra? “É uma espécie de louco. Eu vou estar em um cubículo de banheiro e haverá alguém esperando lá fora para tirar uma foto. Ou eu vou estar chorando em uma mesa e alguém virá até mim como, ‘Oh, eu posso tirar uma foto? ”

“Eu fico como, ‘Oh merda. Posso, como, digamos, “não”? ‘”

Confira vídeos de Delevingne para a revista:

Fonte: Esquire

Fora estar na capa da conceituada revista de moda Vogue em Setembro, Cara Delevingne também estampa a revista britânica Esquire na edição de Setembro.

As primeiras fotos divulgadas são sexy e extremamente impressionantes, a sessão de fotos para a revista foi feita pelo fotografo Simon Emmett e a revista traz uma frase de capa da qual não podemos discordar “TODOS QUEREM CARA” e depois anuncia a entrevista contida na revista “Entrevista exclusiva com o rosto de sua geração” e claro que igualmente estamos ansiosos para ler essa entrevista.

Confira a cara da revista Esquire:

Para conferir todas as fotos da revista já divulgadas sincronize nas miniaturas abaixo:

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Foi divulgado essa semana que Cara Delevingne é o rosto estampado na capa da revista Vogue UK do mês de Setembro.

Essa não é a primeira vez que a atriz e modelo estampa a capa da Vogue britânica, Delevingne já apareceu na capa tanto sozinha quanto com suas melhores amigas de infância, Suki Waterhouse e Georgia May Jagger, e claro que a Vogue UK não deixou Delevingne apenas na capa, podemos observar na imagem da capa a seguinte frase “Amor, fama e a vida na linha mais rápida” o que nos deixa na expectativa de ler a entrevista que Cara Delevingne concedeu a revista, mas para isso provavelmente iremos ter que esperar por Setembro, quando a revista chega nas bancas.

Cara Delevingne foi fotografada por Mario Testino para a revista.

Confira a capa:





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