Cara Delevingne fala sobre sua campanha Puma, documentário #DoYouStories e Modelagem “para o bem maior”

“Eu ainda posso ser educada e pedir o que eu quero”.

“Eu irei me sentir bem sucedida quando ver uma mudança neste mundo”, Cara Delevingne diz a Teen Vogue, seus olhos sérios. Ela quer dizer isso. Ela é apaixonada e política, e ela quer que você saiba que ela se importa.

Estamos nos bastidores no lançamento de sua série Puma x Cara Delevingne DO YOU docuseries  – uma série de curtas-metragens com mulheres que usam sua voz para gritar alto e com orgulho sobre quem são. Delevingne acaba de estar no palco há duas horas, discutindo animadamente a força e a resiliência que são os temas de sua colaboração com a Puma. É esse tipo de empoderamento das mulheres para as mulheres, e ajudando e animando-se mutuamente, o que mais a move: “Quando vejo uma verdadeira mudança nos direitos das mulheres, nas mulheres que lideram a política. . . Quando há mais mulheres fazendo as coisas que precisam ser feitas por mulheres. . . É quando eu vou me sentir bem sucedida novamente”, disse ela ao público.

Sua hashtag com Puma, #DoYouStories, é sobre como todas as mulheres importam. Como todas as mulheres têm voz. “Nós podemos usar a internet de forma positiva, certa, seja blogs para encontrar informações, pesquisas constantes, juntando-se”, diz ela. E é isso que ela quer que façamos – junte-se um com o outro. Para ouvir as histórias uns dos outros através da hashtag e se inspirar um com o outro compartilhando quem somos, orgulhosamente. É uma questão que tem uma grande importância para ela.

“Depois de modelar por um longo tempo e me sentir como as coisas que eu estava fazendo – os trabalhos que eu estava fazendo – era sempre essa coisa de ‘não estamos salvando vidas, caras!'”, Diz a atriz de 24 anos. “Chegou ao ponto depois de um tempo de ‘Como podemos fazer isso algo bom? Como podemos realmente devolver e não apenas levando as pessoas, estamos realmente divulgando uma boa mensagem sobre ser você mesmo?'”Assim que comecei a trabalhar com a Puma, surgimos com a coisa do ‘Do You'”.

Os curtas-metragens apresentam especialistas em autodefesa, poetas e ativistas anti-bullying que defendem que mulheres e meninas usem suas vozes sem rodeios, para ser quem são sem vergonha. Delevingne diz que ela foi inspirada por mulheres e crianças que conheceu durante sua viagem de janeiro de 2017 a Uganda com a Girl Up e o United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR).

“Quando perguntei a Puma sobre fazer a série e ir para Uganda, não era mesmo uma questão, eles estavam tão dentro disso. Não houve hesitação”, diz ela.

Além dos filmes, Puma e Delevingne se associaram para projetar dois laços exclusivos, criados para se adequar a diferentes estilos, que serão vendidos separadamente a partir de 27 de julho; Os ganhos das cordas Basket Heart “DO YOU” beneficiarão a UNHCR.

“Eu só quero modelar se puder fazer algo para o bem maior”, explica Delevingne, acrescentando que a empresa de moda ativa é “tão incrível com tudo o que fizeram. Os laços que fizemos são excelentes, e eles estão dando US $ 100.000 para o UNHCR fora as vendas – estou tão feliz”.

Então, o que a força feminina significa para ela? “É um sentimento”, ela diz a Teen Vogue. “É inato dentro de alguém. Você não pode descrever a força até que você olhe nos olhos – é o fogo, é propriedade de você mesmo. É ter essa confiança para se sentir confortável com seus próprios sapatos, encontrar a sua verdade, escutar a si mesmo e não permitir que ninguém mais o impeça de seu verdadeiro significado, paixão ou amor”.

Quando perguntada sobre sua própria resiliência e o que aprendeu com sua carreira até agora, Delevingne diz: “Para não ser derrubada, ou se você for, para se levantar, independente se você é ajudado por outros ou não. . . . Confiança, força e graça, se você pode encapsular essas três coisas, acho que você consegue. Eu acho que são os dias das mulheres modernas”.

Ela diz que as mulheres não podem ter medo de que ser forte também não é “feminino” ou “educado”. “Eu sempre fui ensinada a ser educada”, ela explica. “Mas ser educada tornou-se uma parte de mim onde eu estava com medo de dizer coisas, com medo de falar. Há uma linha fina. Minha lealdade e minha ânsia de ser educada continuaram por muito tempo. Então eu percebi: ainda posso ser educada e pedir o que eu quero “.

A mensagem que ela continua voltando é simples: nossa arma mais poderosa é nossa voz, em parte porque é assim que aprendemos que não estamos sozinhos. É algo que ela especialmente tomou conta em sua viagem com a UNHCR e por que ela está empenhada em ajudar essas mulheres a compartilhar suas histórias em uma plataforma como a #DoYouStories. “Houve momentos em Uganda onde as histórias que você ouviria, as mulheres com quem eu falaria. . . Eles me deixariam irromper em lágrimas”, ela explica. “Foi tão doloroso. Mas você não pode fazer isso. Você não pode chorar – chorar seria como ter piedade”.

“É importante manter a união”, acrescenta, quando perguntada sobre como ela acha que podemos concentrar nossas energias em fazer as vozes mais altas em todo o mundo. “Ficando com raiva, não lutando, mas sendo apaixonado pelas coisas que você quer mudar e para continuar mudando-as”.

Quando perguntada pela Teen Vogue, seu conselho sobre como efetuar mudanças, sua resposta é simples: “Continue espalhando a mensagem, mesmo que seja com humor. Continue rindo, não seja pisado por mensagens ruins e medo. Não tenha medo. Saiba que há esperança. . . . O medo é o nosso maior inimigo – se deixarmos isso assumir, acabou”.

Ela também tem esperança sobre o que as mulheres podem realizar juntas – e até onde já chegamos. “Vamos continuar confiando umas nas outras, continue simplesmente espalhando amor”, diz Delevingne. “No final do dia, essa é a mensagem mais importante. . . . Não desista.”

Fonte: Teen Vogue

Cara Delevingne entrevista modelo (e BFF) Adwoa Aboah em superar o vício na edição de fevereiro da Teen Vogue.

As melhoras amigas Adwoa Aboah e Cara Delevingne tem muito em comum. Elas duas são lindas “it girls” britânicas com uma impressionante habilidade de modelar e com tatuagens iguais da metade de um coração, que simbolizam seu vínculo inquebrável.

Durante o período de sua amizade de nove anos, elas tem compartilhado inúmeras festas de aniversário, festas do pijama, e festivais de música.

Mas além das sessões de fotos glamourosas e festas cheias de estrelas da moda, as meninas têm confiado uma na outra sobre suas lutas emocionantes com depressão. Em uma exclusiva conversa entre amigos, Adwoa fala sobre sua tentativa de suicídio, sobre superar o vício e como chegar ao fundo do poço a levou a começar um movimento para ajudar meninas de todos os lugares do mundo.

CARA: Há pessoas que são uma constante inspiração, pessoas que eu me inspiro e que me fazem querer ser mais forte. Você é uma delas para mim. E amigos verdadeiros agem como um espelho, mas quando você está passando por um momento escuro, ás vezes você pode preferir ficar sozinho e empurrar todos para longe.

ADWOA: Eu sinto que eu fiz isso. Eu tive tempos díficeis no colegial. Eu me desliguei completamente e comecei a usar drogas quando ainda era muito jovem. Quando você usa isso, você se distancia das pessoas que conhecem você, e você se conecta com pessoas que sabem muito pouco sobre você para que você possa, então, fugir de tudo e fazer o que quiser. Olhando para trás, agora que eu tenho clareza, eu sei que eu estava fugindo do real problema. Um ano depois de me formar na universidade, eu fiz um tratamento para depressão, transtorno bipolar e dependência.

CARA: Quando você é um adolescente clinicamente diagnosticado com depressão, ás vezes as pessoas não entendem isso. Você sente como se você devesse estar e ser feliz, especialmente quando você tem uma vida e um futuro muito bom, e você se culpa.

ADWOA: Ninguém nunca havia me ensinado sobre a saúde mental. Eu realmente não entendia por que eu me estava me sentindo bem na vida, e tudo era brilhante, e então de repente eu estava caindo em um buraco profundo.

CARA: Brilhante como um relâmpago, colisão como um trovão…

ADWOA: Totalmente. E meus pais eram muito britânicos em sua maneira de lidar com as coisas…

CARA: Um típico lábio de britânicos rígidos e superiores. Se você tiver um corte gigante no peito, talvez algo está errado. Mas se é algo dentro, então não é realmente um problema, não é?

ADWOA: Não, completamente. Mas eu não os culpo. Eles tiveram que aprender a me ajudar, como eu, e eles tem aprendido. Na época, eu apenas nunca senti que os meus problemas foram suficientemente grandes. Eu sempre acreditei que eu tinha que fingir estar feliz. Mas o que eu aprendi é que não importa de qual raça ou classe você vem. Eu realmente acredito que tristeza é algo relativo.

CARA: E quanto mais você o enterra na areia, mais difícil fica.

ADWOA: Absolutamente. Um pouco mais de um ano atrás eu tentei cometer suicídio. Eu cheguei muito perto de conseguir, e mesmo depois que acordei, levou um tempo para eu me sentir grata por estar viva. Mas ao longo do tempo, conforme eu fiquei mais saudável, eu senti uma enorme quantidade de responsabilidade para ajudar meninas que podem estar passando pela mesma coisa. Quando eu finalmente pedi ajuda, eu percebi que não estava sozinha em tudo isso. A base da minha recuperação é honestidade. Eu não conseguia manter a fachada. Eu precisava parar de mentir sobre como eu me sentia. Eu não posso fugir das coisas mais. Como eu comecei a ser honesta, eu me tornei muito melhor como filha, amiga e namorada.

CARA: O que a inspirou a começar a sua organização, Gurls Talk? Me conte sobre os seus sonhos para ela.

ADWOA: Eu acho que o que me inspirou foram as mulheres que entraram em minha vida quando eu mais precisava delas. As mulheres que realmente salvaram minhas vidas. Com o Gurls Talk, eu quero criar um espaço onde garotas podem ter conversas honestas sobre tudo. Será um programa semanal para educar as meninas sobre a saúde mental, dependência e transtornos alimentares, mas ao invés de ser uma palestra vindo de um professor ou uma mulher duas vezes mais velha que elas, eu quero que seja de mulheres em que essas meninas podem se identificar com, mulheres que estão falando por experiência própria.

CARA: É forte ser vulnerável. Para ser capaz de se comunicar com outras mulheres é uma das coisas mais poderosas.

ADWOA: Eu ouvi uma grande frase hoje dita por Lena Dunham: ela disse que ama amar homens, mas ela ama conhecer mulheres. E eu concordo completamente, cem por cento. Mulheres e garotas me inspiram. Elas me “dirigem”. Há algo sobre um grupo de mulheres juntas que é – sem soar brega – uma p*rra muito mágica.

Fonte: Teen Vogue

Traduzido por Natasha Campi da equipe CDBR





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