A nova edição da revista Capricho, contém uma entrevista exclusiva com o elenco de ‘Cidades de Papel’. Confira a entrevista com Cara Delevingne, Nate Wolff e Justice Smith para a revista brasileira.

 

Pra vocês, quem exatamente é o John Green?

Nat Wolff:  John Green, por sorte, é um grande amigo, que eu tive o prazer de conhecer na filmagem de ‘A Culpa é das Estrelas’. Obviamente eu o acho muito talentoso, mas nós acabamos nos tornando amigos até que bem próximos” (Enquanto Nat falava, Cara cochichava para Justice e os dois davam risadas).
Nat: Óbvio que eles estão tirando sarro de mim.
Cara Delevingne: Nós não estamos tirando sarro de você, mas não posso falar agora o que é. Nós tiramos sarro é do John Green.
Nat: Nós sempre zoamos muito o John Green.
Cara: Ele adora, nós jogamos coisas nele. (risos)

Quando leram pela primeira vez um livro dele, o que vocês sentiram?

Justice Smith: O primeiro que li foi ‘O Teorema Katherine’. É uma obra muito boa. Uma ex-namorada minha me emprestou e eu não devolvi, porque gostei muito. (risos). Quando li ‘Cidades de Papel’, fiquei muito animado, adorei o Radar antes mesmo de pegar o trabalho. Coloquei muita expectativa nele, porque tinha amado o personagem e a forma como o John escreve. Então, quando descobri sobre as filmagens, logo pensei: “Preciso muito conseguir esse papel”. Mas estava muito nervoso na primeira vez que falei com o John. Ele é um grande nerd, igual a mim.
Cara: Acho que todos nós somos muito nerds.

É mais difícil decorar as falas por ele ser tão inteligente e escrever tão bem?

Cara: O John adora palavras difíceis e usa para todos os personagens. O que é bom. Mas é meio bizarro para alguém de 18 como o Q, falar assim.
Nat: Antes de conhecê-lo, eu tive um problema com um diálogo em ‘A Culpa’. Aí eu me dei conta de que, na verdade, o John fala desse jeito. Ele tem um vocabulário vasto, é muito rápido no pensamento… Então, você tem que simplesmente acompanhar.

Nat, o John sempre falou que você seria o Quentin perfeito. Concorda com isso?

Nat: Bom, ele tem que falar isso, afinal eu sou o cara no filme. (risos) Ele escreveu um grande personagem e me deu muita liberdade para fazê-lo; o que mostra como é um autor confiante. O John é assim como todos. Quando o conheci, eu achava que ele fosse ser mais territorialista com seu trabalho. Mas ele chegou e falou: “Agora esses são seus personagens. Vocês os conhecem melhor do que eu”.
Cara: Ele sempre entrega o personagem. É muito legal quando ele fala coisas como “Você é esse papel” sabe?.

Vocês podem acrescentar coisas nos diálogos?

Cara: Nós tivemos liberdade para falar quando algo não se encaixava bem. Participamos da parte criativa. É muito bom poder discutir isso com ele.

O filme fala sobre crescer e virar um adulto. Vocês conseguem se relacionar com o livro e seus próprios processos de crescimento?

Nat: Eu acho que a experiência de fazer esse filme é meio como um amadurecimento para todos nós. É a primeira vez na vida que eu realmente estou lavando minhas próprias roupas! (risos), Arrumar a casa, tentar descontar um cheque de pagamento sozinho.
Cara: Tentar não comer só cereal….
Nat: E ao mesmo tempo, por todo mundo se dar tão bem no elenco, é como se fosse a nossa faculdade ou coisa do tipo.
Cara: É poder crescer de novo, isso é muito legal.
Nat: Nós três estávamos conversando que nos reconhecemos inocentes e ainda mais jovens por estar fazendo esse filme. É algo que não sentimos há muito tempo, mas de uma forma muito boa.

Como vocês se relacionam uns com os outros? Sabemos que durante as filmagens se tornaram grandes amigos, mas isso uma hora vai acabar, né? Chegará aquele momento de dizer adeus…

Cara: Não, isso nunca vai acabar, agora essa é a coisa mais triste pra minha vida. Nem consigo imaginar. Essas são algumas das amizades mais fortes que eu já fiz. Vai ser difícil lidar com a separação. Mas nós vamos continuar nos encontrando né?.
Nat: Eu falo por mim, mas acho que pra vocês também tem sido assim. Independemente de como o filme for, participar dele foi uma experiência que já mudou minha vida e foi muito diferente de outros elencos dos quais já fiz parte.

O que vocês vão levar do set de filmagem? Podem dizer que aprenderam muito aqui?

Justice: Descobri que é muito mais fácil trabalhar com pessoas de quem você gosta.
Cara: Isso é tão simples, mas é genial você ter falado isso.
Nat: Aprendi muito sobre Halo, o jogo de videogame.
Cara: Você aprendeu a dirigir também, Nat!.
Nat: É verdade. Eu tive que tirar minha carteira de motorista para esse filme. Foi como crescer na vida real mesmo! Tive que aprender a dirigir por causa da cena da viagem. E vou confessar: ninguém foi mais legal comigo com isso do que a Cara. Eu quase atropelei três pessoas da equipe enquanto treinava, estava em pânico, e ela sempre dizia: “Você está fazendo um bom trabalho”.
Cara: Eu confio nele!

Vocês ficaram com medo de estar no carro com o Nat dirigindo?

Cara: Ele estava ao volante de uma minivan, então se acontecesse alguma coisa, ou se ele batesse, estaríamos bem. A gente tinha seguro! (risos)

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