Cara Delevingne é rosto da revista The Edit, uma revista adjacente a NET-A-PORTER.

A revista é destinada ao mundo da moda, trazendo ao publico o que tem de mais novo e moderno nesse mundo fashion. A atriz e modelo além de ser o rosto da revista concedeu uma entrevista para a mesma, que deve chegar nas bancas ainda este mês.

Confira trechos já divulgados da entrevista de Cara Delevingne:

A modelo e atriz Cara Delevingne disse que a depressão que sofreu quando adolescente deixou uma sensação de que ela era alienada e suicida.

Delevingne, um dos rostos mais reconhecidos do mundo – ela liderou campanhas para Chanel e Burberry – falou sobre como ela era muitas vezes confundida com um menino quando era mais nova.

“Se eu usasse as roupas que eu gostava, com meus cabelos curtos, todos pensariam que eu era um menino. Eu odiava isso. Embora eu parecia um menino e agisse como um menino, eu não era um menino “, Delevingne disse à revista Net-A-Porter.

“E quando as pessoas diziam [aos meus pais],”Oh, seu filho é tão bonito”, eu pensaria, como você ousa dizer isso! Como, por que eu era vista como um menino?”

Ela acrescentou: “Eu sempre me senti muito estranha e diferente quando criança e esse sentimento era algo que eu não entendia, ou não sabia como expressar… Não era como se fosse uma alienígena, mas eu definitivamente sabia que havia algo estranho acontecendo”.

Delevingne foi aberta no passado sobre suas lutas com doenças mentais – ela teve uma queda aos 15 anos e foi tirada da escola – mas falou em maior profundidade sobre como o ambiente privilegiado em que cresceu nem sempre foi tão compreensivo sobre sua depressão . “Tantos dos meus amigos diriam: “Como você se sente?”E “Mas você é tão sortuda”, e eu seria como, eu sei, confie em mim, eu sei. Eu sei que sou a garota mais afortunada do mundo, eu entendo todas essas coisas, e eu gostaria de poder apreciá-las. Há apenas algo escuro dentro de mim que eu não consigo entender”.

“Fiquei alienada e sozinha, porque eu era tipo: o que há de errado comigo? Sempre quis que as pessoas me amassem, então nunca me enojei com elas; Voltei minha raiva para mim. Em vez de usar [minha] espada e escudo [para me proteger], acabei de tirar o meu escudo e me esfaquear.”

“Eu me odiava por estar deprimida, odiava sentir-me deprimida, odiava sentir”, lembra. “Eu fui muito boa em se desassociar completamente da emoção. E todo o tempo eu estava me adivinhando, dizendo algo e me odiando por dizer isso. Não entendi o que estava acontecendo além do fato de que eu não queria mais estar viva”.

Confira vídeo de Delevingne para a revista:

Confira todas as imagens de Cara Delevingne sincronizando com o álbum abaixo:

Cara Delevingne para revista The Edit

Cara Delevingne: “Como se atrevem a definir beleza?”

Conversamos com Cara Delevingne sobre seu novo projeto em parceria com a Puma, o #DoYouStories, e debatemos padrões, empoderamento e segurança feminina.

 

Cara Delevingne comandou a premiére do projeto #DoYouStories, uma série de documentários que assina para a campanha Do You, da Puma, na tarde do domingo (23.07), em Londres. O evento também abordou o empoderamento feminino em talks com algumas das participantes dos filmes e serviu, ainda, para apresentar um lançamento da marca: modelos de cadarços especiais para o sneaker Basket Heart, cuja venda na Europa será revertida para a UNHCR (ou ACNUR, a agência da ONU para refugiados).

DoYouStories-puma-cara-delevingne

Cara é o rosto da iniciativa “Do You”, criada por Rihanna, atual diretora criativa da marca esportiva, com o objetivo de encorajar as mulheres a serem mais confiantes e motivadas. As campanhas de divulgação dos produtos ligados ao projeto serão feitas sem maquiagem será feita sem maquiagem e passando longe de estereótipos de feminilidade a fim de combinar com as histórias inspiradoras das mulheres escolhidas a dedo pela atriz e pela equipe por trás dos filmes.

No primeiro, Cara viaja a Uganda com a fundação Girl Up, da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), para conhecer o trabalho feito com crianças refugiadas, e introduz o projeto #DoYouStories. Em seguida, ela apresenta o grupo “Get Lit”, que usa a poesia para empoderar jovens. Já em “Martial Smarts Self Defense Class”, a modelo e atriz aprende sobre defesa pessoal com a instrutora Dr. Ryhanna Dawood. Por fim, em “Preventing Bulling”, apresenta duas protagonistas da causa: Natalie Hampton, fundadora do aplicativo “Sit With Us”, e Daniella Carter, transgênero e ativista especialmente entre seus pares.

DoYouStories-puma-cara-delevingne

Depois de assistirmos aos filmes, conversamos com Cara sobre a experiência. Confira!

Você é uma profissional super dedicada, e costuma escolher trabalhos que te possibilitem crescer como pessoa. O que você aprendeu com esses documentários?

Na verdade, eu não trabalho apenas para o meu crescimento. É claro que isso é importante em tudo que você faz, mesmo que seja tirar um dia de folga. Nesse caso, aprendi muito, mas também espero que outras pessoas se inspirem e aprendam. Quero acender essa chama nas pessoas, essa vontade de fazer algo para mudar — qualquer coisa pequena já conta. Essa experiência me inspira ainda mais a descobrir e contar histórias incríveis.

No último ano, eu conheci tantas mulheres maravilhosas, e mal posso esperar pela minha próxima viagem, que, se tudo der certo, deve ser para a Síria. Quero me envolver com temas sobre os quais as pessoas precisam tomar conhecimento. A crise dos refugiados, assim como a forma como eles são tratados, é um assunto muito importante. Como as pessoas preferem viver na bolha, é difícil para elas realmente entenderem. Se um adulto não quer ouvir, você precisa fazê-lo imaginar como se fosse uma criança, seu filho. Aí ele vai ouvir. As pessoas deveriam ter mais compaixão pela humanidade.

De todo o processo de construção dos filmes, tem algum momento que você não esquece?

Uganda! Não consigo definir um momento específico. Nunca me senti tão alegre e devastada em um mesmo lugar ao mesmo tempo só pelo fato de conversar com cada uma das meninas que conheci lá. Jogar futebol e correr com esse grupo de crianças foi divertido mas, de novo, rolou o momento “choque de realidade”. As crianças me deram boas-vindas com uma dança incrível, e tinham duas menininhas copiando tudo o que eu fazia. Eu estava literalmente me sentindo maravilhosa com aquelas crianças, mas aí vem essa realidade que me atinge: a maioria delas perdeu os pais, usam as mesmas roupas há dias, algumas estão doentes, outras vão morrer, não vão terminar a escola. Foi um tipo de momento em que eu me perguntei “como ouso estar tão feliz?”. É um sentimento muito estranho. Levei um monte de roupas da Puma comigo, e queria dar todas elas, mas não podia porque não é sobre simplesmente dar um monte de roupas e achar que resolveu — mas é claro que acabamos dando todas as roupas, eu não conseguiria voltar para casa com elas, seria muito estúpido. Enfim, tantas coisas aconteceram nessa viagem.

Você tem falado bastante em entrevistas sobre um sentimento de liberdade após raspar os cabelos. Desafiar padrões e conceitos ultrapassados de beleza também é importante para o empoderamento?

Isso me deixa muito brava. Como as pessoas se atrevem a definir beleza? Como qualquer um se atreve a dizer “isso é bonito, isso não é”. Eu entendo que as pessoas fazem isso há muito tempo na sociedade em que vivemos já que elas sentem uma necessidade de criar regras, só que realmente me choca conhecer meninas que não se sentem bonitas. Isso é um crime porque todo mundo é bonito. Eu conseguiria citar algumas pessoas, que inclusive estão na televisão, e que não são bonitas por causa do que fazem em relação ao mundo, à política e por não se preocuparem com outros seres humanos. Honestamente, acho que ter um coração, ser humano, é lindo, independentemente das escolhas que você faz, a cor de cabelo que você tem, se você é homem ou mulher. A beleza é infinita, você só tem que abrir os olhos para ela.

Você é uma artista com tantas habilidades — atriz, escreve poesia, prosa, música… É diferente criar em cada uma das áreas?

Eu não sei os meus limites criativos porque ter que me expressar também sempre foi o meu maior medo. Tenho dificuldade em encarar as pessoas, me apresentar e ficar na frente do público. Costumo suar muito antes de subir ao palco porque isso me assusta. Ser eu mesma na frente das pessoas é assustador, sou boa em ser outra pessoa. Então, assumir essa postura criadora ainda é um grande medo e não sei o quão longe vai porque me apavora. É um esforço diário, um exorcismo: quanto mais você faz, melhor você fica. Eu costumava muito dizer “não sou boa em escrever melodias” até que alguém perguntou o motivo. Você não pode dizer que não é bom em algo até tentar. Muitos de nós nos colocamos para baixo antes mesmo de saber se conseguimos ou não fazer alguma coisa.

No dia a dia, nos momentos simples da rotina, como as mulheres podem empoderar umas às outras?

Motivando umas às outras. Esse hábito de se comparar com as pessoas, principalmente nas redes sociais, nos coloca para baixo. É possível parar com a rivalidade e com a inveja, e, no lugar, passar a se sentir confortável com você mesma, motivar seus pares. Se você acha alguém bonito, se você gosta do vestido de alguém ou de algo que essa pessoa disse, fale. Expresse o que você sente. Seja honesto. Se você está tendo um mau dia, diga que está tendo um mau dia. Não se force a ser algo que você não é. Do you?

 

Reprodução textual: ELLE Brasil

Cara Delevingne concedeu uma entrevista para a revista GQ UK, mesma em que é rosto da capa.

A entrevista foi feita por ninguém menos que o diretor françes Luc Besson, fotos por Mariano Vivanco.

Na entrevista a atriz fala sobre sua carreira, como foi saber que tinha talentos para as áreas de atuação e música, sobre sua doença crônica e claro sobre seus sentimentos e seu amor pela ioga, confira entrevista completa abaixo:

 

Cara Delevingne: “Aprendi que tinha que ser forte para ser vulnerável”

Cara Delevingne está mostrando seu peso. Como uma cantora e uma atriz, essa supermodelo estrela única encontrou seu lugar no universo. A seguir de seu papel de liderança no filme de Luc Besson, o novo filme de ficção científica, o GQ junta-se ao diretor francês para uma jornada dentro do espaço dessa britânica, que silenciou a auto-dúvida para desencadear um talento que nunca foi apenas algo por debaixo da pele.

A Cité Du Cinéma, localizada a cerca de seis milhas a norte do centro de Paris, é mais uma cidade que cinema. Um complexo de cerca de 700.000 pés quadrados criado pelo diretor francês Luc Besson há cinco anos, abriga não apenas estúdios, mas também uma universidade dedicada a tudo, desde maquiagem e iluminação até câmeras, carpintarias e fantasias. Há também um cinema. É aqui que Besson – mais conhecido pelos filmes “Leon”, “The Fifth Element” e Lucy, o último estrelado por Scarlett Johansson – se reúne no final de março com sua equipe de produção e uma série de estudantes para assistir o primeiro trailer completo de seu mais recente épico de ficção científica , Valerian e a Cidade dos Mil Planetas, juntamente com sua estrela, uma certa pessoa de 24 anos de idade, chamada Cara Delevingne.

Atualmente, Delevingne – pardal pequeno, vestida com botas Ugg e um hoodie de tamanho grande que, nela, parece mais um manto – impediu todos de entrar, tendo visto a mesa elegantemente alinhada de óculos 3-D pela entrada e querendo tirar uma foto antes de as pessoas interromperem a exibição. “Segure! Espere!”

O filme tem Delevingne e co-estrela Dane DeHaan como agentes especiais no século 28 – encarregados, naturalmente, de salvar o universo – e o trailer exibe as apostas. Uma fantasmagoria CGI de mundos de fantasia e alienígenas fantásticos, não é difícil imaginar onde o orçamento de € 197 milhões foi e, de fato, o negócio que ele precisará fazer para recuperá-lo.

Depois de assisti-lo duas vezes, Delevingne é vertiginosa, saltando sobre o barbudo Besson como uma filhote de cachorro feliz em ver seu dono. Depois de apoiar papéis no filme Esquadrão Suicida e liderar em papeis menores, este é o seu grande tiro no salto que o abismo perigoso marcado como “modelo-virado-atriz”, por ser um dos rostos mais famosos do mundo e por ter mídia social em dezenas de milhões de seguidores (8m no Twitter, 40m no Instagram).

Vamos pelo elevador para o escritório de Besson no terceiro andar, onde ele tem o último álbum Rihanna tocando sem parar desde que saiu (Rihanna tem um papel no filme) e se acalma.

“Então”, diz Besson à GQ, com o tipo de voz que é ilegal que os cineastas franceses não possuam, “na noite passada eu vi as perguntas que você enviou, o que, obviamente, eu não li. Então, sou eu, minhas perguntas!”

E com isso, começamos …

“Eu fui à escola com todos esses atores e músicos incrivelmente talentosos. Eu pensei que não tinha chance”

Luc Besson: Então, o que me interessa é quando os pais percebem que sua filha ou filho é bom para algo e aceita. Para mim, não só você é muito talentosa, mas você é boa em quase tudo o que você toca, como música ou qualquer coisa. Você está cheia de habilidades.

Cara Delevingne: [Para GQ] Eu paguei ele…

LB: Então, minha primeira pergunta é quando você percebe e aceita que você tem esse talento?

CD: Eu acho muito difícil quando as pessoas me falam elogios porque não acho que eu sou especificamente talentosa. É mais que adoro fazer algumas coisas. Quando criança, não pensei que fosse boa em nada. Fiz o que amei, e não as coisas acadêmicas. Na escola, eu estava cercado por crianças que eram incrivelmente talentosos, músicos e artistas e atores, e eu sempre pensaria em comparação com essas crianças que eu era terrível.

GQ: Você sempre sentiu isso?

CD: Sim. Como uma criança muito pequena, sempre quis ser uma atriz. E eu queria ser músico. Mas indo para a escola com todas essas pessoas incrivelmente talentosas, eu era como, “eu não tenho chance”. Eu ainda fiz isso, porque eu adorei, mas nunca pensei em fazer isso. É por isso que estou tão feliz que eu modelei. Eu não teria transformado em atuação ou música se não tivesse modelado primeiro.

LB: Mas eu posso reconhecer quando vejo alguém como uma bola de energia, pronto para ir pffff! Na música, no canto, no beatbox, nas imagens, nos filmes, você sabe? Então, seus pais pensaram que essa bola de energia poderia se tornar algo?

CD: Quando eu era criança, costumava fazer barulho durante todo o tempo, como beatbox antes de saber o que era. Meus pais acabaram de achar isso irritante. Meu pai me chamou de Whistling Willie. Eles disseram que precisam me colocar em algo que liberte essa energia. Mas eles definitivamente entendem o quão difícil é ganhar a vida nessas indústrias criativas.

LB: Você sentiu uma espécie de pressão sendo a irmã mais nova – porque você é a menor que você tem que fazer mais?

CD: Minhas irmãs eram anjos para mim. Lembro-me das notas que obtiveram na escola…

GQ: Então você ainda se lembra disso agora, quais notas eles obtiveram?

CD: Sim, em GCSEs e A-levels. Não é que eu queria fazer melhor, eu só queria não ser a garota estúpida, ou a decepção da família, então era realmente como “Eu tenho que fazer essas notas”. Então eu não fiz e senti como um fracasso. Mas não é uma marca de quem você é, porque você é julgado pelo fato de aprender algo de um pedaço de papel e anotá-lo novamente. Algumas pessoas simplesmente não funcionam assim. Não posso.

Pharrell disse: “Quero que você venha ao meu quarto de hotel esta noite. E traga seu violão”

GQ: Luc, qual foi a sua impressão de Cara?

LB: Bem, minha primeira coisa foi verificar se ela é real.

CD: Razoável.

LB: Porque, você sabe, você ouve coisas: ela é um modelo, ela quer fazer filmes. Então, minha primeira coisa foi: “Você realmente quer ser uma atriz? Desde quando? De onde é que é? É real?” Porque você não pode pagar uma parte como esta e dar para alguém que quer se divertir por algumas semanas, você sabe? A primeira reunião que ela estava sozinha. Ela estava na hora e ela não tinha nenhuma maquiagem. E apenas esses três pontos para mim, era como, “Oh, OK. Então, ela é séria”. OK, eu tenho mais perguntas.

CD: Oh, não, por favor, não. Isto é tão estranho…

LB: Você se lembra da primeira pessoa que confiou em sua capacidade de fazer as coisas?

CD: Hum, houve estágios, mas aconteceu primeiro na modelagem. Trabalhei em modelagem por um ano antes de eu conseguir um emprego de alta moda. E eu estava trabalhando em Asos cinco dias por semana, fazendo catálogo e conheci o Christopher Bailey de [Burberry] e, ao invés de apenas me olhar e dizendo: “Não, você é muito baixa” ou “Não, você não parece certo”, ele disse: “O que você quer fazer? Quais são suas paixões? O que faz você acordar de manhã?” E eu era como, “O quê?” Ele realmente queria saber o que me levou ali, e a primeira grande campanha que recebi foi Burberry.

GQ: E quanto à música?

CD: Na música, Pharrell [Williams] foi uma das pessoas que me fez pensar que eu poderia mesmo tentar fazer música.

GQ: Você se lembra do que ele disse?

CD: Novamente, eu o conheci através da modelagem. Estávamos fazendo um Vogue juntos e nós estávamos comendo McDonald’s. Eu estava apenas conversando sobre música e eu ficaria sentado lá batendo e riscando e ele era como, “Eu quero que você venha ao meu quarto de hotel esta noite – e traga seu violão”. Eu estava tipo, “O que? Isso seria tão estranho”. Eu fui, e ele tinha toda sua equipe incrível, e ele era como, “Cante uma música”.

GQ: sem pressão …

CD: Ele podia ver isso na minha cara, pensando que eu não conseguiria fazer isso e ele era como “Olhe, feche seus olhos, lembre-se do que é cantar no chuveiro e simplesmente aproveite”. E eu fiz. Eu cantei [George Gershwin’s] “Summertime”. Então eu sinto que tive mentores realmente surpreendentes ao longo do caminho.

GQ: Luc, você é conhecido por grandes líderes, de Milla Jovovich em The Fifth Element para Scarlett Johansson em Lucy, você vê elementos em Cara?

LB: Na verdade eu estou lutando contra essa ideia, porque acho que apenas presto a mesma atenção a mulheres e homens.

GQ: Mas o fato é que muitas pessoas não. O que você faz o separa.

LB: É verdade que na história recente, nos últimos 50 anos no cinema, era sobre o homem e a garota está chorando na varanda. Eu sempre pensei que era injusto. Em algum momento, em Valerian, meu grande medo era que eu não podia escolher um [ator principal] sem o outro. Então, quando conheci Dane DeHaan, eu disse: “OK, mas eu quero vê-los juntos”. Então eu estava preparando um plano para que Cara conhecesse o Dane e estivesse lá e visse a eletricidade. Eu estava preparando as condições exatas, como fazê-lo, então Cara me chamou e disse: “Eu vi Dane na noite passada!” Oh, f ***! Fiquei tão frustrado! Então eu estava chamando ela e ele: “Como foi? Como você se sente?”

CD: E isso é interessante, porque eu e Dane somos tão diferentes. Como, completamente diferente. Mas continuamos. Eu nunca teria nos juntado.

“As pessoas dizem que é assim que deve ser e eu sou como, Bhaaaah! Rompe todas as regras! Destrua todas as coisas!”

GQ: De que maneiras você é diferente?

CD: Bem, ele é um ator incrivelmente dedicado e sério que nunca esteve em um clube antes. E eu sou um pouco o contrário. Obviamente eu adoro o que eu faço e trabalho muito, mas aprendi muito com ele.

GQ: Alguma coisa de você esfregou sobre ele?

CD: Eu realmente acho que sim. Houve alguns momentos no set [onde] nós estaríamos rindo muito e Dane era como, “Eu nunca me diverti no set”.

LB: OK, tenho uma pergunta para você. Talvez você não queira responder, mas ainda…

CD: Vou tentar.

LB: Para mim, você parece tão livre. Você não tem medo de tentar coisas, como um golpe. Ou se você for uma linha, não se importa, faça isso de novo. Você está aberta, sem problemas. E, ao mesmo tempo, às vezes sua pele mostra ansiedade por dentro.

“Quando finalizo um filme, passo meses me preparando. É como o fim de um relacionamento”

CD: Essa é uma ótima pergunta, Luc. Jesus! Então, para explicar um pouco mais, eu tenho psoríase, e durante este filme especialmente minha pele estava realmente ruim. E nas últimas semanas tivemos essa cena de biquíni. Quanto mais perto, piorou a minha pele. Eu sou uma pessoa muito externa, embora às vezes não me sinta desse jeito. A maneira como vejo o mundo é… existem muitas regras. Eu vejo o mundo como uma caixa e um labirinto, e em tudo o que eu já fiz, as pessoas foram como, “Esta é a maneira que deve ser”. E eu sempre fui, como, “Bhaaaaah! Quebre todas as regras! Destrua todas as coisas!” Mas, obviamente, se eu me sentisse assim dentro, ficaria louca. Eu não teria nada fundamentado. No interior, tenho tantos medos. Eu trabalho em uma indústria onde eu me importo com o que outras pessoas pensam e estou nervosa o tempo todo. Se eu não admitir que está acontecendo, ele sai na minha pele… Você finge que não existe, é quando isso acontece, se é desonesto ou algo no trabalho. Você sabe, é difícil para mim chorar. Mas você tem que liberá-lo, então essa foi a maneira do meu corpo de liberar sentimentos ruins.

GQ: Então, houve uma cena onde você teve que chorar e isso foi difícil para você?

CD: É muito difícil e acho tão difícil… Não sei por quê.

LB: Não, não foi difícil…

CD: Foi difícil!

“Se eu não fizer yoga por alguns dias, coisas ruins começam a acontecer. Eu tomo decisões ruins”

LB: Não, não foi. Ela estava se bloqueando. Algumas pessoas não podem chorar porque estão secas por dentro. Você pode mostrar uma foto de cachorro e ela vai começar a chorar. Mas para deixá-lo ir, na frente de uma câmera com pessoas…

CD: Eu acho difícil chorar na frente de uma pessoa. Se eu choro, eu quero chorar sozinha. Para mim, chorar significava que eu precisava, na minha cabeça, me bater e me fazer sentir realmente uma merda, mas o que eu aprendi naquele dia era que eu realmente tinha que ser forte para ser vulnerável.

GQ: Você está melhorando para não rotular as coisas?

CD: Bem, essa é a coisa. Uma vez que você lidou com uma coisa que aconteceu em sua vida, algo pior vem. Mas acho que estou melhorando nisso.

LB: Eu notei também, antes de começar, que você era … Eu não sei se era yoga [mas] Eu posso sentir a diferença quando você faz isso.

CD: Sim, eu faço yoga todas as manhãs. Mas quando parei o filme, parei de fazer ioga. Eu sempre tenho um problema quando finalizo filmes. Durante seis meses, você cria essa família, você fica tão perto, é como uma casa, e então, de repente, acabou e meus problemas de abandono são jogados do telhado.

GQ: é como o fim de um relacionamento.

CD: Sim, é como o fim de um relacionamento. E também, me deram uma parte em que eu atuo como uma pessoa forte e estável. Então você não é essa pessoa mais e você é como, “Quem sou eu?” De repente, sou atingida com esta crise de identidade e depois abandonada e depois tudo. Quando eu termino filmes, tenho que passar meses me preparando.

GQ: Então, é yoga algo que você faz para se equilibrar agora?

CD: Comecei a fazer, como, quatro, cinco anos atrás. Quando eu comecei foi exatamente quando comecei pela primeira vez na atuação.

GQ: o que fez por você?

CD: eu não tinha… eu não sentia nada. Eu acho que eu teria me transformado em um sociopata se eu não tivesse começado a ioga. Eu não tinha contato com minhas emoções. Foi realmente louco, porque, honestamente, lembro-me de conhecer meu tutor de ioga pela primeira vez e chorar pela primeira vez em anos. Eu me sentia cega antes. Agora, todos os anos eu vou para a Tailândia para um retiro de ioga por uma semana e, mesmo antes de me inscrever para o filme, eu estava tipo “Você tem que me deixar ir para esse retiro de ioga”. Quero dizer, é uma das maiores produções orçamentárias, e Luc foi como “Sim. Se vai te ajudar, você deveria ir”.

LB: Esperando que fosse na Suíça! Não era a ioga que me incomodava, era a distância!

GQ: Então, se você não fizer isso por alguns dias …

CD: Coisas ruins começam a acontecer. Eu tomo decisões ruins. É estranho. É realmente estranho!

LB: Eu tenho uma última pergunta… Então, para mim, você realmente…

CD: Cheiro?

LB: você é uma pessoa do mundo. Você conhece todo tipo de pessoa, você vai em todas as partes do mundo. Então, quando você é tão global assim, o que você acha te faz britânica?

CD: Minha capacidade de beber álcool… Não, estou brincando. Estou brincando!

LB: Também são dos franceses, não se preocupe.

CD: Acho que sempre digo desculpa. Meu pai me ensinou que os costumes levaram você longe. Hum, minha capacidade de estar em qualquer clima e ser feliz com isso? [Risos.] Além disso, eu acho, o meu é simplesmente continuar com isso, não importa o que seja, não importa se você é pescoço alto na lama e tudo está indo errado. Então você é como, “Bem, para frente e para cima, como, lábio superior rígido. Continue com isso”. Enquanto lembro que ainda preciso chorar…

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas está nos cinemas de todo o mundo!

Fonte: GQ UK

Cara Delevingne é capa da revista ELLE UK do més de Agosto. A atriz, modelo e escritora concedeu uma entrevista para a revista onde fala principalmente do seu primeiro romance “Mirror, Mirror” que irá lançar no dia 05 de Outubro, em sua versão original (Em inglês).

A entrevista foi feita pela autora Best-Seller Jennifer Niver, confira a entrevista completa e traduzida abaixo:

Uma hora antes de eu sair para encontrar Cara há uma mudança de planos. Um carro irá me pegar e me levar até o local onde ela está fazendo o ensaio fotográfico, mas ao invés de eu conduzir a entrevista no local, Cara e eu iremos pegar outro carro e iremos conversar durante o caminho para seu próximo compromisso. E então eu serei deixada em algum local que eu desconheço, onde um terceiro carro irá aparecer e me levar para casa. É tudo muito Hollywood. Eu vivi em Los Angeles por 20 anos, e esse é o tipo de coisa que pode acontecer quando se trabalha com celebridades.

Aqueles olhos são mais impressionantes pessoalmente. Ela parece uma guerreira.

Na hora do primeiro motorista eu cheguei em algum lugar montanhoso e cheio de poeira em Shadow Hills, eu irei igualar o lugar com o Australian Outback. Nós passamos por um grande portão, e voltamos a subir por uma rua feita por cobras, onde a vista e a casa são de palpitar o coração, onde o céu parece mais azul em contraste com todo o branco.

Eu sou informada de que Cara esta dentro do castelo – como se sabe – ainda tirando fotos para a capa da ELLE, então eu sento do lado de fora no sol e aguardo por ela.

Eu sou uma autora de livros para jovens adultos, incluindo os livros “Holding Up The Universe” e “All The Bright Places”, e todo o momento que eu aguardo por Cara, quem acabou de escrever seu primeiro livro (ela descreve como ‘uma historia sobre crescimento dos amigos de 16 anos, Red, Leo, Naima e Rose, onde todos estão tentando descobrir quem são e navegar entre a escola e os relacionamentos’), eu fico imaginando como muitos dos meus leitores gostariam de estar aqui agora. Com 25 anos, Cara é um exemplo. Ela é um ídolo e uma defensora. Ela é conhecida pela sua honestidade. Ela é famosa por odiar ser rotulada, tanto quanto a sua carreira quanto a sua sexualidade. Ela fala o que pensa sobre os problemas que afetam os jovens atualmente – saúde mental, suicídio, auto-mutilação, corpo, identidade sexual, bullyng – e ela deixa eles saberem que não estão sozinhos. É a mesma mensagem que eu venho dividindo com os meus leitores ao redor do mundo, então é em quem eu devo investir. Eu sei como essa mensagem é importante para os adolescentes. Eu sei o quanto eles precisam e merecem ouvir isso.
Eu sento no sol e espero que Cara seja tão pura quanto aparece. Como quem passa sua vida dando sua voz para os jovens, que estão sofrendo, autenticidade é importante para mim. Trinta minutos depois eu sou convidada para encontrar com ela dentro do castelo.

“Eu sempre tive essa conexão com os adolescentes”

“Eu peço desculpas pela mudança de planos” diz ela. Ela me abraça forte, e meu primeiro pensamento é de que ela é pequena. Delicada. Ossos finos. Amável. Aqueles olhos são mais impressionantes pessoalmente. Ela parece uma guerreira, como Joana Darc, seu cabelo curto, mas tem uma fragilidade sobre ela – talvez seja seu tamanho – que me faça querer protege-la. Tem mais alguma coisa sobre ela, entretanto. Ela está em casa sozinha, com o seu arredor, e tem algo nisso que me faz instantaneamente sentir em casa.

Seu motorista trouce para ela comida do In-N-Out Burger, uma cadeia de fast-food da cultura californiana. Nós o seguimos até o carro e entramos no banco de trás. Cara teve um longo dia e ainda tem horas para acabar. Ela boceja e pede desculpas por seu cérebro, que está danificado pelas viagens e em necessidade de comida. Eu falo para ela comer. Ela abre o pacote, cheira, fecha e diz que irá comer depois. Ela quer focar na entrevista, e a comida irá distrair ela.

Por um quilometro ou dois, nós conversarmos sobre a gloria que é o In-N-Out Burger, sobre a historia do Furst Castle, e sobre o calor que é Los Angeles contra o gelo de sua nativa Inglaterra.

Nesse ponto eu percebo, passando por uma rua e outra, que eu não estou prestando atenção para a minha lista de perguntas. Nós estamos apenas conversando e rindo, o que é fácil de se fazer com Cara. Você esquece que esta com uma celebridade. Você sente que esta se divertindo com uma amiga inteligente e engraçada. Uma amiga que vê e sente o mundo intensamente. Mas, como estamos limitadas a essa viagem de carro, eu preciso fazer minhas perguntas.

Primeiras coisas primeiro, seu romance, “Mirror, Mirror”, um romance misterioso para jovens adultos que ela co-escreveu com o autor britânico Rowan Coleman. Eu digo a ela que li o livro, e que ele é bom. “O que? Você leu ele?” ela pergunta surpresa. Seus olhos aumentam. “Por favor me diga, porque eu não falei com basicamente ninguém mais que leu o livro.” Ela parece exitada, ansiosa, e genuinamente lisonjeada. Eu digo a ela o que eu amei no livro – os relatos dos personagens, especialmente o principal, Red. Você pode sentir a animação dela. Olhos brilhando, mãos abanando, ela fala rápido e com uma paixão obvia por Red, que foi o primeiro a levar ela para a historia. “Red foi o personagem inicial, depois os outros apareceram por consequência. É o núcleo do grupo de amigos que temos quando jovens, que nós queremos explorar, e a essência de crescer em Londres. A ideia foi primeiramente baseada – como é chamado – Alice…’Go Ask Alice?’ ‘Beatrice Sparks’ Go Ask Alice! Obrigada. Não tão obscuro quanto isso, mas obviamente nos dias modernos, mas as mesmas inseguranças de não saber quem você é.” O tipo de livro que você leva com você. Eu digo a ela que eu sinto que “Mirror, Mirror” é um desses. “Isso é tudo que eu mais sonhei para esse livro”.

“Eu tenho a oportunidade de ser honesta, sobre o quanto eu sofri”

Eu não digo isso a ela, mas antes de ler “Mirror, Mirror”, eu estava cética. Muitos livros de celebridade são escritos por outras pessoas, muitas celebridades dizem ser apaixonados por uma causa, mas na realidade, não são. Como essa modelo internacional, atriz e músico teve a vontade de escrever um romance? “Eu sempre tive essa conexão incrível com adolescentes, desde que comecei com a mídia social. Apenas tendo garotas me enviando mensagens como, ‘Eu estou lidando com a pressão dos meus pensamentos, dos meus amigos, distúrbios alimentares.’ Esse tipo de coisa, onde eu estava como, eu tenho uma oportunidade de estar realmente lá por eles e ajudar. Você sabe, ser uma voz para os adolescentes e ser honesta sobre como eu sofri como uma adolescente.”

Tem algo em sua voz que eu reconheço: paixão e empatia. Eu posso ver em seu rosto – ela sente o que eu sinto. Ela sabe a responsabilidade que ela tem. Você não pode fingir isso. Eu quero saber como ela era quando adolescente, e se tem algum livro ou música que fez ela se sentir menos sozinha enquanto crescia.

“Eu escutava muito Fiona Apple. Ela tem uma maneira incrível de articular como sua mente e emoções funcionam. Eu acho que um problema para mim foi que eu não descobri o incrível poder dos livros até estar mais velha. Apenas porque livros, para mim, parecia como escola. E eu tinha um grande medo da escola e das provas porque eu não era boa – meu cérebro não trabalha daquela maneira. Demorei um tempo para estar como ‘Wow, livros são a coisa mais incrível'” Tem um livro que ela lembra ter descoberto enquanto ficava mais velha? O primeiro livro que fez ela sentir: “Oh! Sabe de uma coisa? Isso não é apenas sobre provas e escola”?

Ela encara para fora da janela, claramente pensando sobre minha pergunta. Depois de vários segundos, ela volta novamente para mim, com o rosto para cima. “O livro que eu provavelmente mais li é de Lena Dunham (Not That Kinf Of Girl). Um milhão de vezes, porque eu amo esse livro; a honestidade e seu humor cru. Eu realmente gosto do obscuro porque é maluco de ver a dor e as coisas que as pessoas passam sem contar para ninguém.”

Ela sabe a responsabilidade que ela tem. Você não pode fingir isso.

Quando eu questiono se ela já tinha feito algum tipo de escrita criativa quando estava na escola, ela diz “Eu digo, nós todos temos que fazer escrita criativa e inglês, mas eu não gostava muito porque eu me sentia forçada a fazer. Enquanto agora, é tudo que eu faço. Eu acabei de passar uma semana sozinha na Alemanha. Andando pelos Alpes, escrevendo e sentando no topo de alguma montanha. Isso é quando eu sinto que consegui atingir o objetivo dos meus dias.

Nós concordamos: Escapar para a natureza da a você o que você precisa para criar.

Eu pergunto a ela se a atuação foi algo influenciado pela sua necessidade de criar suas próprias historias. É claro que ela é uma contadora de historias – através da música, atuação e até mesmo da modelagem, e agora pela via de palavras escritas. Ela confirma com a cabeça. “Claro. Se eu não tivesse ido para a atuação, eu gostaria de ser uma psicologa de crianças ou terapeuta. A maneira que as pessoas tem relações com as outras – eu acho isso muito interessante. Quando eu comecei a atuar e me coloquei na vida de outras pessoas, isso me fez muito mais atenta. Contar historia junta as pessoas. Todos os filmes que eu fiz me fizeram perceber coisas sobre mim mesma e a maneira que eu posso me conectar com o personagem.”

Então como foi o processo de escrever o livro? No momento em que ela decidiu escrever um romance, ela se encontrou com diferentes possíveis co-escritores. E quando ela conheceu Rowan, ela soube. Como ela disse, foi como fogos de artifícios. “Foi como uma reação química.” ela me disse, “Eu não sabia o quão boa você seria com isso, mas estou impressionada.” Vindo de uma escritória incrível, isso é incrível de ouvir.

“Meus amigos mais próximos são como família. Eles me ajudam a me levantar.”

Então, “Mirror, Mirror”. Tem um personagem que ela se identifica mais? “Red; ela toca bateria, é uma garota-moleque. Para ser honesta, eu sinto que coloquei um pouco de mim em cada um deles.” Ela continua: “Quando eu era adolescente, eu estava em uma banda. Isso é tão importante, que os adolescentes tenham algo assim fora da escola, onde possa se conectar com os amigos, se expressar ou conhecer pessoas que não estão no mesmo circulo social, ou que não são ‘as crianças legais’, tanto faz. Porque esses são os amigos que você acaba tendo para a vida.”

“Quão importante é a amizade na sua vida?” Eu questiono. “Muito importante. Uma das razões de eu ter escrito esse livro, porque eu não estaria aqui hoje se não fosse pelos meus amigos e família. Meus amigos mais próximos, pessoas que eu chamo de meus melhores amigos, são como família. Eles me ajudam a me levantar.”

Eu perco a noção de que falta apenas alguns quilômetros para a entrevista terminar. Eu perco a noção porque eu estou adorando conversar com Cara. Essa pessoa fascinante, complexa e real. “O que você acha que foi o aspecto mais difícil de crescer, de ir de uma garota para adolescente para mulher?” eu pergunto. “Qual você acha ser o pior estagio, se existe um?” ela responde: “Quando você esta vivendo, todos os momentos parecem ser o mais difícil. E quando você olha para trás, parece que foi mais fácil. É difícil de apreciar, porque tem tanta coisa acontecendo, em termo dos hormônios e pressão, quando adolescente. Tanta pressão! E isso foi o que eu quis mostrar nesse livro. Com a mídia social, e a pressão de ter que ser ‘perfeita’ – você está apenas tentando encontrar sua identidade. A pressão disso já é muito grande.”

Eu me questiono qual foi a fase mais difícil de ela navegar. Ela exala, como se estivesse segurando o ar a muito tempo. Mexe a cabeça. “Quer dizer, eu sou tão sortuda. Eu estou vivendo meu sonho agora. Eu tenho uma vida incrível, podendo experimentar tanto. Eu não sei. Provavelmente a adolescência, especialmente com a escola e não ter um tempo para mim. E não pedir ajuda, ou falando ‘olha, eu estou sofrendo.’ Essa foi a maior lição que eu tive que aprender: expressar minhas emoções. Eu ainda estou aprendendo como fazer isso.” Não existia ninguém com quem ela conseguisse conversar? “Parecia como se eu estivesse completamente sozinha e eu não podia me expressar porque eu sentia vergonha das minhas emoções. Eu quero ter certeza de que as crianças saibam que emoções e vulnerabilidade são coisas importantes e que devem ser faladas. Nós estamos sozinhos, mas estamos nessa juntos. Nós todos somos humanos, passamos pelas mesmas coisas.”

Essa é a mulher que passa muito tempo nos olhos do público. Eu quero saber qual foi a experiencia que ajudou ela a entender o que essas crianças estão passando. Ela leva o próprio tempo para responder, suas sobrancelhas se juntam.

“Quando você é um adolescente, você está procurando alguém para idolatrar. Ver o efeito que pessoas como eu tem sobre os adolescentes agora me fez consciente de que se eles precisam de modelos fortes e positivas que estão tentando fazer o bem fora de si mesmas.”

Eu penso sobre os jovens que eu escuto na mídia social, aqueles que estão passando por algo em silencio, e eu suspeito de que Cara também passe. Depois eu pergunto a ela o que faz ela se sentir empoderada. Pode ser qualquer coisa – grande, pequeno, insignificante, profundo. “Estar sozinha ou sair caminhar, escrever ou apenas fazer coisas pelas outras pessoas. Ajudar pessoas. Você pode encontrar coisas que te empodere em qualquer coisa. É apenas sobre estar no momento e ser você mesma. Você não pode pensar sobre isso – é um sentimento que vem de dentro.”

Cara diz que esta confortável em sua própria pele. “Aceitar isso é um processo diário,” ela diz. “É sobre amar a si mesmo, ter certeza de que tirou um tempo para se respeitar. É sobre não se culpar sobre tudo.”

Qual a mensagem que ela quer que os leitores tirem de “Mirror, Mirror”? “Que a vida é uma mistura de desastres maravilhosos. Algumas vezes, você não estará habilitado para ir até alguém, então você precisa dessa força em você para que você saiba que você consegue e que tudo ficará bem. Saber que você pode conversar com outras pessoas. Tem mal entendidos e coisas dão errado, mas não julgue as pessoas. Tente entender os outros, e tente ver de onde as pessoas estão vindo.”

E é nesse momento que nós paramos o carro na Laurel Canyon Store. É aqui que Cara e eu iremos nos despedir. Essa viagem foi rapido demais, mas eu tenho apenas mais uma pergunta. Eu tiro meu cinto e me viro para ela. “Essa experiencia de inspirou a escrever mais?”

Uma expressão intensa surge. Seu rosto fica claro como o céu da Califórnia. “Sim. Tem muito mais que eu quero escrever. Isso é algo que eu quero fazer pelas outras pessoas, mas honestamente para mim também. Eu queria saber se eu poderia. E se apenas uma pessoa tirar algo positivo do meu livro, é tudo que eu me importo.”

Fonte: ELLE UK

 

Cara Delevingne é o rosto da capa de setembro da revista ELLE UK.

A revista contará com nada menos do que três capas alternativas que você poderá escolher no ato da compra.

A modelo e atriz foi fotografada por Kai Z Feng, roupas por Charlotte Stockdale.

Confira as três capas disponíveis:

Confira parte da entrevista contida na revista abaixo:

Modelo, ativista, atriz e agora autora, Cara Delevingne é a estrela de capa da edição de setembro da ELLE, que tem um visual completamente novo.

Como Cara está preparada para lançar seu primeiro romance “Mirror, Mirror”, ela se senta com a estimada autora Jennifer Niven em Los Angeles para falar sobre as dificuldades que ela experimentou em sua adolescência e como ela quer ser uma modelo positiva.

Quando as duas se encontram, Cara está exausta depois de um dia no set fotografando a capa.

Ela pede comida (da In-N-Out Burger, a rede culta de fast food da Califórnia), mas decide esperar para comer, ao invés de conversar com Jennifer Niven, uma autora que já vendeu milhões de cópias em todo o mundo.

Cara no momento mais difícil da vida até agora:

“Provavelmente [como] uma adolescente, especialmente com a escola e não ter uma pausa … Essa foi a maior lição que tive de aprender: comunicar minhas emoções corretamente. Ainda estou aprendendo a fazer isso.”

“Parecia que estava completamente sozinha e não conseguiria me expressar porque me sentia envergonhada de minhas emoções. Quero garantir que as crianças percebam que as emoções e a vulnerabilidade são importantes e devem ser faladas”.

Ao sentir-se capacitado:

“É sobre estar no momento e ser você mesmo. Você não pode pensar em ser autorizado. É um sentimento que vem de dentro.”

Sobre o que a levou a escrever um romance para adolescentes:

“Eu sempre tive essa maravilhosa conexão com os adolescentes… Meninas me enviam mensagens como:”Estou realmente lidando com a pressão de meus pensamentos, meus amigos, transtornos alimentares”. Esse tipo de coisa, onde eu era, tenho a oportunidade de estar realmente lá para ajudar… ser uma voz para os adolescentes e ser honesta sobre como eu sofri como adolescente”.

Na mensagem, ela quer que os leitores tirem do “Mirror, Mirror”:

“Essa vida é uma bela mistura de desastre maravilhoso, mas realmente amar a si mesmo é tão importante”.

Sobre ser uma modela positiva:

“Quando você é adolescente, você está procurando alguém para idolatrar. Ver o efeito que pessoas como eu tem nos adolescentes agora me fizeram ser consciente de que as crianças têm modelos fortes e positivos que estão tentando fazer o bem fora de si mesmos.”

Sobre se ela vai escrever mais livros:

“Sim. Tenho tantas coisas mais que eu quero escrever. Isso é algo que eu queria fazer para outras pessoas, mas honestamente também era para mim. Eu precisava ver se eu poderia.”

“Todos nós precisamos fazer escrita criativa e inglês, mas não gostei tanto porque me senti forçada. Enquanto agora, é tudo o que eu faço. Acabei de passar uma semana sozinha na Alemanha, andando pelos Alpes, escrevendo sentada no topo de uma colina. É quando eu sinto que aproveito ao máximo os meus dias.”

Leia a entrevista completa na edição de setembro de ELLE UK, em venda nas bancas no dia 15 de agosto.

“Mirror, Mirror” por Cara Delevingne estará nas livrarias em 5 de outubro. Jennifer Niven é a autora de nove livros, incluindo os best-sellers “All The Bright Places” e “Holding Up the Universe”

Confira todas as imagens sincronizando no álbum abaixo:

Cara Delevingne para ELLE UK

Deixando claro que essa data para o lançamento do primeiro livro escrito por Cara Delevingne é válido para a Europa, não sabemos se o livro será lançado na mesma data no Brasil e se o nome dele permanecerá como “Mirror, Mirror”. Fiquem ligados para mais informações sobre o livro no Brasil. 

 

Fonte: ELLE UK

 

 





Facebook
Instagram
Parceiros
  • Blake Lively Brasil