CAMPANHAS: Cara Delevingne para MagnumXMoschino

Quando a Magnum anunciou os nomes de Cristina Ferreira e Rita Pereira como embaixadoras da marca para Portugal, desvendou desde logo que ainda daria a conhecer as personalidades que representariam a marca a nível mundial. A atriz e modelo Cara Delevingne e o diretor criativo da Moschino Jeremy Scott são os nomes escolhidos.

Segundo a marca, os dois embaixadores vão libertar o seu lado mais selvagem com a ajuda da Magnum e dos dois novos sabores. Está garantida também a sua presença no evento da Magnum organizado no âmbito do Festival de Cinema de Cannes.

Segundo a marca de gelados, a Moschino é a parceira perfeita para o lançamento da campanha “porque acredita que a moda deve ser destemida”. Em comunicado, sublinha ainda como a marca de luxo é conhecida por “testar continuamente os limites do estilo, lançando peças aguerridas que são, hoje, a sua imagem de marca”.

Cara Delevingne foi escolhida devido à sua excentricidade e ousadia. “A divertida top model tem-se destacado pela sua autenticidade sem filtros nas passarelas”, explica a Magnum.

A ousadia de Jeremy Scott une-se à irreverência de Cara Delevingne na nova campanha da Magnum. O designer da Moschino e a supermodelo protagonizam um teaser que celebra os dois novos sabores de verão. Estes serão apresentados no dia 18 de maio no festival de cinema de Cannes pelos dois novos embaixadores da marca.

Confira vídeo:

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EVENTOS: Cara Delevingne comparece ao MTV Movie & TV Awards

Neste Domingo (07/05) aconteceu em Los Angeles a premiação da MTV Movie & TV Awards.

Claro que Cara Delevingne compareceu ao evento, e a mesma provou mais uma vez que sabe se vestir e que pode usar qualquer look. A atriz que recentemente raspou a cabeça, deixou seus pequenos cabelos da cor de um loiro platinado para o evento. Delevingne trajava um vestido curto e preto da marca Saint Laurent e botas pretas de cano alto. A cabeça recém raspada de Cara deixou os brincos de Anita Ko. visível dando um toque ao traje.

Para completar a atriz fez um desenho geométrico na parte de trás de sua cabeça usando a cor prata, confira:

Painted lady: The model decorated her skull with a silver design on her skull

Delevingne estava acompanhada de sua irmã Poppy Delevingne e de seu companheiro de trabalho Dane DeHaan.

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CANDIDS: Cara Delevingne é vista gravando em Toronto

Após passar um fim de semana na cidade de Nova York por conta do evento MET Gala 2017, Cara Delevingne retornou para sua rotina de gravações em Toronto, Canadá.

A atriz está passando muito tempo na cidade canadense por conta das gravações do filme “Life in a Year”. A longa tem data de estréia prevista para 2018.

Nas fotos Delevingne aparece novamente com uma peruca cor de rosa e em alguns momentos seu colega de trabalho, Jaden Smith aparece nas fotos.

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CANDIDS: Cara Delevingne é fotografada deixando seu hotel em Nova York

Um dia após o Met Gala, que ocorreu no dia 1º de maio, Cara Delevingne foi fotografada nesta terça-feira (02/05) deixando seu hotel em Nova York. A atriz estava saindo da cidade para voltar ao Canadá e continuar com as gravações de Life In a Year.

Delevingne trajava um moletom vermelho, sobretudo preto, jeans, óculos escuros, tênis da puma, bolsa da chanel e um gorro preto que cobria a cabeça raspada.

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EVENTOS: Cara Delevingne comparece ao MET Gala 2017

Cara Delevingne compareceu nessa segunda-feira (01/05) ao MET Gala 2017, baile anual no Metropolitan Museum of Art, em Nova York.

O evento tem como objetivo arrecadar fundos para o setor de moda do museu, o evento teve Gisele Bündchen e Tom Brady, Katy Perry, Anna Wintour e Pharrell Williams como anfitriões e homenageou a estilista japonesa Rei Kawakubo, da Comme des Garçons. Esta será a segunda vez na história da Met Gala que uma exposição será dedicada a um criador vivo. A última foi uma retrospetiva do trabalho de Yves Saint Laurent, no ano de 1983.

O tema deste ano é “Arte do Intermediário”. Cara Delevingne compareceu ao evento trajando uma roupa da grife Chanel, da coleção primavera 2017. A atriz acabou por pintar sua cabeça de prata e a decorou com pequenos brilhantes.

Mais cedo no mesmo dia Delevingne foi fotografada enquanto ia até uma loja de joias, a atriz trajava um terninho branco e preto e um gorro preto. Confira todas as imagens sincronizando com as miniaturas abaixo:

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CANDIDS: Cara Delevingne é vista em Nova York

Cara Delevingne deixou Toronto no Canadá e voou para Nova York nos Estados Unidos. A atriz estava em Toronto para as gravações de seu novo filme “Life in a Year” ao lado de Jaden Smith.

A atriz foi fotografada neste domingo (30/04) enquanto deixava seu hotel na cidade de Nova York, Delevingne continua a cobrir sua cabeça raspada e apareceu nas ruas com um gorro preto, camiseta branca, casaco de couro preto e jeans.

Na chegada da noite a atriz foi com suas amigas Kendall Jenner, Kylie Jenner, Bella Hadid e Hailey Baldwin foram ao aniversário de Travis Scott no restaurante Cipriani.

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ENTREVISTAS: As irmãs Delevingne concedem entrevista para revista Porter

As imparáveis irmãs Delevingne, rainhas de tudo que tocam – da moda e de Hollywod até filantropia e redes sociais – tem uma nova HQ. Vassi Chamberlain conversa com o extraordinário trio britânico, no novo e elegante apartamento em Londres da irmã do meio, Poppy, para conversar sobre crescer juntas, serem melhores amigas e sobre aquele gene de festeiras.
Poppy Delevingne abre a porta de entrada da sua nova casa em Londres e me deixa entrar por um corredor escuro cujo as paredes são tão envernizadas que elas chegam a cintilar. Essa é a primeira “casa de adulta” dela desde que ela saiu da majestosa casa de seus pais Charles e Pandora alguns meses atrás; a primeira vez em que ela não mora com suas duas irmãs, Chloe e Cara. Ah sim, as garotas Delevingne, ou “Deles”, como o fenômeno social é conhecido – três, muito amigas e igualmente encantadoras, mas muito diferentes, que se tornaram quase que como uma marca global por acidente, na qual nascimento, beleza e personalidade têm desempenhado um papel. “Meus três anjos”, como o pai delas as chama – isso é, quando elas não estão fazendo travessuras, coisa da qual as três são muito boas.
Hoje, Poppy está vestida para um “dia de edredom” com leggings, uma camiseta de manga comprida, meias, seu cabelo em um rabo de cavalo e seu rosto sem maquiagem. Ela parece jovem e vulnerável, cabelo liso e branco acentuando a palidez de sua bonita pele britânica.
Ela me leva para baixo por um lance de escadas, até chegarmos em uma cozinha comprida e iluminada, que encosta em um jardim. Um episódio de Sex and the City está pausado na TV, revistas, um diário e um caderno aberto estão jogados no carpete e uma coleção de 20 estranhas obras de arte de Hugo Guinness preenchem as paredes. “Cada uma conta uma história diferente sobre meu relacionamento com Cookie”, ela docemente diz, se referindo à James Cook, seu marido de quase três anos.
A garota, cuja tia Melinda Stevens descreve como tendo tanto um “extremo carisma” quanto um “gene de festeira”, como ela mesma admite. “Ah meu Deus, eu sou tão rude”, ela diz de repente, enquanto levanta do grande e aveludado sofá no qual ela acabou de sentar. “O que posso te servir? Cookie e eu,” ela diz, pegando na chaleira com um sorrisinho, “estamos sem cafeína.” Dirty martinis, a bebida preferida dela, ainda não estão na sua lista do não.
Poppy, 30, é principalmente conhecida como modelo e aspirante a atriz, que já foi escolhida para um elenco, ela prontamente admite, por causa de seu nascimento privilegiado, que aparentemente fez pouco além de ir a shows e festas da moda. Mas ela sempre foi levada por seu senso de moda e elegância, tanto como pelo seu maravilhoso comportamento a moda antiga, e ela está agora com papéis em dois filmes de grande espera que sairão mais tarde nesse ano – o primeiro, em maio, Rei Arthur: a Lenda da Espada, e o segundo, em outubro, Kingsman: o Círculo Dourado.

Eu conheci Poppy e sua irmã mais velha Chloe, mais ou menos no final de 1990 na França. Elas eram adolescentes fofas e magras (“Todas elas são incrivelmente magras,” diz o pai delas, “embora façam as coisas elas mesmas”) usando biquínis. Elas passaram o dia todo pulando e saindo da piscina, os narizes com sardas delas ficando rosa na luz do sol. Ocasionalmente elas paravam para dar um abraço e um beijo no avô querido delas, o editor Sir Jocelyn Stevens, e também roubando goles do seu rosé quando ele não estava olhando. A cena não poderia ser mais paradisíaca.
Um ano depois, num domingo de almoço na casa dos pais delas em Londres, eu conheci Cara. Ela tinha oito anos, vestida com um uniforme de futebol azul e branco do Chelsea, seu cabelo loiro enquadrando o que já era naquela época um rosto extraordinariamente bonito e cativadoramente estranho. Ela cantou consigo mesma, jogou em seu Gameboy e sentou na cadeira de sua bateria, afastando-se, perdida na ilha de Cara. Tinha algo que te movia até ela. Eu lembro de saber com uma convicção absoluta de que ela seria famosa algum dia.
Superficialmente falando, você pode pensar que essas garotas são como uma versão britânica das Kardashians: três irmãs maravilhosas, amigas da mídia, nascidas para o privilégio, que aparentemente amam a atenção e apenar por serem, bem, populares e bonitas, e por conhecerem todo mundo, de Prince Charles à Taylor Swift. Eu imagino que a comparação provavelmente as diverte e as horroriza ao mesmo tempo. Mas enquanto a existência das Kardashians é baseada nos comerciais cuidadosamente orquestrados de uma senhora Bennet do século 21 – matriarca Kris Jenner – o sucesso das Delevingners evoluiu organicamente sem nenhuma força orientadora dizendo-lhes o que fazer, como se vestir ou de quem serem amigas. Elas são suas próprias pessoas. Cada uma delas canta de um jeito diferente, e acharam, por tentativa e erro, sua própria voz individual.
“Elas são irmãs excepcionais, o trio mais maravilhoso,” diz o pai delas, rindo consigo mesmo quando eu peço a ele para descrever as filhas dele. “Elas não tem ciúmes uma das outras e isso é tão atraente. Eu tenho tantas histórias de infância que eu poderia contar à você – Poppy afogando o hamster da Chloe, Chloe balançando o braço da Poppy com tanta força que ela deslocou ele. Chloe era mais tímida e retraída, apesar de se interessar por meninos quando bem nova. Poppy era sociável e Cara, invés de ser minha pequena princesa, era meu pequeno príncipe, sempre se vestindo com uniformes de futebol. Ela era a coisa mais fofa.” Como a irmã do meio, Poppy pensa dela mesma como “a cola no sanduíche”. É uma boa analogia para ela, enquanto você a vê mover de um mundo para o outro, igualmente em casa em Mustique socializando com as crianças do Jagger como quando está em Nova Iorque, com grandes personalidades do mundo da arte como Dasha Zhukova e Larry Gagosian; em Los Angeles com sua melhor amiga Sienna Miller; e é claro, no mundo da moda, onde ela é amiga dos designers Karl Lagerfeld e Peter Dundas. “Ela é a mesma palhaça engraçada, simpática e louca que eu comecei a amar quando nos conhecemos,” diz Dundas, que fez o vestido de casamento de Poppy. “Ela nunca levou ela mesma muito seriamente. Eu a vi recentemente fazendo flexões na pista de dança do bar Basil’s em Mustique, com um vestido de lamé prata e ela me fez gargalhar muito.” Embora quintessencialmente britânica com seu humor indecente e seu amor descarado pelo hedonismo, os americanos, provavelmente porque ela parece e soa tão refinada, gostaram dela também; ela é mais moderna; uma versão melhorada da tradicional It Girl, com demanda tanto para sua beleza quanto para sua inteligência. E mais, com elas não tem falsidade, sem olhares sobre o ombro, sem se afastar dos amigos. Ela, e suas duas irmãs, são quase que patologicamente fiel à seus amigos de infância.
Ser modelo não veio facilmente para Poppy, uma batalhadora que quase saiu do mundo da moda. Anya Hindmarch eventualmente a colocou em uma campanha. “Eu estava quase desistindo,”Poppy diz. “Eu estive tentando por 6 meses e nada, e aí isso veio.” Ela trabalhou com muitas marcas desde então, incluindo Louis Vuitton e Versace. Ela tem certeza de que sua carreira é diferente da de Cara(“Sim, eu modelei por anos mas eu não era realmente uma modelo”), que ela é vista mais como uma modelo “social”, da qual o nome e presença em festas e shows são tão importantes quanto seu look. Lagerfeld entendeu a sua importância e a tornou embaixadora da Chanel. Ela também colaborou em coleções para a marca de sapatos Aquazzurra e para os biquínis Solid & Striped. Mas o que é interessante, e o que a faz única, é como pelo trabalho duro e perseverança ela conseguiu alterar a percepção inicial que outros tiveram dela. A marca de high-fashion LOVE a colocou em sua capa em 2015 e agora, ainda mais significante, ela foi contratada pela agência de talentos de Hollywood de Ari Emanuel, WME. Quando eu a pergunto que tipo de atuação ela tem interesse em, a resposta dela é surpreendente. “Charlize Theron em Monster,” ela diz. “Eu quero desaparecer completamente na pele de outra pessoa.”
Cara, 24, a mais nova, é claro, a mais conhecida; uma modelo de sucesso global, como Kate Moss e Cindy Crawford, exceto que com um poder maior por causa de seu colossal número de seguidores no Instagram (36 milhões). Seu primeiro ensaio foi com 10 anos, com Bruce Weber para a Italian Vogue, modelando para um chapéu de Philip Treacy; com 16, ela estava na campanha da Burberry; com 18, ela era um fenômeno global, simplesmente conhecida como “Cara”, perseguida nas ruas por paparazzis. Ela apareceu na cena da atuação alguns anos atrás com Cidades de Papel, e mais recentemente em Esquadrão Suicida. Este ano, ela vai aparecer perto dos vencedores do Oscar, Alicia Vikander e Christoph Waltz em Tulip Fever e no filme de Luc Besson, Valerian. Mas o que a define – mais do que sua beleza de outro mundo, suas milhares de capas de revista e campanhas de moda, a voz angélica dela (assista aos dois vídeos do YouTube dela, cantando com William Heard e Pharrell Williams) – é o jeito com que ela fala para gerações sobre saúde mental e sexualidade. Ela fala abertamente e emocionalmente sobre seus problemas pessoais, o quão difícil ela ás vezes acha a vida, e sobre se apaixonar por mulheres. O movimento de gêneros sem dúvidas deve a ela.
Chloe, 32, a mais velha, é naturalmente quieta e menos teatral, embora seu humor seja sofisticado e enérgico. “Nós todas temos as mesmas regras de moral,”Chloe diz. “Eu faria qualquer coisa por elas. Nós somos muito sortudas, a química entre a gente é quase perfeita. Nós temos um grupo no WhatsApp que não para um minuto.” As três recentemente passaram o Natal juntas (com a sua avó Janie Stevens, dama de companhia da princesa Margaret) na casa de Chloe em Oxfordshire onde ela agora vive com seu segundo marido, o imobiliário Ed Grant, e suas duas crianças, Atticus, 3, e Juno, 18 meses.
O pai delas chama a Chloe de “a acadêmica”. Ela queria fazer algo na área de ciências (ela tem um diploma em ciência biomédica e biologia humana e está querendo fazer um doutorado ou mestrado), mas por agora ela está focada em ser mãe e filantropia; ela é cofundadora do Lady Garden, uma caridade para o câncer.
Enquanto a mídia britânica a considera uma celebridade, internacionalmente ela é a menos visível. Mas ela tem um papel crucial no ecossistema das irmãs Delevingne – ela é a figura de mãe, aquela que as outras chamam quando precisam de ajuda, quando precisam ser trazidas de volta pra Terra. “Ser em três é muito importante pra dinâmica delas,” diz a tia delas. “As vidas de Cara e Poppy são similares, mas a razão das três juntas ser tão fundamental para o relacionamento delas é porque Chloe pode aparecer e ser aquela voz calma quando as coisas estão para explodir. Ela é o tigre, muito protetora.” Eu vi essa proteção no Glastonbury, dois anos atrás. Os Rolling Stones estavam tocando no palco Pyramid e nós estávamos em um grupo assistindo ao show. Chloe de repente pediu para nós fecharmos um círculo em volta da Cara. Pessoas no festival estavam tentando tirar fotos da irmã dela. Ela educadamente os pediu para parar.
“Minhas irmãs são minhas melhores amigas,” diz uma Cara com sono, no telefone diretamente de Los Angeles. “Ah meu Deus, é incrível ter aquelas duas. Eu não sei o que faria sem elas, seria aterrorizante. Nós passamos por tudo juntas. Elas me ajudaram a me levantar. Elas me ensinaram o amor que eu tenho pela música. Nós costumávamos fazer danças para músicas das Spice Girls, o que ainda fazemos. É a coisa mais purificante do mundo. Eu nunca iria querer imaginar um mundo sem Poppy e Chloe. Coloque deste jeito, se alguma delas matasse alguém, eu ajudaria a esconder o corpo.”
A dinâmica entre as três no dia do ensaio foi de negócios, como sempre. Cara chegou de um voo de Los Angeles. Mesmo se ela estivesse se sentindo cansada, as outras duas não estavam ligando pra isso, cutucando, abraçando e beijando ela. Para elas, ela é a “irmãzinha menor”. “Elas sempre foram muito boas com conselhos”, diz Cara, “sendo para carreira ou relacionamentos. Conselho de irmã é sempre o melhor porque elas te conhecem melhor do que qualquer um. A melhor coisa sobre estar com elas é ESTAR com elas.” Em um momento, as três deitaram na cama juntas e enquanto o fotógrafo estava arrumando a iluminação, elas examinaram a boca uma das outras. “Você tem um bigode”, uma delas disse. “Você também”, disse outra. Quando tudo ficou quieto, Cara cantarolou as letras da música Closer (“We ain’t never getting older”) do The Chainsmokers ou falou em uma voz de criança. “De onde veio isso?”Chloe perguntou, fazendo uma careta. “Não sei”, disse Cara, continuando, claramente se relembrando de uma tática de irritação de irmãs bem sucedida, possivelmente uma ressaca do tempo em que Chloe e Poppy começaram a ignorá-la, quando chegaram na puberdade. “Alguma coisa mudou muito rapidamente e eu comecei a vê-las bem menos,” ela diz. “Elas tinham esse quarto rosa e roxo onde elas costumavam ficar com os amigos dela. Eu tinha muito medo dele porque nunca me permitiam entrar.”
Poppy diz que a coisa que as une agora é a infância maravilhosa delas. Elas vieram de famílias cheias de personalidade dos dois lados. O pai delas, Charles, aka Chucky D (até as garotas o chamam assim), é um investidor muito bem sucedido, amado por todos, a alma e vida de todas as festas. (“Chucky D é o meu herói”, diz Poppy. “Quando James me pediu em casamento, eu disse que uma coisa que ele tinha que saber era que meu pai sempre seria o número 1.”)
Mesmo elas sendo discretas sobre isso, o que as faz ser quem são, é o fato de que elas nasceram em uma família onde saúde mental e vícios eram coisas que elas viram desde pequenas. A mãe delas, Pandora, é de uma beleza renomada, muito sagaz e elegante, que uma vez apareceu na capa da Tatler de biquíni. Ela se rendeu ao vicio quando as duas mais velhas estavam chegando na adolescência, uma batalha que ela tentou muito ganhar, mas ainda não venceu. Mesmo assim, as três são extremamente fiéis a mãe. “Houveram momentos complicados,”Poppy diz quietamente. “Eu tinha 12 anos quando tudo começou a acontecer, que é a época em que você mais precisa de uma mãe – menstruação, querer saber o que é sexo. Cara tinha seis anos de idade. Ela literalmente se abraçava a mim para dormir. Ter uma a outra era muito importante.”
Isso tudo inevitavelmente marcou elas (todas as três deixam transparecer suas emoções), mas enquanto que o compartilhamento de experiências traumáticas afastam alguns, nesse caso só reforçou a ligação delas. Elas parecem intrinsecamente certas de que passar tempo com elas às vezes pode parecer que você está preso em um campo de força emocional. Mas o que as faz tão atraentes é o quão empáticas elas são, um traço de personalidade que é normalmente perdido quando a fama entra na equação. “Nós todos aprendemos que doenças mentais e vícios são doenças e eu acho que muitas pessoas deixam isso passar,” diz Poppy. “O que as pessoas não entendem é que é um desequilíbrio químico; é como o câncer, uma doença, e as pessoas precisam ver como isso. Então quando as pessoas me perguntam, ‘você está brava com a sua mãe?’ eu fico tipo, ‘não, não tem nada para se ficar brava.’ Nós todas só queremos estar ali para ela. Nós vimos a sua luta, ela é tão forte por nós, adora dar amor e só quer ser amada de volta, e nós todas damos isso à ela, esse é o porquê de meus pais ainda estarem juntos e felizes.”
Eu me pergunto se a razão das garotas Delevingne brilharem em situações sociais é pelo fato de suas vidas, e as vidas das pessoas à sua volta, serem tão estruturadas por festas, proporcionando uma espécie de superficialidade forçada, mas necessária. “Nós temos um grande gene de festeiras,” diz Stevens. “Nós somos pessoas extremas, muito disso vem do meu pai (Jocelyn Stevens). Ele estava sempre dançando e festejando, uma grande energia criativa. Nós somos todas possuídas por essa extravagância, o desejo de dançar em cima das mesas. Mas nós todas também temos o lado B, o outro lado, que é olhar para o abismo e vê-lo olhar de volta para nós. Mas você não consegue nos colocar para baixo por causa dessa alegria, dessa vontade de viver a vida ao máximo.”
Poppy, apesar da sua exuberante personalidade, é também bem caseira. O casamento a deu conforto e estabilidade. Ajuda também que James conhece sua esposa muito bem; ele nunca foge de mostrar sua opinião e nunca hesita em tirá-la de situações (festas, festivais, etc…), frequentemente vocalmente, para a diversão dos seus amigos.
No dia do ensaio eu perguntei à ele se ele tinha discordado com os planos da esposa dele (e a decoradora Joanna Plant e o arquiteto Alex Tart) para a casa? “Err, sim,” ele respondeu. Enquanto os andares superiores são iluminados, o térreo é escuro e emocional “como o Hotel Costes”, diz Poppy. “Eu peguei a ideia da parede envernizada da maravilhosa Christine d’Ornano. E eu tinha que ter um bar. Eu estava tipo, ‘eu preciso de uma casa com um bar!'”. Uma placa de neon fica acima dele, escrito “one for the road” (feita para a estrada). Mas é o quarto deles – tudo numa cor rosa meio “sujo”, das paredes ao carpete, cortinas, cama e dossel – que o James pode ter discordado. Poppy ri. “Ele me disse ‘isso vai ser um desastre’. E agora ele absolutamente ama.”
A pergunta que não param de perguntar à eles desde que se casaram é quando eles terão uma criança. “Sabe quando você tem um banquete de domingo e você deixa as batatas pro final?” ela diz. “Bem, bebês serão minhas batatas e eu vou tê-los por último.” O pai dela vai um pouco mais longe. “Poppy não quer ter filhos por algum tempo porque ela está aproveitando muito a vida; ela casou com James porque percebeu que achou alguém para a vida toda.”
É essa segurança conjugal que a deu a liberdade de se mudar para LA, como ela está fazendo, mesmo que temporariamente, para os primeiros meses de 2017, para se concentrar em testes para filmes. Atuar não é sempre algo que te conduz a ter relações duradouras e fortes. Ela se preocupa em como isso vai afetar a dela? “A coisa maravilhosa sobre meu marido é que somos muito bons em sermos independentes,” ela diz. “Nós estivemos juntos por 9 anos e pelos 12 primeiros meses, eu morava em Nova Iorque. Eu acho que muitas pessoas acham isso bizarro mas realmente funciona para nós. Nós meio que nos aproveitamos muito quando estamos juntos, esses momentos são muito especiais.” Ela diz que não há uma noite na qual eles não vão para a cama rindo. “Eu não conseguiria ficar com outro lunático,” ela diz, se referindo à ela mesma.
James, um antigo ator ele mesmo, é o maior campeão de sua esposa. “Ele sabe o quanto eu quero isso,” ela diz. Tanto que ele regularmente filma Poppy ensaiando para os testes em um quarto de visitas. Quando ela recebeu a ligação que ela conseguiu um papel em Kingsman: o círculo dourado, ela começou a chorar e ele disse à ela, “Baby, vá e conquiste, é o que você está aqui para fazer.”
No meio tempo, o casal toma café da manhã juntos toda manhã às 7h antes de James ir para o trabalho de MD da agência de aviação de sua família. Eles sentam em uma pequena mesa da cozinha, os dois em pantufas monocromáticas e roupões iguais (um presente do amigo deles André Balazs). Quando eles se mudaram seis meses atrás, eles planejaram dar festas de jantas todas as quintas, mas só conseguiram fazer duas até agora. Poppy diz que gosta de cozinhar, na maioria da vezes um frango assado e espaguete a bolonhesa. James sempre me fala, ‘você trabalha bem com carne moída’, o que seja que isso signifique.”
Ela diz que levou algum tempo pra ela escolher sua vocação, ao contrário de Cara, que sabia o que queria ser desde pequena. “Ela é muito ambiciosa, a Cara. Ela sempre soube o que queria e ela é uma pessoa muito ativa. Ás vezes eu ligo pra ela e eu fico tipo, você precisa me ajudar a ser ativa, e ela fica tipo, ‘Vamos lá!'”. Enquanto em LA, Poppy terá Cara como companhia; o par está pensando em comprar uma casa juntas enquanto elas correm atrás de seus sonhos de atriz. Poppy diz que ela não é uma artista natural, mas diz que gosta do desaio de se expor, e que atuar a faz se sentir incomfortável e ela gosta disso. Ela tem o que chama de “Harlem shakes”, o que ela recentemente teve quando deu um discurso no evento de arrecadação Save the Children em Londres, o qual ela apoia. “Mas eu dei essa voz,” ela diz rindo. “Eu acho que soou boa em ser a má. Eu não acho que eu poderia fazer a garota ingênua, minha voz conta uma história diferente!”
Eu a deixo para uma rara noite de assistir mais Sex and the City. Uma escolha estranha para alguém tão jovem mas ela diz que a conforta, como ver velhos amigos. Ela pede uma pizza e, como sempre faz, vai deixar um pedaço para o café da manhã de amanhã. Mas antes de dormir, ela vai ligar para Cara e Chloe no FaceTime e dizer à elas o que ela sempre diz, que ela ama elas “até a lua e as estrelas”.
“Elas são meu tudo, sabe,” ela diz enquanto estamos na porta dizendo nossos tchaus, “minhas ervilhas em uma vagem. Eu não conseguiria viver sem elas.”

Fonte: Revista Porter

Entrevista traduzida por Natasha Campi da equipe do CDBR

CANDIDS: Cara Delevingne é fotografada no set de “Life in a Year”

Cara Delevingne foi fotografada nesta quinta-feira (27/04) enquanto caminhava pelo set de gravações do seu mais novo filme, “Life in a Year” em Toronto no Canadá.

A atriz usava novamente uma peruca cor de rosa que cobria a sua cabeça recém raspada para o seu papel no filme. Delevingne trajava uma roupa casual composta de calça jeans, camiseta e jaqueta.

Confira todas as imagens sincronizando nas miniaturas abaixo:

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