Cara Delevingne está na revista  WSJ deste mês que vai as bancas dia 30 de maio nos Estados Unidos. Confira a matéria completa com Cara Delevingne divulgada pelo site da revista:

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Todos os olhos em Cara Delevingne

A estrela do Instagram e do mundo da moda, a supermodelo britânica Cara Delevingne espera que uma série de papéis, incluindo o próximo filme deste verão ‘Cidades de Papel’ de início a uma carreira de sucesso em Hollywood.

Cara Delevingne faz campanhas para Chanel, Fendi, DKNY, Topshop, Mulberry (onde ela projetou suas próprias bolsas) e TAG Heuer (o relojoeiro lançou um relógio edição especial com sua assinatura). “Não me surpreende que ela construiu algo tão enorme” diz diretor criativo Christopher Bailey, que deu a Delevingne seu primeiro contrato de modelo em 2011. “A plataforma de redes sociais combinam com Cara perfeitamente porque é imediato. As pessoas vêem o real ela, ocasionalmente louca, sempre divertida e absolutamente autêntica”. Até Cara Delevingne diz que sua popularidade digital tem a ajudado profissionalmente “Eu não teria tido tanto sucesso sem isso, nem um pouco. Nos anos 90, eu não teria sido uma supermodelo”

Mas Delevingne não quer ser apenas uma modelo. Ela também quer atuar e cantar, uma ambição que despertou aos 5 anos, quando ela interpretou Maria na sua escola, no natal. Agora o sonho está se tornando realidade, como ela embarca em uma série de filmes, incluindo um papel de protagonista em ‘Cidades de Papel.’

Delevingne é a primeira a admitir as armadilhas de tentar apostar em uma carreira em Hollywood. “Eu não quero ser aquele clichê: modelo-atriz” ela diz durante um jantar em Momofuku Daisho em Toronto, depois de um dia de treinamento intenso para seu próximo filme, ‘Esquadrão suicida’ “Eu estou com tanta fome, eu vou chorar” diz antes de pedir alegremente para nós, ostras, frango frito, brócolis com salsicha, uma costela de porco e um bife.

“Eu olho para Cara como um pluralista, ela é ambiciosa sobre muitas coisas” disse Pharrel, “Ela é uma pessoa natural, ela entra em qualquer personagem que ela é suposta a ser”.

Essa sua vontade a ajudou a conseguir o papel de Margo Roth Spiegelman do livro ‘Cidades de Papel’, Delevingne concorreu ao papel junto de cerca de 200 atrizes.

“Nós fomos para a audição com ceticismo de que ela seria a certa, mas seu desempenho nos pegou”, disse produtor Wyck Godfrey, quem também decidiu o elenco de ‘A culpa é das estrelas’ e de ‘Crepúsculo’.  Durante a audição, ela e seu co-estrela, Nat Wolff foram convidados a improvisar com base em uma cena que Margo diz  “As pessoas sempre olharam para mim e só viram o que eles queriam ver” Recordando o momento, Delevingne diz que “Ambos (Ela e Nat Wolff) acabamos chorando, porque estávamos conectados a isso tão bem.”

“Foi real, eu não senti que ela estava atuando” Diz Jake Schreier, diretor de ‘Cidades de Papel’. “Em uma escala global, Cara é uma versão de Margo. As pessoas projetam todas suas fantasias sobre ela”.

Modelagem sempre foi concebida como um desvio, uma maneira de fazer dinheiro para Delevingne, para que ela pudesse viajar com seus amigos depois de se formar no internato Bedales, onde ela percebeu que não tinha vontade de frequentar uma universidade.

Cara sobre seus primeiros ensaios fotográficos.

“Eu era como um animal em uma jaula. eu não sabia onde estava a câmera, então eu só me movia”

Depois de conseguir um grande contrato, Delevingne sentiu-se obrigada a deixar seus sonhos.

“Basicamente, eu desistir de atuar, porque tentar obter uma agente era impossível. Todo mundo dizia: ‘Você é apenas uma modelo’

“Assim que eu tive na mente de que eu iria ter que fazer essa coisa de modelagem, eu realmente queria vencê-lo, se isso faz sentido. Eu queria ganhar.”

Apesar de atingir várias marcas enormes, estrelando em campanhas para Burberry e Chanel, aparecendo na capa da Vogue britânica e americana, trabalhando com fotógrafos como Mario Testino, Bruce Weber e Tim Walker, ela diz “Foi chocante para mim” Delevingne nunca se sentiu totalmente à vontade.

“Eu acabei me sentindo vazia. A moda é sobre o que está do lado de fora, e é isso. Não há nenhuma pesquisa, é só criar coisas consideradas bonitas.”

Parte do apelo de Delevingne é essa sua vontade de sair da perfeição, então ela posa para fotos cruzando os olhos, mostrando a língua e fazendo caretas.

“As pessoas vêem uma garota bonita, e eles esperam para ver um rosto bonito. Eu não vou fazer isso” diz Delevingne.

Delevingne atrai a atenção dos tabloides constantemente, quer se trate sobre noitadas ou especulações sobre seus relacionamentos.

“Isso realmente me faz querer nunca mais colocar os pés para fora. Eu costumava ler essas coisas e me torturar.”

Ela também se irrita com atitudes hegemônicas da indústria da moda sobre a beleza.

“É horrível viver em um mundo onde eu recebo telefonemas de alguém dizendo: Você está festejando muito, você quem está procurando essas coisas, você precisa perder peso. Isso me deixa tão irritada. Se você não quiser me contratar, então não me contrate.”

Determinada a fazer a transição de modelagem para a atuação e provar suas habilidades, ela marcou uma audição para um papel sem falas em 2012 no filme de Joe Wright, ‘Anna Karenina’. “Cara se colocou com seus próprios passos” Diz a diretora do elenco Jina Jay. “Ela trabalhou muito duro, se preparou, focada, corajosa e inteligente.” Ela ganhou o papel, e Wright lhe colocou em seu próximo filme ‘Pan’, como uma sereia, depois a recomendou para o diretor Michael Winterbottom, que a colocou no elenco de ‘The Face of an Angel’.

“Eu tive muita sorte, porque se eu não tivesse feito ‘Anna Karenina’, eu não teria conseguido nada” diz Delevingne, que assinou com William Morris Endeavor em 2014. Ela descobriu o mundo do cinema um refúgio. “Na atuação, a ultima coisa que você quer fazer é parecer bonita, modelagem realmente faz a atuação ficar difícil. Faz você se sentir tão longe de si mesma.”

Houve contratempos, incluindo uma potencial parte em um filme de Beach boys, que nunca aconteceu. “Eu fiquei de coração partido” diz ela. “Com a modelagem se alguém consegue um emprego, eu fico, sim, claro, e tem tantas modelos melhores. Mas com a atuação, você cresce como um anexo para cada personagem” Atormentada após o filme ter sido desfeito, ela ligou para Rihanna, que lhe disse: “Tudo acontece por uma razão. Você vai me ligar de volta em uma ou duas semanas, e vai me dizer: ‘você estava certa’.” E logo depois apareceu a audiência para ‘Cidades de Papel’, em parte, sobre recomendações de um produtor envolvido com o projeto do Beach Boys.

Até recentemente Cara Delevingne também podia contar com a sua avó Angela Delevingne (ou “Gaga”, como os fãs a conhece), que faleceu no ano passado com 102 anos. “Nós conversávamos sobre qualquer coisa, o que é engraçado porque ela era 80 anos mais velha do que eu. Eu sentia como se fossemos amigas, eu tenho todas essas gravações dela contando seu passado” Essas visitas eram um raro momento de calma na agenda de Delevingne, que agora é tão agitada que ela não se preocupa em contar aos pais em que parte do mundo ela está “Casa é onde meus pés estão”, diz ela. (Ela comprou uma cara em Chiswick, em Londres, no final de 2014, mas até à data ela dormiu lá uma ou duas noite, seu novo lar ainda não tem mobília, elas “uma quantidade nojenta de roupas. Eu sou uma colecionadora.”)

Para fazer seus quartos de hotel mais aconchegante, Delevingne viaja com um PlayStation 4 (seus jogos favoritos são Grand Theft Auto, Call of Duty e Assassins Creed), livros (agora ela está lendo poemas de amor de Hermann Hesse), fotografias de seus amigos e seu violão. Ela está constantemente compondo músicas para acompanhar sua poesia.

“Eu geralmente escrevo quando estou me sentindo triste ou com raiva, ou perdida e confusa. Não é quando eu estou me sentindo bem.”

Esses momentos se nivelou um pouco quando ela fez seus 20 anos. Nos últimos dois anos, Delevingne vem praticando yôga sob tutela de Colin Victor Dunsmuir.

“Eu estava acostumada estar em constante estado de pânico e ansiedade e tinha muitas vozes na minha cabeça. De repente, eu percebi que sou calma por dentro, nunca tive isso. Mesmo quando estava crescendo. Eu era uma criança terrível, parecia o Chucky com cabelo loiro.Eu tinha terrores noturnos e eu ia ao redor da casa ligando todas as luzes e gritando como se as pessoas estivessem sendo assassinadas.”

Sua introspecção levou-a a olhar para frente.

“Quando eu estava modelando, tudo o que eu pensava era no momento, naquele dia e na próxima hora. Quando eu comecei a descontrair e a aprender a dizer não, eu percebi que havia um futuro e que eu poderia fazer mais coisas.” Recentemente, ela cortou a bebida e focou em ficar em forma. “Eu nunca estive tão bem. Quando eu comecei a cuidar de mim, foi quando eu comecei a receber oferta de papéis.”

Depois de ‘Cidades de Papel’, ela vai aparecer em uma série de filmes, incluindo ‘London Fields’ com Johnny Deep, ‘Tulip Fever’, em ‘Esquadrão suicida’ e outros.

Para Delevingne, que sempre odiou a escola, atuação tem sido a educação final.

“Cada filme tem me feito sentir um grande avanço. Cada diretor e ator me fez crescer.”

Eventualmente, ela também espera para gravar um álbum de sua própria música, mas ela não está com pressa.

“As pessoas vão julgar tão duramente que eu acho que vai ser incrível”

Onde quer que sua carreira vá, Delevingne não quer se limitar.

“Eu quero provar que você pode ser qualquer coisa que queira ser. Eu gosto muito de trabalhar e amo o que eu faço. Se eu ferrar agora, é tudo culpa minha.”

 

Fonte: The Wall Street Journal (WSJ)

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