Mulheres são um símbolo de resistência, e são muitas vezes admiradas. Mas não sempre. Parece que ainda vivemos em tempos antigos, presos à ideias e conceitos antiquados, onde a mulher vive com medo. Grande parte disso se relaciona ao machismo. O machismo, que está presente no mundo todo, que trás a violência; a opressão; o assédio; e principalmente, o estupro que está cada vez acontecendo mais constantemente. E é esse o mesmo machismo que está destruindo vidas e construindo medos.

Desde pequenas mulheres são ensinadas à como viver. Como se vestir, como falar, como agir, como se comportar. E qual é o por quê disso? Por que mulheres tem de aprender a como se comportar de certo modo? A resposta para isso está em diversos motivos que acabam quase sempre se incluindo no machismo. Porém um dos maiores motivos seria para não sofrer algum assédio ou até mesmo, estupro. Enquanto muitos homens não tem um ensino como esse, ou até mesmo não sabem respeitar. Ás vezes é necessário generalizar porque não são poucos ou metade, são muitos.

”38,72% das mulheres em situação de violência sofrem agressões diariamente; para 33,86%, a agressão é semanal.”

”Em 67,36% dos relatos, as violências foram cometidas por homens com quem as vítimas tinham ou já tiveram algum vínculo afetivo: companheiros, cônjuges, namorados ou amantes, ex-companheiros, ex-cônjuges, ex-namorados ou ex-amantes das vítimas. Já em cerca de 27% dos casos, o agressor era um familiar, amigo, vizinho ou conhecido.”

A falta de conhecimento é preenchida por falta de respeito e ódio. O que leva muitos a pensarem que tem o direito de agredir, abusar, humilhar ou violentar a mulher, contra a sua vontade.  Tudo isso é crime e pode ser denunciado.

”O Brasil teve a estarrecedora média de 130,5 estupros por dia ao longo de 2014 – o que significa mais de cinco crimes dessa modalidade por hora ou cerca de um por minuto, de um total de 47.646 registrados no ano passado.”

A mulher deveria poder se vestir como quer. A mulher deveria poder caminhar ao lado de uma construção, entrar em um ônibus, ou em qualquer lugar sem o medo de ouvir algum comentário rude vindo de algum rapaz, ou até mesmo ser ameaçada, constrangida ou intimidada. A mulher deveria poder determinar o que pode e o que quer fazer, e ser respeitada por isso. A mulher deveria ter voz, opinião e direitos e ser valorizada por isso. A mulher não deveria ser discriminada no mercado de trabalho e não deveria ter suas oportunidades limitadas. A mulher não deveria ser vista como propriedade do homem. A mulher não deveria ser culpada por algo que não consentiu. A mulher não existe para ser aprovada pelo homem. A mulher é a única que tem direito sobre seu próprio corpo e cabe a ela fazer suas decisões como bem entender. E por fim, a mulher não é um produto. Então não a trate como um.

A maior autoridade de uma mulher é ela mesma. Não pense que quando ela é desrespeitada ou violentada ela perde esse poder.

Em 2011 Cara Delevingne participou de uma convenção do projeto “Stop-Torture” onde ela leu o relato de uma mulher que sofreu abuso sexual na Sri Lanka, é um país insular asiático, a atriz leu o relato para ajudar a preservar a imagem da vítima.

O projeto “Stop-Torture” acabou em 2011, o projeto falava sobre estupro e tortura feitas pelas forças seguras, militares e policiais.

O testemunho a seguir é de uma sobrevivente do Tamil que sofreu tortura sexual pelo exército do Sri Lanka. Para sua segurança Cara Delevingne leu a sua história.

AVISO Este vídeo contém descrições gráficas de estupro e tortura sexual que pode ser traumático para assistir, especialmente se você tiver experiência pessoal destas questões.

Caso você sofra ou conhece alguém que sofre de abuso sexual ou qualquer tipo de violência não fique quieto. DENUNCIE. LIGUE PARA 180. OU EM CASO DE ABUSO INFANTIL DISQUE 100.

 

 

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