Cara Delevingne está na capa da revista CLEO Malaysia, edição Junho 2016.

 

CARA, CARA, CARA, CARA, CAMALEÃO! (referência a música Kharma Chameleon de Boy George)
Agora, mais perto do que nunca de se tornar uma grande estrela de Hollywood, Cara Delevingne faz um momento de pausa para compartilhar a sua quantidade de felicidade pessoal com CLEO.

A história de Cara Delevingne continua a se desdobrar em um ritmo fantástico. Tendo se tornado uma das principais supermodelos do mundo ao passar dos últimos anos, a extraordinária it girl deixou de modelar nessa altura da fama dela em favor de sua carreira de atriz. Já tendo nos dado uma representação forte sendo uma sedutora e ansiosa adolescente em Cidades de Papel, Cara logo também apareceu em Pan, o filme de fantasia e aventura que é o prólogo da maravilhosa história de Peter Pan por J.M. Barrie, no qual ela faz a personagem da Sereia.

Pan é meramente um prelúdio, contudo, para uma enxurrada de outros papéis em filmes incluindo Tulip Fever, um drama romântico que se passa no século 17 co-estrelando Alicia Vikander; London Fields, um suspense dramático estrelando Johnny Depp e Amber Heard baseado no romance de Martin Amis; Kids in Love, sobre jovens vivendo uma vida extravagante em Londres; e é claro, Esquadrão Suicida, o notório e bombástico filme de Hollywood que sairá em agosto. Não tem como parar o trem de cinema que é Cara Delevingne?

“Eu amo atuar. Eu só estou começando, mas atuar é como estar constantemente apaixonada. Quando você ama alguém, é como se nada mais existisse, e você está totalmente absorvido. Eu amo esse trabalho, e o processo de tornar os personagens em realidade. Atuar sempre foi o meu sonho, e a sensação disso é tão libertadora.”

Embora ela possa estar a beira de uma carreira brilhante de atriz – ela olha para Meryl Streep como sua modelo a seguir – a Delevingne de 23 anos admitiu ter experienciado dificuldades emocionais quando garota, e batalhou contra a depressão quando adolescente.

Hoje, no entanto, ela achou a medida de felicidade pessoal na sua relação com a musicista St Vincent (nome real: Anne Eric Clark, 32): “Eu acho que estar apaixonada pela minha namorada é uma grande parte do porquê eu estou me sentindo tão feliz com quem eu sou esses dias”, disse Delevingne em uma entrevista recente. “E para essas palavras saírem da minha boca é um milagre.”

“Essa terrível onda de depressão me atingiu. A escola era um pesadelo, e a vida era horrível. Eu descobri que atuar era o meu único jeito de me sentir viva. Eu estou me divertindo tanto fazendo isso.”

E: No começo de Cidades de Papel, se diz que todos conseguem um milagre. Qual é o seu milagre?
C: Minha vida, no geral. Poder atuar. Poder fazer as coisas que eu amo como meu trabalho, e ser paga por isso, o que é estranho, porque, honestamente, eu pagaria pra fazer isso!

E: E modelar? Como você entrou no mundo da moda em primeiro lugar?
C: O pai de um amigo meu que é dono de uma agência conseguiu um teste para mim. Minha irmã Poppy já trabalhava como modelo (apesar de eu odiar a ideia de copiar ela).

E: Então, quando você descobriu o seu amor por atuar?
C: Quando eu tinha 5 anos e estava no jardim de infância, e eu fiz um monólogo super longo durante uma peça de Natal. Quando criança, eu nunca estava feliz sendo eu mesma e eu sempre queria me colocar nos pés de outra pessoa. Eu era a criança mais nova na minha família e eu estava sempre observando as pessoas e imitando elas.

E: Como é crescer em uma família rica?
C: Bem triste. Minha mãe batalhou contra o vício em heroína por anos, e está escrevendo seu livro de memórias. Quando eu era menor, eu sofri muito porque eu não passava muito tempo com ela. E aí quando eu tinha 15 anos, essa terrível onda de depressão me atingiu. A escola era um pesadelo para mim, e a vida parecia horrível. Foi ai que eu descobri que atuar era meu único jeito de me sentir viva. Eu estou me divertindo tanto fazendo isso, e é a minha vida agora.

E: Você se sente como se estivesse crescendo rápido demais de algum jeito?
C: Levou algum tempo para eu descobrir muitas coisas sobre quem eu sou, e eu ainda estou descobrindo. Eu tive que crescer muito mais rápido por causa do meu trabalho mas eu tento não perder quem eu sou, e as coisas que são importantes para mim. Eu acho que todos nós temos que nos relembrar de tempo a tempo a ser consciente e não perder a nossa liberdade, que vem com o sentimento de se ser jovem e sem o peso de tudo. Eu acho que você pode trabalhar duro, ser muito responsável, e ainda assim se divertir bastante.

E: E o seu primeiro dia no set? Você fica nervosa, ou você é muito confiante agora que você fez tanta coisa?
C: Eu nunca não estou nervosa quando eu começo alguma coisa. Até mesmo quando se trata de modelar. Eu ainda ficaria ansiosa de andar na passarela!

E: E como você controla os nervos?
C: Eu não os controlo. Eu sou uma pessoa super nervosa! Eu não vou conseguir parar de falar. Eu fico toda estranha, e começo a fazer coisas estranhas ou estúpidas. Então, como ir no palco do MTV Movie Awards, eu estava tão inquieta! Eu comecei a comer um monte de doces, e a pensar em coisas estranhas pra fazer, tipo jogar coisas nas pessoas. Eu meio que entro numa tangente para tentar esconder o fato de que eu estou ansiosa, quando é super óbvio que eu estou.

E: Uma das duas qualidades que todo mundo ama é a sua abertura e sua vontade de falar de uma maneira sem filtro…
C: Eu acho que ficar sempre vendo o que você fala em público é uma grande perca de tempo, e realmente um jeito horrível de viver porque é tão restrito. Os únicos limites reais que eu tenho é o que eu digo sobre a minha vida particular. Eu vou e volto no meu jeito de pensar, entre querer me abrir completamente e querer dizer tudo sobre mim mesma. Porque eu acho que você pode ajudar as pessoas quando elas vêem que você tem as mesmas dúvidas e preocupações que elas tem. E aí tem horas que você não quer que as pessoas saibam certas coisas sobre você. No entanto, meu maior impulso é falar o que eu penso.

E: É difícil ás vezes pensar em como a indústria pode colocar o que você fala contra você?
C: Essa é a parte mais difícil. Não é fácil viver do jeito que você quer e expor seus defeitos. Eu sei que algo que eu disser (ou porque eu estou tentando ser engraçada, ou porque eu estou cansada ou estou de mau humor) pode me dar problemas, e aí as pessoas podem me julgar. Ainda assim, eu acho que é mais fácil pra mim ser eu mesma. Eu também quero poder falar com a minha geração, e ser uma influência positiva para os jovens, e os encorajar a serem eles mesmos.

E: O que te mantêm com os pés no chão?
C: Minhas aulas de yoga. Eu tento ir às minhas aulas de yoga todos os dias porque me ajuda a me acalmar e me sentir em paz. Isso sempre foi algo que esteve faltando em minha vida – paz de espirito. O yoga me ajuda a voltar a realidade.

E: Você tem alguma regra ou frase filosófica que você leva para a vida?
C: Não tenha medo de ser quem você é!

Fonte: CLEO Malaysia

Tradução por Natasha Camila Campi da equipe Cara Delevingne Brasil

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