Cara Delevingne entrevista modelo (e BFF) Adwoa Aboah em superar o vício na edição de fevereiro da Teen Vogue.

As melhoras amigas Adwoa Aboah e Cara Delevingne tem muito em comum. Elas duas são lindas “it girls” britânicas com uma impressionante habilidade de modelar e com tatuagens iguais da metade de um coração, que simbolizam seu vínculo inquebrável.

Durante o período de sua amizade de nove anos, elas tem compartilhado inúmeras festas de aniversário, festas do pijama, e festivais de música.

Mas além das sessões de fotos glamourosas e festas cheias de estrelas da moda, as meninas têm confiado uma na outra sobre suas lutas emocionantes com depressão. Em uma exclusiva conversa entre amigos, Adwoa fala sobre sua tentativa de suicídio, sobre superar o vício e como chegar ao fundo do poço a levou a começar um movimento para ajudar meninas de todos os lugares do mundo.

CARA: Há pessoas que são uma constante inspiração, pessoas que eu me inspiro e que me fazem querer ser mais forte. Você é uma delas para mim. E amigos verdadeiros agem como um espelho, mas quando você está passando por um momento escuro, ás vezes você pode preferir ficar sozinho e empurrar todos para longe.

ADWOA: Eu sinto que eu fiz isso. Eu tive tempos díficeis no colegial. Eu me desliguei completamente e comecei a usar drogas quando ainda era muito jovem. Quando você usa isso, você se distancia das pessoas que conhecem você, e você se conecta com pessoas que sabem muito pouco sobre você para que você possa, então, fugir de tudo e fazer o que quiser. Olhando para trás, agora que eu tenho clareza, eu sei que eu estava fugindo do real problema. Um ano depois de me formar na universidade, eu fiz um tratamento para depressão, transtorno bipolar e dependência.

CARA: Quando você é um adolescente clinicamente diagnosticado com depressão, ás vezes as pessoas não entendem isso. Você sente como se você devesse estar e ser feliz, especialmente quando você tem uma vida e um futuro muito bom, e você se culpa.

ADWOA: Ninguém nunca havia me ensinado sobre a saúde mental. Eu realmente não entendia por que eu me estava me sentindo bem na vida, e tudo era brilhante, e então de repente eu estava caindo em um buraco profundo.

CARA: Brilhante como um relâmpago, colisão como um trovão…

ADWOA: Totalmente. E meus pais eram muito britânicos em sua maneira de lidar com as coisas…

CARA: Um típico lábio de britânicos rígidos e superiores. Se você tiver um corte gigante no peito, talvez algo está errado. Mas se é algo dentro, então não é realmente um problema, não é?

ADWOA: Não, completamente. Mas eu não os culpo. Eles tiveram que aprender a me ajudar, como eu, e eles tem aprendido. Na época, eu apenas nunca senti que os meus problemas foram suficientemente grandes. Eu sempre acreditei que eu tinha que fingir estar feliz. Mas o que eu aprendi é que não importa de qual raça ou classe você vem. Eu realmente acredito que tristeza é algo relativo.

CARA: E quanto mais você o enterra na areia, mais difícil fica.

ADWOA: Absolutamente. Um pouco mais de um ano atrás eu tentei cometer suicídio. Eu cheguei muito perto de conseguir, e mesmo depois que acordei, levou um tempo para eu me sentir grata por estar viva. Mas ao longo do tempo, conforme eu fiquei mais saudável, eu senti uma enorme quantidade de responsabilidade para ajudar meninas que podem estar passando pela mesma coisa. Quando eu finalmente pedi ajuda, eu percebi que não estava sozinha em tudo isso. A base da minha recuperação é honestidade. Eu não conseguia manter a fachada. Eu precisava parar de mentir sobre como eu me sentia. Eu não posso fugir das coisas mais. Como eu comecei a ser honesta, eu me tornei muito melhor como filha, amiga e namorada.

CARA: O que a inspirou a começar a sua organização, Gurls Talk? Me conte sobre os seus sonhos para ela.

ADWOA: Eu acho que o que me inspirou foram as mulheres que entraram em minha vida quando eu mais precisava delas. As mulheres que realmente salvaram minhas vidas. Com o Gurls Talk, eu quero criar um espaço onde garotas podem ter conversas honestas sobre tudo. Será um programa semanal para educar as meninas sobre a saúde mental, dependência e transtornos alimentares, mas ao invés de ser uma palestra vindo de um professor ou uma mulher duas vezes mais velha que elas, eu quero que seja de mulheres em que essas meninas podem se identificar com, mulheres que estão falando por experiência própria.

CARA: É forte ser vulnerável. Para ser capaz de se comunicar com outras mulheres é uma das coisas mais poderosas.

ADWOA: Eu ouvi uma grande frase hoje dita por Lena Dunham: ela disse que ama amar homens, mas ela ama conhecer mulheres. E eu concordo completamente, cem por cento. Mulheres e garotas me inspiram. Elas me “dirigem”. Há algo sobre um grupo de mulheres juntas que é – sem soar brega – uma p*rra muito mágica.

Fonte: Teen Vogue

Traduzido por Natasha Campi da equipe CDBR

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